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Café: Cautela domina o mercado enquanto arábica recua e robusta mantém alta com oferta controlada

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Mercado de café encerra semana com ajustes e expectativa pelos dados de exportação

O mercado global de café atravessou a última semana sob um clima de cautela, com investidores atentos às condições climáticas nas principais regiões produtoras e à divulgação dos números de exportação do Brasil. Segundo relatório da StoneX, o ritmo das negociações foi mais lento, enquanto agentes de mercado observavam o avanço da colheita no Vietnã e esperavam os dados do Cecafé, divulgados no início da semana.

O café arábica apresentou oscilações moderadas, sem um direcionamento claro. Apesar da leve recuperação no mercado físico brasileiro, o contrato com vencimento em março de 2026 encerrou a semana cotado a 355,3 centavos de dólar por libra-peso, recuando 0,7%. A expectativa por novos dados de oferta e exportação segue como fator de contenção para movimentos mais expressivos nos preços.

Arábica perde força em Nova York diante de previsão de boa safra no Brasil

Nas bolsas internacionais, os preços do arábica voltaram a recuar, interrompendo a sequência de altas recentes. De acordo com informações da Bloomberg, investidores ajustam posições diante da perspectiva de uma safra mais robusta no Brasil para a temporada 2026/27, cuja colheita começa em maio.

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A Reuters destacou que as chuvas volumosas registradas nos últimos dias trouxeram alívio aos produtores e favoreceram o desenvolvimento dos grãos, indicando uma produção superior à do ano anterior. O Cepea reforça que, até que haja uma estimativa mais precisa sobre o volume da safra, a volatilidade deve permanecer elevada.

Por volta das 9h50 (horário de Brasília), os contratos de arábica em Nova York mostravam queda:

  • Março/26: 349,25 cents/lbp (-175 pontos)
  • Maio/26: 332,40 cents/lbp (-190 pontos)
  • Julho/26: 325,30 cents/lbp (-170 pontos)
Robusta segue valorizado com oferta controlada no Vietnã

Enquanto o arábica perde força, o robusta mantém trajetória de valorização. A combinação de demanda firme e oferta limitada no Vietnã — principal produtor mundial da variedade — sustenta os preços. Produtores vietnamitas continuam retendo parte dos estoques, aguardando valores mais atrativos para vender, o que reduz a liquidez e favorece os contratos futuros.

Na Bolsa de Londres, o contrato de março/2026 encerrou cotado a US$ 4.000 por tonelada, acumulando alta semanal de 2,5%. Já na manhã desta quinta-feira, os preços seguiam firmes, com ganhos de até US$ 49 por tonelada nos vencimentos mais longos.

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Alta do dólar e clima favorável reforçam pressão sobre o arábica

O mercado também reagiu ao avanço do dólar frente a outras moedas, movimento que tende a pressionar os preços internacionais do café. Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), os contratos do arábica com vencimento em março de 2026 fecharam a 351,00 centavos de dólar por libra-peso, queda de 4,4% em relação ao dia anterior. A posição de maio/2026 recuou 3,6%, encerrando a 334,30 centavos.

A correção técnica após recentes altas, somada à percepção de condições climáticas favoráveis no Brasil, contribuiu para o movimento de realização de lucros. Analistas indicam que, com a melhora gradual nas lavouras e o fortalecimento da moeda norte-americana, o mercado deve seguir volátil, equilibrando fundamentos positivos de oferta com o ajuste técnico nos preços.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do Rio Grande do Sul somam US$ 4,4 bilhões no 1º trimestre de 2026, com destaque para carnes

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As exportações do Rio Grande do Sul totalizaram US$ 4,4 bilhões no primeiro trimestre de 2026. Em termos nominais, o resultado representa o quarto maior valor da série histórica iniciada em 1997, evidenciando a relevância do estado no comércio exterior brasileiro.

Carnes impulsionam desempenho da pauta exportadora

Entre os principais produtos exportados, o destaque ficou para o segmento de proteínas animais e animais vivos.

As exportações de carne suína registraram crescimento expressivo de 49,6%, com incremento de US$ 75,8 milhões. Também apresentaram avanço:

  • Vendas de bovinos e bubalinos vivos: alta de US$ 57,2 milhões;
  • Carne bovina: aumento de US$ 33,7 milhões.

O desempenho positivo desses produtos contribuiu para amenizar as perdas em outros segmentos relevantes da pauta exportadora.

Exportações caem em relação a 2025

Na comparação com o mesmo período de 2025, o valor total exportado pelo estado apresentou retração de 7,5%, o equivalente a uma queda de US$ 357,4 milhões.

O recuo foi influenciado principalmente pela redução nas vendas de produtos estratégicos:

  • Soja em grão: queda de 77,0% (-US$ 188,3 milhões);
  • Fumo não manufaturado: retração de US$ 172,9 milhões;
  • Celulose: recuo de US$ 68,1 milhões;
  • Polímeros de etileno: diminuição de US$ 45,5 milhões.
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Estado mantém posição no ranking nacional

Apesar da retração no valor exportado, o Rio Grande do Sul manteve a sétima colocação entre os principais estados exportadores do país.

O estado ficou atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso, Pará e Paraná. No entanto, houve redução na participação relativa, que passou de 6,2% para 5,3% no período analisado.

Diversificação de destinos marca exportações gaúchas

No primeiro trimestre de 2026, o Rio Grande do Sul exportou para 169 destinos, reforçando a diversificação de mercados.

Os principais compradores foram:

  • União Europeia: 12,2% das exportações;
  • China: 9,2%;
  • Estados Unidos: 7,3%.

Entre os parceiros comerciais, a China apresentou a maior queda em termos absolutos, com retração de US$ 301,6 milhões, impactada pela redução nas compras de soja e fumo.

Os Estados Unidos também registraram recuo relevante (-US$ 148,7 milhões), influenciado principalmente pelos setores florestal e de armas e munições.

Egito e Filipinas ganham destaque nas compras

Em contrapartida, alguns mercados ampliaram significativamente suas importações de produtos gaúchos.

Destacam-se:

  • Egito: aumento de US$ 105,1 milhões;
  • Filipinas: alta de US$ 104,5 milhões.
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O crescimento foi impulsionado principalmente pelas vendas de cereais e carnes.

Cenário internacional pressiona comércio exterior

O desempenho das exportações do estado ocorre em meio a um ambiente global de incertezas.

As vendas para o Irã, que representaram 1,8% do total exportado, recuaram 5,5% no período, refletindo impactos de sanções econômicas e restrições financeiras que historicamente afetam as relações comerciais com o país.

No caso dos Estados Unidos, a queda de 31,9% nas exportações foi superior à média geral do estado. O resultado está ligado, entre outros fatores, ao desempenho do setor de armas e munições, sensível a mudanças regulatórias e tarifárias.

Perspectivas indicam cenário desafiador

Apesar do bom desempenho de segmentos como o de carnes, a retração em produtos-chave como soja e celulose evidencia os desafios enfrentados pelo estado no comércio internacional.

O cenário para os próximos meses seguirá condicionado à demanda global, às condições de mercado e ao ambiente geopolítico, fatores que devem continuar influenciando o desempenho das exportações gaúchas ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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