Connect with us


Brasil

Governo do Brasil lança aplicativo para ampliar atendimento do programa Luz para Todos

Publicado em

A democratização do acesso à energia elétrica no Brasil deu mais um passo com o lançamento do aplicativo Luz para Todos, que permite aos cidadãos, lideranças comunitárias e instituições registrarem e acompanharem as solicitações de atendimento em áreas rurais e regiões remotas de todo o país, incluindo a Amazônia Legal. Esse é mais um canal de atendimento do programa, complementando os meios já disponíveis de acesso à política pública. Desenvolvida pelo Ministério de Minas e Energia (MME) em parceria com o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) a partir do programa Startup GOV.BR, a iniciativa contribui para ajudar a identificar famílias que ainda não têm acesso à energia elétrica e levar mais desenvolvimento regional e social. 

O aplicativo passa a integrar a rede de atendimento do programa Luz para Todos, oferecendo mais uma alternativa para o registro e o acompanhamento das solicitações. Por meio da plataforma, qualquer pessoa (solicitante ou não) pode indicar localidades sem acesso à energia, acompanhar o andamento dos pedidos e contribuir para o mapeamento das demandas, fortalecendo o planejamento das ações voltadas à inclusão energética em todo o país. Para solicitar o atendimento, é necessário fazer o cadastro na plataforma, em seguida os dados pessoais do beneficiário devem ser inseridos junto a uma foto do local da instalação. 

“A energia elétrica é a base para o desenvolvimento. Ela é responsável por movimentar a produção, fortalecer os serviços públicos, gerar oportunidades e promover mais qualidade de vida para a população. O lançamento do aplicativo Luz para Todos reforça o compromisso do Governo do Brasil com a inclusão energética e a redução das desigualdades. Seguimos firmes na missão de garantir que todas as brasileiras e brasileiros tenham acesso a esse serviço tão essencial”, destacou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira.

Leia mais:  MMA debate com lideranças fortalecimento do CNPCT e proteção de territórios tradicionais

O atendimento também continua sendo realizado diretamente junto à concessionária de energia elétrica responsável pelo município, presencialmente ou pelos canais oficiais da distribuidora. As solicitações também podem ser feitas por familiares, lideranças comunitárias, associações locais, sindicatos rurais, prefeituras e Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), que podem representar famílias e comunidades durante o processo. Para a solicitação, são necessários documento oficial com foto, comprovante de residência e, quando houver, o Número de Identificação Social (NIS) da família cadastrada no CadÚnico.

Conheça as funcionalidades do aplicativo

Desenvolvido no âmbito do Programa Startup GOV.BR para atender usuários em diferentes contextos, o aplicativo conta com recursos que facilitam o uso mesmo em regiões com conectividade limitada. 

“O Governo Digital deve ser para todas as pessoas. É por meio de parcerias como essa, com o MME, que a gente trabalha no Startup GOV.BR. A ideia é justamente que soluções como este aplicativo do Luz para Todos sejam desenvolvidas de forma ágil, para ampliar o acesso e incluir mais pessoas”, disse o secretário de Governo Digital do MGI, Rogério Mascarenhas.

Entre as principais funcionalidades do aplicativo estão:

  • Uso online e offline: permite registrar solicitações mesmo em locais com pouca ou nenhuma conexão à internet;

  • Localização e envio de imagens: possibilita informar a localização exata da unidade a ser atendida e anexar fotos para apoiar a análise da demanda;

  • Acompanhamento dos pedidos: os usuários podem consultar o andamento das solicitações de forma simples e transparente;

  • Integração com bases governamentais: utiliza informações de cadastros públicos para tornar a análise mais ágil e qualificada;

  • Solicitações individuais e coletivas: permite registrar pedidos para residências, comunidades, escolas, unidades de saúde e atividades produtivas; e

  • Cadastro por terceiros: lideranças comunitárias, organizações e instituições podem solicitar atendimento em nome de famílias ou comunidades, ampliando o alcance da política pública.

Leia mais:  Dia D nacional contra a dengue, Zika e chikungunya acontece neste sábado (8)

LabQ

O projeto contou com o apoio do Laboratório de Qualidade em Serviços Digitais (LabQ) da Secretaria de Governo DIgital (SGD) do MGI, que apoiou a realização de entrevistas e oficinas colaborativas com representantes de perfis diversos de usuários – como indígenas, ribeirinhos e assentados –, além de equipes de órgãos governamentais como Incra, Funai, CadÚnico/MDS e de organizações da sociedade civil. Essa abordagem permitiu compreender a realidade sob a perspectiva dos cidadãos e garantiu que o usuário estivesse no centro do processo de desenho. Assim, o produto foi concebido para refletir as necessidades reais das comunidades e oferecer soluções mais adequadas, simples e eficazes.

Disponível gratuitamente para Android e iOS.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: 
(61) 2032-5759 | E-mail: [email protected]


 Instagram ●  Twitter ●  Facebook ●  YouTube ●  Flickr ●  LinkedIn

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Comentários Facebook

Brasil

Presidente Lula assina Medida Provisória que proíbe as bets no Brasil

Published

on

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou nesta sexta-feira, 25 de setembro, Medida Provisória que acaba com a exploração, oferta, intermediação e publicidade de apostas de quota fixa no país, as chamadas bets. A decisão alcança tanto as apostas esportivas quanto os jogos online, em ambientes físicos e virtuais, e se aplica também às concessões e autorizações estaduais e distritais. A proibição não abrange as demais modalidades lotéricas já autorizadas em lei.

PROIBIÇÃO DAS BETS

Com a Medida Provisória, as bets até então autorizadas não poderão oferecer apostas nem fazer qualquer tipo de publicidade no país. As empresas têm até 5/10 para retirar material publicitário e de patrocínio veiculado em meios físicos e em peças de publicidade exterior.

Confira o cronograma das medidas:

  • Hoje (25/9): publicação da MP; início da proibição de novos aportes nas plataformas.
  • Até 5/10 (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores.
  • A partir de 6/10 (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar.
  • Entre os dias 7 e 8/10: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF.
  • De 9 a 14/10: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos.
  • A partir de 14/10: havendo obstáculo que impeça os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

INTERESSE PÚBLICO

A extinção das autorizações decorre de motivo de interesse público e não gera direito a indenização por lucros cessantes, por investimentos realizados ou por expectativa de continuidade da atividade, tampouco à devolução total ou parcial do valor pago pelas outorgas. Até o momento, foram concedidas 85 outorgas para exploração de apostas de quota fixa no país, cada uma no valor de R$ 30 milhões, totalizando R$ 2,55 bilhões pagos pelas empresas durante o processo de concessão.

FISCALIZAÇÃO E COMBATE AO MERCADO ILEGAL

O Ministério da Fazenda e o Ministério da Justiça atuarão para o bloqueio de sites ilegais. O Ministério da Fazenda conta com um laboratório virtual dedicado à identificação e ao bloqueio mais rápido de plataformas irregulares. Após a identificação dos sites, a SPA comunica a Anatel para obloqueio dos domínios, com medidas que incluem também a remoção de aplicativos e a restrição dos meios de pagamento utilizados por operadores ilegais.

Leia mais:  Operação Rodovida - Natal: PRF reforça a importância do cinto de segurança e da cadeirinha para a redução de mortes no trânsito

A MP cria ainda o Comitê Institucional de Fiscalização e Combate à Exploração Ilegal de Apostas, coordenado pela Casa Civil, para promover a articulação e a coordenação das ações das autoridades competentes para a prevenção, a fiscalização e a repressão à oferta, a exploração e a publicidade das bets.

As sanções aplicáveis a pessoas físicas e jurídicas que descumprirem as determinações vão de advertência a multas que podem chegar a R$ 2 bilhões, além de suspensão parcial ou total das atividades, no caso das pessoas jurídicas.

PROJETO DE LEI TIPIFICA CRIMES

Além da Medida Provisória, o governo elaborou Projeto de Lei para definir conceitos e tipificar crimes relativos às apostas de quota fixa. A proposta tipifica cinco condutas:

  • exploração de apostas de quota fixa, ainda que autorizado por autoridade estrangeira (reclusão de 4 a 6 anos);
  • divulgação de apostas de quota fixa ou captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa); 
  • uso de dados pessoais para captação de apostadores (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento de pena se os dados envolverem histórico de apostas, saúde ou forem de criança ou adolescente);
  • facilitação financeira da exploração de apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa); e
  • fornecimento de aplicação de internet para apostas de quota fixa (reclusão de 2 a 4 anos e multa, com aumento se a aplicação burlar verificação de idade ou
  • localização, ou for dirigida a criança ou adolescente).

SAÚDE PÚBLICA

As apostas online passaram a representar uma nova e crescente demanda de saúde pública. O problema vai além da perda financeira: o transtorno do jogo está associado a ansiedade, depressão, perda de controle, alterações no sono e no humor, conflitos familiares, isolamento, prejuízos às relações pessoais e profissionais e maior uso de álcool e outras drogas.

“Há dados que expressam o tamanho do problema, mas certamente não conseguem traduzir todo o sofrimento que aparece quando ouvimos os relatos de pacientes, profissionais de saúde e familiares. Estamos falando de algo que vai muito além de uma atividade econômica: entra nas casas das pessoas, nas escolas e nos celulares, e afeta não apenas quem desenvolve um comportamento compulsivo, mas também os familiares que estão ao seu redor. Nós temos o autoteste disponível no Meu SUS Digital para que cada pessoa possa avaliar o impacto das apostas na própria vida”, ressaltou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

A mortalidade por suicídio é 15 vezes maior entre pessoas com transtorno do jogo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A dificuldade financeira é o principal fator associado ao suicídio entre apostadores.

Leia mais:  Senasp reúne delegados das 27 unidades da Federação em curso de combate ao crime organizado

O risco de desenvolver dependência é três vezes maior entre pessoas socioeconomicamente vulneráveis e 150% maior entre jogadores online. Em 2023, mais de 28 milhões de brasileiros haviam apostado nos 12 meses anteriores à pesquisa, e 10,9 milhões apresentavam padrão de jogo de risco ou problemático.

Os efeitos já aparecem na demanda pelo SUS. Entre 2018 e 2025, os atendimentos relacionados a jogo patológico e problemas com apostas cresceram cerca de 140%, e aprojeção é de aumento de mais 104% até 2028. Estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde estima em R$ 38,8 bilhões anuais o custo social associado aos jogos, dos quais R$ 30,6 bilhões — quase 79% — estão ligados à saúde, incluindo suicídios, perda de qualidade de vida associada à depressão e tratamentos médicos.

A exposição começa cedo e também afeta familiares. Pesquisa em escolas públicas e privadas mostrou que 20,4% dos estudantes já apostaram online; o contato pode começar aos 11 anos e, entre os meninos do 3º ano do Ensino Médio, a proporção chega a 49,7%.

Entre as mulheres que apostam ou já apostaram, 65% disseram não ter procurado ajuda por vergonha; entre as que não apostam, 12% relatam impactos decorrentes do jogo de familiares.

Conheça o canal de denúncias

Fonte: Ministério da Saúde

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262