Paraná
Seleção de professores para intercâmbio nos EUA entra em nova etapa nesta terça-feira
Começa nesta terça-feira (12) uma nova etapa da seleção dos profissionais que se inscreveram para o programa de intercâmbio de professores do Paraná em Utah. Ela consiste na avaliação da documentação dos interessados, cujo resultado sai em 20 de março. A iniciativa é direcionada aos docentes do ensino fundamental das redes pública e privada paranaense. Os selecionados serão responsáveis por ministrar aulas para estudantes de 6 a 15 anos de idade, em escolas do estado de Utah, nos Estados Unidos.
Os alunos fazem parte do Elementary School, equivalente ao período da 1ª a 5ª série do ensino fundamental, Middle School, 6ª à 8ª série, e também de turmas de calouros do ensino médio estadunidense da 9ª série, chamados de Freshman.
Na sequência do processo de seleção, haverá as entrevistas que avaliam a proficiência no idioma inglês dos candidatos, que devem ter nível B1 (intermediário) de entendimento, de acordo com o Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (CEFR), padrão internacional que qualifica o grau de conhecimento em uma língua.
Por fim, os professores terão a experiência em sala de aula avaliada por uma banca formada pela equipe da Secretaria de Educação de Utah, responsável pelo programa nos Estados Unidos. A avaliação é feita a partir de um vídeo, enviado pelos docentes, onde eles apresentam atividades realizadas com alunos do 1º ao 9º ano do ensino fundamental. Todas as etapas da seleção são de caráter eliminatório.
O programa de intercâmbio tem amparo em um memorando de entendimento firmado em 2015 entre a secretaria estadual da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e a Secretaria de Educação de Utah. O Programa de Educação e Imersão em Língua Portuguesa do Estado de Utah tem o objetivo de promover novas oportunidades de crescimento profissional e pessoal para professores paranaenses.
REMUNERAÇÃO – Seguindo diretrizes definidas pelos distritos escolares de Utah, os salários dos professores variam conforme a experiência profissional e o nível de formação. A renda varia entre US$ 45 mil anuais, cerca de R$ 225 mil (bruto), para graduados; até US$ 58 mil por ano, o que equivale a R$ 290 mil, para professores com doutorado.
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AUXÍLIOS – Os docentes selecionados serão acolhidos na residência de uma família associada às escolas por até duas semanas. Além disso, o programa também oferece visto de trabalho em tempo parcial para os cônjuges dos participantes do intercâmbio e matrícula para os filhos com idade de cinco a 21 anos em escolas da rede pública.
A oportunidade de aperfeiçoamento profissional e da proficiência em língua inglesa, resultado da interação com outros profissionais das escolas e da comunidade, é um diferencial associado à iniciativa.
A Iniciativa completa nove anos e já foram selecionados 48 professores por meio dessa parceria internacional. Destes, 40 continuam trabalhando na rede pública de ensino de Utah.
Serviço:
Programa de intercâmbio de Professores do Paraná em Utah – Estados Unidos
Edital – AQUI
1ª Etapa: 12 a 19 de março (avaliação de documentos)
2ª Etapa: 25 e 26 de março (entrevistas online em inglês)
3ª Etapa: 5 a 29 de abril (envio e avaliação de aulas gravadas)
Resultado: 30 de abril
Início das atividades: agosto de 2024
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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