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Copel aproxima Rede Elétrica Inteligente de empreendedoras de Fazenda Rio Grande

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A Copel promoveu um encontro com o público feminino da Associação Comercial e Industrial de Fazenda Rio Grande (ACINFAZ) para mostrar os principais dados e desafios do maior programa de modernização da rede de distribuição de energia elétrica no Paraná, o Rede Elétrica Inteligente. 

O programa já implantou 500 mil medidores digitais inteligentes em casas, comércios, indústrias e propriedades rurais no Paraná. Em Fazenda Rio Grande, já foram instalados 4,3 mil medidores inteligentes. Todas as cerca de 60 mil unidades consumidoras do município receberão a nova tecnologia. 

A troca dos medidores convencionais pelo novo modelo não tem custos para o consumidor e é acompanhada de investimentos em equipamentos de comunicação e de automação na rede elétrica, com o objetivo de reduzir desligamentos e agilizar o atendimento aos clientes, seja em serviços comerciais ou de emergência. 

No encontro, a gerente de agência da Copel, Marlise Cardoso de Lemos, representou a Companhia e comentou sobre a importância de ter um quadro de mulheres nas equipes de eletricistas. “A importância da participação feminina não é mensurável, a gente sabe de toda a batalha contra preconceitos, e a Copel engajada em movimentos de diversidade incentivando tanto a liderança feminina como fazendo parcerias com nossos contratados e parceiros não tem preço. A gente fica feliz com todo esse avanço”, comentou. 

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A empreiteira Eleng, responsável pela instalação dos medidores inteligentes em Fazenda Rio Grande, foi representada no encontro pela gerente administrativa, Karine Bertoncello. “É uma honra trabalhar nesse projeto de modernização e também trazer cada vez mais mulheres, é um mercado muito novo, mas está em expansão, com muitas mulheres fazendo cursos nessa área”, afirmou.  

As eletricistas Eleandra de Lima Bonkoski e Ester Ribeiro contaram um pouco sobre a experiência de ser mulher e estar à frente do Rede Elétrica Inteligente e, mesmo com resistências por parte de alguns consumidores, ambas se mostraram satisfeitas de integrar a equipe. “É um prazer imenso fazer parte desse projeto, já participamos da primeira fase e agora estamos nessa segunda fase, é muito gratificante, só tenho a agradecer e aprender cada vez mais”, contou Eleandra. 

A equipe Copel e Eleng ainda alertou às mulheres presentes no evento sobre a necessidade de permitir que as equipes de eletricistas façam a troca dos medidores, o que em alguns casos exige que o instalador ou a instaladora entre na residência ou no comércio em questão. Todas as equipes são uniformizadas e se apresentam com o crachá funcional da empresa. 

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REDE INTELIGENTE – Com a rede elétrica inteligente, em casos de falta de luz, a Copel passa a identificar automaticamente a abrangência do desligamento e consegue estimar o local de origem da interrupção, religando mais rapidamente os domicílios afetados.  

Os medidores inteligentes possibilitam também redução no tempo de atendimento a serviços rotineiros ligados à energia elétrica. A leitura do consumo, assim como o desligamento por inadimplência e a religação após o pagamento das contas são feitos à distância, sem a necessidade de deslocamento de um profissional até o domicílio do cliente. 

Para os consumidores, além da agilidade no atendimento em casos de desligamentos, também é possível acompanhar o consumo de energia em tempo real, por meio do aplicativo da Copel, disponível gratuitamente para celulares Android e iOS. 

PROGRAMA – A primeira fase do programa Rede Elétrica Inteligente, iniciada no Sudoeste, está na reta final de implantação e já tem 462 mil medidores em contato com a central de operações da Copel. A segunda fase do Rede Elétrica Inteligente foi iniciada recentemente em municípios da Região Metropolitana de Curitiba e já conta com 40 mil medidores instalados.

Fonte: Governo PR

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Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.

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Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.

A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.

André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.

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O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.

Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.

No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.

Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.

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Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026

Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.

 A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.

A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.

Fonte: Ministério Público PR

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