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Segurança pública: MJSP inicia pesquisa para modernizar competências e funções dos profissionais

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Brasília, 18/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) deu início, no dia 10 de dezembro, à pesquisa nacional destinada a atualizar o Estudo Científico do Cargo e o Mapeamento de Competências dos profissionais da segurança pública. A iniciativa é conduzida pela Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), que desenvolve a pesquisa, e representa uma etapa estratégica no processo de revisão das diretrizes formativas aplicadas em todo o País.

Voltado a profissionais das Polícias Civil, Militar, Científica e dos Corpos de Bombeiros, o estudo tem como finalidade coletar dados atualizados sobre as atribuições e as competências essenciais para as atividades desses profissionais. A consulta amplia o diagnóstico institucional em andamento e fornecerá insumos para o aprimoramento da Matriz Curricular Nacional, documento que orienta a formação realizada pelas academias estaduais.

A pesquisa representa a terceira fase de escuta com as categorias. Nas etapas anteriores, foram realizados encontros presenciais em sete estados e reuniões on-line envolvendo representantes das 27 Unidades Federativas. O processo garantiu diversidade regional e permitiu o levantamento de demandas específicas relacionadas aos diferentes modelos de atuação e à organização das forças de segurança.

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A partir das contribuições obtidas nas reuniões e ampliadas pela consulta nacional aberta, a Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e a UnB buscam consolidar um retrato científico dos cargos existentes no setor. O levantamento inclui a análise das atividades desempenhadas, das competências requeridas, das habilidades críticas, dos desafios cotidianos e das tendências que impactam a atuação dos profissionais da segurança pública. Os dados servirão de base para definir parâmetros formativos mais aderentes às realidades do país e às necessidades contemporâneas de segurança pública.

Os esforços de atualização da Matriz Curricular Nacional também contam com estudos produzidos para a Senasp pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). O instituto analisa os currículos atualmente praticados nas academias de formação em relação às diretrizes da MCN, identificando avanços, lacunas e oportunidades de aprimoramento. A integração entre as pesquisas garante que a revisão final seja sustentada por evidências, alinhada às práticas vigentes e orientada ao aperfeiçoamento da aprendizagem profissional.

Para a diretora da DEP, Michele dos Ramos, o envolvimento direto dos profissionais é determinante para fortalecer a política nacional de formação. “A atualização do mapeamento de competências e do Estudo Científico dos Cargos só é possível com a participação ativa de quem está na linha de frente da segurança pública. Essa escuta qualificada permite que a Matriz Curricular Nacional reflita, com precisão, as competências necessárias, os desafios reais e as especificidades de cada instituição em todo o Brasil”, ressalta.

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A pesquisa conta com a participação das Polícias Civil, Militar e Científica, além dos Corpos de Bombeiros, e deve ser preenchida de forma voluntária por meio do link gov.br/pesquisamcn. O processo de resposta pode ser interrompido e retomado a qualquer momento, desde que no mesmo dispositivo e navegador. A adesão dos profissionais é essencial para a construção plural da MCN.

Também está em andamento uma pesquisa conduzida pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), em parceria com a Senasp, sobre a percepção dos profissionais da segurança pública em relação aos seus processos formativos. As perguntas foram enviadas por e-mail para profissionais de todo o Brasil.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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