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Secretarias do Esporte e Educação vão mapear o uso de bicicletas entre estudantes

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A Secretaria do Esporte, por meio do Programa Pedala Paraná, e a Secretaria da Educação estão realizando uma pesquisa sobre o uso de bicicletas nas escolas públicas estaduais do Paraná. O Censo de Bicicletas e Ciclistas começou no último dia 22 de maio e segue até 6 de junho.

A Secretaria de Estado da Educação administra cerca de 2 mil colégios com 1 milhão de alunos. A ideia do trabalho em conjunto é disponibilizar o link da pesquisa aos alunos, incentivar as respostas e promover encontros com técnicos do Pedala Paraná.

As perguntas envolvem a existência de locais próprios para pedalar na cidade onde o estudante vive, tais como parques, ciclovias, rotas rurais, etc; se são realizadas campanhas educativas de trânsito; e se ele conhece alguém que já sofreu um acidente grave de bicicleta.

Segundo Rogério Riva, diretor de infraestrutura e projetos esportivos da Secretaria do Esporte e coordenador do Pedala Paraná, a pesquisa é inédita nesse formato no Estado e pode motivar a construção de novas parcerias e investimentos.

“Nunca foi feita uma pesquisa com essa amplitude. Pretendemos, com isso, mapear o cenário e apontar novas ideias voltadas especialmente para o nicho da população que utiliza bicicleta para seus deslocamentos”, afirmou. “A estimativa mundial é de que existam 1 bilhão de bicicletas. No Brasil, são 50 milhões para aproximadamente 200 milhões de pessoas, sendo uma bicicleta para cada quatro pessoas. Agora vamos entender essa realidade a partir de uma amostragem bem grande de famílias”.

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Depois da adesão da rede estadual, a ideia é levar a pesquisa para os alunos das redes municipais e particulares. 

PEDALA PARANÁ – O programa Pedala Paraná visa instalar ciclorrotas em parceria com os municípios paranaenses, especialmente em áreas predominantemente rurais, com o intuito de incentivar os ciclistas a percorrerem trajetos que não estejam no meio do trânsito urbano, reduzindo os riscos e também aproximando os ciclistas da natureza. Atualmente, são 32 ciclorrotas instaladas, seis aguardando inauguração e 117 em processo de documentação.

As ciclorrotas são equipadas com placas de sinalização e totens contendo mapas do trajeto, bem como ferramentas para pequenos reparos em bicicletas. A configuração da ciclorrota pode variar de acordo com a vocação do município, podendo ser voltada para treinamento, lazer, atividade física, contemplação da natureza ou turismo.

Fonte: Governo PR

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UEL recebe R$ 2 milhões do Estado para projeto de inovação tecnológica em saúde única

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A Universidade Estadual de Londrina (UEL) anunciou nesta terça-feira (5) o projeto “UEL One Health: inovação no ensino, saúde pública e produção de alimentos sustentáveis”. A iniciativa receberá investimento de R$ 2,2 milhões da Fundação Araucária, com cofinanciamento articulado junto à Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e à Secretaria da Inovação e Inteligência Artificial (Seia). A solenidade aconteceu na Sala dos Conselhos da UEL.

Os recursos destinam-se à infraestrutura científica e tecnológica (laboratórios, simuladores clínicos e biofábrica piloto), equipamentos e suporte às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, com foco em geração de capacidades estruturantes e resultados de médio e alto TRL (escala que avalia o potencial de mercado de uma tecnologia).

Entre os impactos que o UEL One Health pode trazer estão ganhos estruturais em saúde pública, sustentabilidade ambiental, segurança alimentar e competitividade econômica, além do fortalecimento das capacidades científicas e tecnológicas do Estado. O secretário estadual de Inovação e Inteligência Artificial, Marcos Stamm, destacou a parceria com a universidade. “Nossa missão é realizar investimentos na academia porque é onde a ciência está concentrada. Esse é um projeto que tem enorme potencial social”, disse ele.

LIDERANÇA CIENTIFICA – O projeto “UEL One Health” é uma iniciativa estratégica para o Paraná, com liderança científica da UEL e execução institucional da Fundação Araucária, no contexto do Programa de Projetos Estratégicos. A proposta adota o paradigma de Saúde Única (One Health), promovendo uma abordagem integrada entre saúde humana, animal, vegetal e ambiental, com foco na geração de soluções tecnológicas, inovação no ensino e fortalecimento da saúde pública e da sustentabilidade.

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A modernização da infraestrutura científica e tecnológica da UEL para implementação de soluções inovadoras e interdisciplinares é o objetivo central. O projeto desdobra-se ainda em três eixos estruturantes: implantação de laboratórios de simulação realística para qualificação do ensino em saúde; desenvolvimento de sistemas avançados de monitoramento e controle de vetores (de doenças como dengue), com uso de drones, modelagem, e georreferenciamento e desenvolvimento e escalonamento de biotecnologias sustentáveis, com foco em bioinsumos e aplicações em saúde e agricultura.

O arranjo institucional, com a Fundação Araucária como executora e com as secretarias estaduais (Seia e Seti) como cofinanciadoras, configura um modelo avançado de coordenação de políticas públicas orientadas, maximizando o impacto dos investimentos e posicionando o Paraná como referência em soluções integradas em saúde, sustentabilidade e inovação.

A reitora da UEL, Marta Favaro, ressaltou essa junção de esforços e trabalho em conjunto pelas autoridades e instituições para que as intenções saiam do papel e se tornem realidade. “O exercício de buscar parcerias é fundamental para o desenvolvimento tecnológico. O projeto está sendo financiado por um coletivo e esse exercício de buscar parcerias para o investimento em ciência e tecnologia é imprescindível para que a sociedade possa se desenvolver”, avalia.

Andrea Name, recém-eleita reitora, é coordenadora de um dos três subprojetos que compõem o UEL One Health – ele trata do ensino da Medicina através de treinamentos em simuladores em forma de corpo humano. Ela salientou que, no contexto da transformação social, os benefícios que pode trazer dizem respeito à melhora da qualidade de vida dos pacientes e à diminuição da possibilidade de erros por conta da eficiência adquirida durante o treino dos estudantes.

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“O objetivo é impactar a qualidade do serviço oferecido. Já conseguimos trazer simuladores ginecológicos e de parto e isso vai melhorar a qualidade do atendimento. Esse subprojeto está sendo viabilizado no Centro de Ciências da Saúde, mas nosso sonho é levá-lo para toda a cidade de Londrina, para que a cidade possa ter o seu centro de simulação realística”, afirmou a professora.

MODERNIZAÇÃO DAS ESTRUTURAS – O coordenador-geral do projeto contemplado, professor Admilton Gonçalves de Oliveira Júnior, do Departamento de Microbiologia (CCB), disse que o UEL One Health entende a saúde como algo único e se baseia em três frentes.

“Ele é composto de subprojetos que envolvem desde a saúde pública, como monitoramento de vetores e vírus, desenvolvimento de controle biológico para controle de dengue, além da montagem de um laboratório de ensino realístico. E também uma frente de desenvolvimento industrial de soluções biológicas para promoção de crescimento de plantas e produção de alimentos de forma sustentável”, explica.

Ainda segundo o coordenador do UEL One Health, a verba disponibilizada para o projeto será importantíssima para a ampliação e modernização das estruturas de pesquisa da universidade.

PRESENÇAS – Também estavam presentes na reunião o vice-reitor Airton José Petris, o diretor do Centro de Ciências Biológicas (CCB), professor João Zequi, e a representante da Fundação Araucária, Cristiane Cordeiro.

Fonte: Governo PR

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