Brasil
Secretária Nacional de Economia Popular e Solidária marca presença na Conferência das Nações Unidas em Belém (PA)
A Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes) participa de forma ativa na COP30, seja nos debates da Zona Verde ou promovendo empreendimentos solidários que expõem seus produtos no Espaço da Biodiversidade – Produtos Sustentáveis do Brasil. A COP 30 acontece em Belém entre os dias 10 e 21 de novembro.
A Zona Verde é aberto a debates da sociedade civil, além de um espaço para realização de feiras dos produtos da economia popular e solidária, agricultura familiar, povos indígenas e de comunidades tradicionais, valorizando saberes, sabores e práticas que refletem a diversidade cultural e ambiental do país.
Presente à COP30, Fernando Zamban, secretário substituto da Senaes, ressalta que a Zona Verde apresenta experiências concretas de empreendimentos solidários, que tem como princípios a cooperação e a autogestão, aliados a práticas sustentáveis como a produção local, o uso eficiente de recursos naturais e a valorização da biodiversidade, ações que contribuem para a descarbonização. “O MTE está presente da COP 30 e mostra ao mundo que a economia popular e solidária tem um papel estratégico nos debates sobre mudanças climáticas. Esse é um modelo econômico capaz de promover uma transição energética justa, com meios de produção de baixo carbono, conciliando geração de renda, trabalho decente e sustentabilidade ambiental”, destacou.
O “Espaço da Biodiversidade – Produtos Sustentáveis do Brasil” é uma ação interministerial que envolve o MTE, Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Ministério do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (MEMP) e a Funai
Saiba mais sobre a economia popular e solidária aqui. Economia Solidária — Ministério do Trabalho e Emprego
Brasil
Inaep amplia colegiado com especialistas de diferentes regiões do Brasil
A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), órgão vinculado ao Ministério da Saúde, realizou na última sexta-feira (14), em Brasília, a primeira reunião ordinária com a formação completa de seus membros. A composição foi definida por meio de edital público que selecionou 30 representantes da comunidade científica, sendo 15 titulares e 15 suplentes, com representantes de todas as regiões do país, com diferentes formações e conhecimentos nas diversas áreas do saber.
O acolhimento dos selecionados foi realizado no dia anterior (13) com a participação virtual do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que destacou a pluralidade de representantes que integra o colegiado. “Ela demonstra que a ética e pesquisa é uma política de Estado, construída por diferentes órgãos e instituições, com diálogo, dependência e compromisso com o interesse público.”
Instituída em 2024, a Instância integra o Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep) e é responsável por orientar e definir as diretrizes de ética em pesquisas científicas que envolvem pessoas. “Esse novo marco regulatório aproxima o país das melhores práticas internacionais, fortalece a confiança da sociedade na ciência e cria condições para que o Brasil amplie sua participação em estudos multicêntricos”, afirmou Padilha.
O ministro ressaltou ainda os resultados já alcançados desde a implementação do Sinep. Entre novembro de 2025 e julho de 2026, mais de 59 mil pesquisas envolvendo seres humanos já foram aprovadas. Atualmente, o país conta com 915 Comitês de Ética em Pesquisa credenciados, reunindo mais de 16 mil profissionais.
Diálogo e diversidade
Além dos especialistas, a Inaep é composta por representantes dos Ministérios da Saúde; da Educação; e da Ciência, Tecnologia e Inovação; da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa); do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap); e do Conselho Nacional de Saúde (CNS).
A articulação de um espaço diverso também foi evidenciada pela secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE/MS), Fernanda De Negri. “A ética é uma construção coletiva que se faz no dia a dia do diálogo entre pessoas que pensam diferente, que têm seus pontos de vista diferentes”.
Com esse entendimento, explicou a secretária, a seleção dos participantes considerou critérios como a formação acadêmica, a qualificação técnico-científica, a experiência profissional em pesquisa com seres humanos e atuação em Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs). A iniciativa estabeleceu ainda requisitos de representatividade, promoção da diversidade regional, étnico-racial e de gênero. Além disso, a participação no colegiado tem caráter voluntário e não remunerado.
Ao destacar a atuação, a coordenadora da instância, Meiruze Freitas, reiterou que “a Inaep se fortalece ao congregar diferentes perspectivas e trajetórias, o que amplia o diálogo para o desenvolvimento da pesquisa científica”.
Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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