Paraná
Secretaria da Saúde alerta sobre cuidados para quem frequenta áreas de mata no verão
Com as altas temperaturas e o período de férias, o turismo de natureza em trilhas e cachoeiras está entre as principais opções de lazer no Paraná. Para garantir que o passeio não termine em aborrecimentos inesperados, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) reforça cuidados fundamentais, desde o planejamento do roteiro até a prevenção contra doenças infecciosas e acidentes com animais peçonhentos.
A segurança começa antes de sair de casa. A orientação principal é nunca fazer trilhas sozinho. O ideal é estar em grupo e avisar amigos ou familiares sobre o roteiro e o horário previsto de retorno.
É recomendado priorizar roupas leves, mas com calças compridas e mangas longas (preferencialmente com proteção UV), assim como usar calçados antiderrapantes e se possível perneiras. Na mochila, levar itens como kit de primeiros socorros, lanterna de cabeça, apito, manta térmica e reserva extra de água e alimentos energéticos.
“O Paraná possui uma riqueza natural imensa que atrai milhares de pessoas nesta época do ano, mas o lazer em áreas de mata exige responsabilidade”, afirma o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto. “O planejamento não é apenas uma questão de logística, é uma medida de saúde pública. Quando orientamos sobre o uso de roupas adequadas e o acompanhamento de guias, o objetivo é evitar que um momento de descontração se transforme em um internamento hospitalar ou algum infortúnio”.
REPELENTES – O uso correto de repelentes é uma barreira eficaz contra doenças como a febre amarela, dengue, leishmanioses e febre maculosa. A Sesa destaca que apenas produtos aprovados pela Anvisa com princípios ativos específicos são eficazes:
– Icaridina: Oferece proteção de até 10 horas e é indicado para adultos e crianças a partir de 2 anos.
– DEET (N,N-dietil-meta-toluamida): Seguro para adultos e gestantes, mas exige atenção na concentração (máximo 10%) para crianças entre 2 e 12 anos.
– IR3535 ou EBAAP (Ethyl butylacetylaminopropionate): Indicado inclusive para bebês a partir de seis meses.
A Sesa alerta que produtos naturais à base de citronela ou o uso de Vitamina B não possuem comprovação científica de eficácia como repelentes.
Para a febre amarela, a recomendação principal é a vacinação. O imunizante está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde do Estado e deve ser tomado pelo menos 10 dias antes do deslocamento para áreas de mata por quem ainda não é vacinado.
ATENÇÃO AO CARRAPATO – De acordo com as diretrizes da Vigilância Ambiental da Sesa, a atenção ao carrapato-estrela, transmissor da febre maculosa, deve ser constante em ambientes de mata. Como o parasita precisa de algumas horas fixado à pele para transmitir a bactéria (geralmente de 4 a 6 horas), a recomendação técnica é que se faça uma inspeção no corpo a cada 2 horas durante a atividade. O uso de roupas claras facilita a visualização do inseto.
Em casos de picada, a orientação é remover o carrapato com uma pinça, de forma firme e suave, sem esmagar ou queimar o animal, e lavar o local da picada com água e sabão logo em seguida. A Vigilância classifica áreas com presença de capivaras, cavalos e antas como locais de alerta máximo, por serem os hospedeiros preferenciais do carrapato, vetor da doença.
Em caso de febre ou manchas avermelhadas na pele nos 15 dias subsequentes ao passeio, o cidadão deve procurar atendimento médico imediato e informar sobre o histórico de contato com áreas de mata ou cachoeiras e da picada por carrapato.
FAUNA – Ao entrar em regiões de mata, o respeito aos animais silvestres é vital. Não se deve tocá-los, vivos ou mortos, ou alimentá-los, para evitar doenças como a raiva e febres hemorrágicas.
Para evitar acidentes com animais peçonhentos (que injetam veneno, como cobras, aranhas e escorpiões) ou venenosos (que liberam toxinas passivamente, como alguns sapos), o uso de botas e luvas é a melhor prevenção. Em caso de picadas ou mordeduras:
– Lavar o local com água e sabão;
– Procurar imediatamente o serviço médico mais próximo;
– Se possível, leve uma foto do animal para facilitar a identificação e a aplicação do soro específico.
Segundo Beto Preto, o importante é, diante de qualquer sintoma após uma trilha, procurar o serviço médico e relatar o histórico do passeio. “Essa agilidade no diagnóstico salva vidas”, ressaltou o secretário.
Fonte: Governo PR
Paraná
PCPR mira grupo que movimentou R$ 4 milhões com desmanche ilegal de veículos
A Polícia Civil do Paraná (PCPR) está nas ruas na manhã desta sexta-feira (17) com objetivo de cumprir 17 ordens judiciais contra um grupo criminoso investigado pela prática de desmanches ilegais de veículos. A ação acontece em Curitiba, Colombo e Araucária.
Os 50 policiais têm a missão de cumprir 13 mandados de busca e apreensão que visam a coleta de provas para continuidade das investigações, e quatro de prisão, entre temporárias e preventivas. Entre os imóveis vistoriados estão residências dos suspeitos, comércios de autopeças e oficinas mecânicas ligadas aos investigados.
A investigação iniciou-se em junho de 2025 quando a PCPR localizou um galpão no bairro Cajuru, em Curitiba, que armazenava centenas de peças de veículos desmontados. Os itens pertenciam a cerca de 40 veículos furtados ou roubados na região central e norte da cidade, cujos crimes ocorreram entre os anos de 2022 a 2025.
A investigação identificou a pessoa jurídica responsável pelo armazenamento e receptação dos veículos produtos de crime.
“Com autorização do Poder Judiciário, foram analisadas transações bancárias que somadas ultrapassam R$ 4 milhões entre os anos de 2022 e 2025”, pontua o delegado Felipe Boffo.
A PCPR identificou que as transações suspeitas foram feitas entre os receptadores e indivíduos responsáveis pelo desmonte e por subtrações dos veículos.
Em outubro de 2025, a investigação localizou outro galpão no bairro Boqueirão utilizado para desmonte de veículos furtados. Na ocasião, quatro pessoas foram presas, entre as quais os responsáveis por furtos e por desmonte dos veículos. Três outros veículos recém furtados foram recuperados já desmontados.
A estimativa de prejuízos relacionadas aos 43 carros furtados e desmontados gira em torno de R$ 3 milhões. Em dezembro de 2025 outros dois suspeitos de integrar o grupo criminoso foram presos em flagrante por novos furtos no bairro Ahu.
Fonte: Governo PR
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