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Secretaria da Educação promove seminário de formação para o Enem 2026

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A Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) reuniu nesta quinta-feira (25) técnicos e profissionais da rede estadual no Seminário de Formação Enem Paraná 2026. A cerimônia de abertura, no MON, em Curitiba, contou com a presença de quase 300 profissionais, entre coordenadores e tutores pedagógicos, embaixadores do Enem e do Redação Paraná, além dos chefes dos 32 Núcleos Regionais de Educação (NRE). São dois dias de programação com palestras, painéis, oficinas temáticas e planejamento.

O encontro tem como objetivo promover a formação dos profissionais responsáveis pela mobilização, acompanhamento e preparação dos estudantes da rede estadual do Paraná para a edição 2026 do Enem, fortalecendo estratégias de gestão pedagógica, utilização da Plataforma Enem Paraná, acompanhamento das aprendizagens e engajamento estudantil.

“O Seminário é importante por reunir em um só lugar os responsáveis por todo o processo de acompanhamento pedagógico da rede, para que possamos definir o planejamento de estratégias e garantir a efetiva participação dos nossos estudantes no Enem”, disse o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda. “Além disso, é uma oportunidade de discutir sobre as mudanças que passam a vigorar já este ano”.

MUDANÇAS – A assinatura, pelo governo dederal, do Decreto 12.915, em março deste ano, e da Portaria 422, em maio, alteraram as atribuições do Enem. Além de continuar funcionando como uma das principais ferramentas de acesso ao Ensino Superior e como certificação de conclusão do Ensino Médio, agora ele passa a integrar o Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), avaliando as competências e habilidades esperadas para o final desta etapa do ensino e contribuindo para a produção de indicadores educacionais.

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Para adequar o exame a essa nova situação de forma a que os dados de avaliação sejam consistentes, é necessário garantir a efetiva participação dos estudantes nos dias de prova, que ainda contam com índice alto de abstenção – em 2025, 73% dos estudantes paranaenses realizaram a inscrição no Enem, mas apenas 54% compareceram à avaliação.

Para isso, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) fez algumas alterações no processo de aplicação da prova já para este ano.

“A rede estadual já está desenhando estratégias para o Enem este ano e para apoiar nossos estudantes e professores”, diz o diretor de Educação, Anderfábio de Oliveira. “Mas também trouxemos representantes do Inep para o Seminário, para que eles pudessem esclarecer essas novas diretrizes em relação à aplicação e organização da prova”.

O primeiro passo foi tornar a inscrição no exame automática. Os alunos concluintes do Ensino Médio em escolas públicas só precisaram acessar a página do participante, confirmar sua participação e complementar algumas informações.

Outra mudança é com relação aos locais de prova: a partir de 2026, a previsão é que todas as escolas de Ensino Médio das redes estaduais passem a aplicar o Enem, o que corresponde a cerca de 10 mil instituições que receberão o exame em todo o país.

Com isso, espera-se que cerca de 80% dos concluintes da rede pública façam as provas na escola em que estudam, dessa forma facilitando o acesso e reduzindo a necessidade de deslocamento. Para aqueles estudantes que precisarem fazer o exame em outro município, serão analisadas alternativas de apoio para o transporte.

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“Se queremos motivar o estudante a participar do Enem e engajá-lo a comparecer aos exames, melhor que ele o faça na própria escola”, afirma a gerente de Projetos do Inep, Patrícia Vieira Nunes. “Com essas mudanças, esperamos atingir o índice de 70% de participação no exame dos concluintes do Ensino Médio já em 2026, chegando a 80% em 2027”.

OFICINAS – A sexta-feira (26) ficará reservada para as oficinas, que terão lugar no Centro Universitário Autônomo do Brasil (UniBrasil), também em Curitiba, e contarão com a participação dos departamentos de Acompanhamento Pedagógico, Desenvolvimento Curricular e do Núcleo de Formadores em Ação.

Entre os temas que serão abordados estão definição de currículo e preparação para o Enem, estratégias de mobilização pedagógica e formação continuada, recursos educacionais digitais e observação de sala de aula para melhoria da aprendizagem e dos resultados educacionais.

PRESENÇAS – Também estiveram presentes no evento chefes de departamento e coordenadores da Seed-PR, além de representantes do Inep e do Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd/UFJF), que é referência em avaliação educacional em larga escala, formação de gestores da educação pública e desenvolvimento de tecnologias de gestão escolar.

Fonte: Governo PR

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Revista internacional publica estudo desenvolvido na UEL sobre efeitos da musculação na saúde de idosas

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Resultado da tese de Doutorado em Ciências da Saúde de Ricardo José Rodrigues e Paolo Cunha, um ensaio clínico desenvolvido ao longo de dois anos com mulheres idosas foi publicado na última edição da Medicine & Science in Sports & Exercise (MSSE). O periódico, um dos mais influentes da área de Medicina do Esporte, divulga artigos sobre temas atuais em medicina esportiva e ciência do exercício.

O estudo analisou os efeitos do treinamento de força, como musculação e exercícios resistidos, na saúde cardiovascular de idosas ao longo de dois anos. O trabalho fez parte do Active Aging Longitudinal Study, Programa de Envelhecimento Ativo da Universidade Estadual de Londrina (UEL) coordenado pelo professor Edilson Serpeloni, que também orientou os pesquisadores.

O artigo “Treinamento de resistência a longo prazo melhora a estrutura e a função cardíacas em mulheres idosas: um ensaio clínico randomizado controlado de dois anos” investigou os efeitos de um programa supervisionado de treinamento resistido (TR) progressivo, com 74 participantes fisicamente independentes. Divididas, elas foram aleatoriamente designadas a um grupo de treinamento (GT) ou a um grupo controle (GC).

O programa de TR foi efetuado ao longo do biênio, em três sessões semanais e em dias não consecutivos, e incluiu oito exercícios para o corpo todo, realizados em três séries de 8 a 12 repetições.

Avaliações ecocardiográficas foram realizadas antes e após o período de dois anos por um ecocardiografista experiente, que desconhecia a condição das idosas e a alocação dos grupos. Com os resultados em mãos, os pesquisadores concluíram que o treinamento de força pode melhorar os parâmetros morfológicos e funcionais cardíacos em mulheres idosas.

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PROGRESSO ALCANÇADO – Rodrigues, professor adjunto do Centro de Ciências da Saúde (CCS), destacou a melhora observada na função de relaxamento do coração, visto que a disfunção leva à insuficiência cardíaca com função preservada. “O órgão fica mais rígido, relaxa com mais dificuldade, mas continua contraindo normalmente. A condição é frequente em mulheres idosas e está relacionada ao envelhecimento, obesidade e hipertensão arterial”.

“Ela tem um arsenal terapêutico bem limitado, portanto, a prevenção é uma ferramenta extremamente importante. Além disso, a intervenção que usamos, programa estruturado para os exercícios de resistência, é de amplo acesso pela população, ou seja, o protocolo é escalável e replicável”, disse ele.

Além dos benefícios cardíacos, os pesquisadores constataram avanço expressivo nos testes de força muscular e funcionais, contribuindo para a melhora da autonomia e realização de tarefas do cotidiano pelas idosas. Ao mesmo tempo, as mulheres que não participaram de exercícios estruturados apresentaram uma deterioração progressiva em muitos dos mesmos parâmetros.

AMPLIAR A PERSPECTIVA – Com o estudo pioneiro, Rodrigues e Cunha ampliaram a noção do que leva à saúde cardiovascular, partindo do princípio que o treinamento de resistência não serve somente para aumentar a massa muscular e reduzir o risco de quedas. Para proteger o coração em processo de envelhecimento, o exercício aeróbico deve ser aliado, e não o único protagonista.

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O professor mencionou um dos maiores desafios não resolvidos na medicina cardiovascular contemporânea, a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp), condição que afeta desproporcionalmente mulheres idosas. Ao contrário de muitas doenças cardiovasculares, ela tem se mostrado resistente ao tratamento farmacológico, sendo que a prevenção é a estratégia mais eficaz.

“Eu tinha certeza de que a ideia era totalmente nova e seria disruptiva se os resultados fossem positivos, pois a ICFEp é uma epidemia mundial com pouquíssimos recursos terapêuticos. Então, melhorar a função diastólica com uma intervenção relativamente simples e escalável seria, de fato, algo muito bom”, completou Rodrigues. Segundo ele, é uma honra ser reconhecido por uma das revistas mais influentes na área da Medicina do Esporte do mundo.

ARTIGO – As edições mensais da revista MSSE são divulgadas pela American College of Sports Medicine (ACMS), organização de medicina esportiva com quase 50 mil membros ao redor do mundo. Confira a publicação do artigo de Rodrigues e Cunha AQUI.

Fonte: Governo PR

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