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Sebrae/SC reforça ovinocaprinocultura em evento e amplia parcerias para qualificação técnica e turismo rural

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O fortalecimento da ovinocaprinocultura em Santa Catarina foi destaque no 27º Itaipu Rural Show, promovido no Parque de Exposições da Cooper Itaipu. O evento serviu como palco para a formalização de importantes parcerias institucionais que visam ampliar o suporte técnico, organizar a cadeia produtiva e conectar a produção à atividade turística.

Durante o evento, o Sebrae/SC e o Governo do Estado de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina (SAPE), oficializaram um convênio de cooperação estruturado para o desenvolvimento da ovinocaprinocultura no estado. O programa, que atua em conjunto com entidades como a Epagri e a Cidasc, contará com investimentos de cerca de R$ 6 milhões em 2026 — incluindo R$ 550 mil destinados à Regional Oeste do estado.

A parceria também integra a Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), realizada com apoio do Senar Santa Catarina, ampliando o atendimento técnico a produtores rurais com foco em boas práticas de produção, gestão e melhoramento genético.

Expansão técnica e organização de produtores fortalecem atividade

O Sebrae/SC vem atuando de forma sistemática para impulsionar a ovinocaprinocultura no estado por meio de diagnósticos, consultorias especializadas e atividades voltadas à profissionalização dos produtores rurais. Na Regional Oeste, os projetos contemplam diretamente 34 produtores, além de 15 agricultores apoiados por meio de contratos com prefeituras municipais.

Além disso, mais de 100 produtores participam da ATeG, e aproximadamente 800 estão envolvidos em programas de capacitação técnica e gestão em Santa Catarina, segundo dados da Epagri/Cepa. O estado abriga cerca de 348 mil ovinos distribuídos entre 15 mil produtores, enquanto o rebanho caprino soma aproximadamente 34 mil cabeças, envolvendo cerca de 3,8 mil produtores.

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Esses números demonstram o potencial da cadeia para diversificação de renda, especialmente em empreendimentos de base familiar, e reforçam a importância de medidas que apoiem a qualificação técnica e a organização produtiva.

Ovinocultura e turismo rural: integração estratégica para desenvolvimento local

Outra frente tratada no evento foi a ligação da ovinocaprinocultura com o turismo rural e a promoção territorial. A iniciativa envolve uma visão integrada entre produção agropecuária, gastronomia regional e experiências turísticas, visando ampliar mercados e valor agregado aos produtos locais.

O convênio estadual também reforçou a atuação da Câmara Setorial da Ovinocaprinocultura, cuja governança técnica busca alinhar produtores, processadores e entidades representativas em torno de estratégias de mercado e padronização da produção.

Um dos principais projetos com foco na melhoria genética é o Programa de Melhoramento Genético de Ovinos, atualmente com participação de 24 produtores especializados em genética. O programa é um dos primeiros no Brasil a aplicar análise genômica para seleção de ovinos, promovendo maior competitividade e acesso a novos mercados.

No espaço do Sebrae/SC no Itaipu Rural Show, foi realizada ainda uma confraternização baseada em carne ovina, destacando não apenas a produção em si, mas também seu valor econômico e potencial gastronômico para o turismo rural regional.

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Parceria municipal em Saudades visa ampliar competitividade local

Além do acordo em nível estadual, o evento também marcou a assinatura de um convênio entre o Sebrae/SC e a Prefeitura de Saudades (SC) com foco no fortalecimento do setor ovinocaprinocultural e no estímulo ao desenvolvimento econômico municipal.

O prefeito Maciel Schneider ressaltou que o projeto busca qualificação e melhorias de gestão voltadas à competitividade, agregação de valor aos produtos e atração de novos negócios. A proposta prevê iniciativas que conectem o ambiente produtivo à identidade local e às experiências turísticas, com potencial de ampliar as fontes de renda da comunidade rural.

Segundo o diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Búrigo Zanuzzi, a presença da instituição no evento reforçou seu compromisso com o fortalecimento do agronegócio catarinense, incentivando a diversificação produtiva, o estabelecimento de redes colaborativas e a adoção de práticas inovadoras no campo.

Com as assinaturas de convênios em nível estadual e municipal, o Itaipu Rural Show consolidou o papel do Oeste catarinense como território estratégico para o desenvolvimento de uma ovinocaprinocultura conectada à cadeia produtiva, ao turismo e à sustentabilidade econômica local.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil deve produzir 600 mil toneladas de canola nesta safra

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A canola começa a sair das lavouras brasileiras com uma produção estimada em 601,3 mil toneladas na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa crescimento de 74,4% sobre as 344,8 mil toneladas colhidas na temporada anterior e confirma o avanço de uma cultura que fornece óleo para alimentação, farelo para os animais e matéria-prima para biocombustíveis.

A colheita ainda está no início. No Rio Grande do Sul, responsável pela maior parte da produção nacional, aproximadamente 1% das lavouras havia sido colhido até a segunda quinzena de setembro. Cerca de 88% das áreas estavam entre a floração e o enchimento de grãos e outros 9% já se encontravam em maturação, conforme o acompanhamento da assistência técnica estadual.

Isso significa que a safra de canola que aparece nas estatísticas como 2025/26 ainda está no campo. A cultura foi semeada principalmente entre abril e junho de 2026 e deverá ter a colheita concentrada durante a primavera. O plantio da temporada 2026/27, portanto, não começou: ocorrerá somente no primeiro semestre de 2027.

A área cultivada na safra em fase de colheita alcançou 371,1 mil hectares, expansão de 75,1% diante dos 211,9 mil hectares do ciclo anterior. A produtividade média foi estimada pela Conab em 1.620 quilos por hectare, praticamente estável em relação aos 1.627 quilos obtidos em 2024/25.

Os números mostram que o crescimento da produção foi sustentado principalmente pela incorporação de novas áreas. Embora a Associação Brasileira dos Produtores de Canola (Abrascanola) estime 405 mil hectares e um potencial de 607,2 mil toneladas, a referência oficial da Conab permanece em 371,1 mil hectares e 601,3 mil toneladas. A diferença decorre das fontes e metodologias utilizadas nos levantamentos.

O Rio Grande do Sul concentra aproximadamente 353,4 mil hectares, o equivalente a cerca de 95% da área nacional estimada pela Conab. O cultivo também aparece no Paraná, em Santa Catarina e, em menor escala, em outras regiões onde pesquisas procuram adaptar a oleaginosa ao sistema de segunda safra.

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Nas lavouras gaúchas, o desenvolvimento é considerado satisfatório na maior parte das áreas. Os primeiros trabalhos ocorrem em cultivos implantados mais cedo, sobretudo no Noroeste. A evolução da colheita dependerá do amadurecimento dos grãos e de intervalos de tempo seco, necessários para reduzir perdas e preservar a qualidade.

A canola pertence à mesma espécie agrícola da colza, mas foi selecionada para apresentar baixos teores de ácido erúcico no óleo e de glucosinolatos no farelo. Os grãos contêm aproximadamente 38% de óleo, conforme referências técnicas da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A maior parte da produção é destinada à fabricação de óleo comestível. Depois da extração, o farelo rico em proteína pode ser utilizado na alimentação animal, principalmente de bovinos, suínos e aves, respeitadas as formulações nutricionais de cada criação.

O óleo também pode ser empregado na fabricação de biodiesel. Outra possibilidade em estudo é seu aproveitamento na produção de combustível sustentável de aviação, conhecido pela sigla SAF. Esse mercado, entretanto, ainda não está consolidado comercialmente em grande escala no Brasil.

No campo, a canola oferece uma alternativa de renda durante o inverno e amplia a rotação com soja, milho e cereais. Como pertence a uma família botânica diferente, pode ajudar a interromper ciclos de determinadas doenças e plantas daninhas, além de manter o solo coberto e distribuir melhor o uso de máquinas e mão de obra ao longo do ano.

A decisão de plantar exige, porém, comprador previamente definido. A cadeia nacional ainda possui menos pontos de recebimento e esmagamento que a soja, e a distância até a indústria pode reduzir a rentabilidade. A implantação também requer atenção ao tamanho reduzido das sementes, à profundidade de semeadura, ao controle de pragas e ao momento da colheita, porque a abertura das síliquas pode provocar perda de grãos.

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Apesar do crescimento recente, o Brasil ainda ocupa uma posição pequena no mercado internacional. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) projeta produção mundial de 99,97 milhões de toneladas de canola e colza em 2026/27. A safra brasileira equivale a aproximadamente 0,6% desse total.

O USDA não apresenta o Brasil individualmente entre os grandes produtores, incluindo o País no grupo das demais origens. O Canadá lidera a produção entre os países, com previsão de 22,5 milhões de toneladas. A União Europeia, considerada como bloco, deverá colher 20,15 milhões, seguida pela China, com 16,2 milhões, e pela Índia, com 12,4 milhões.

Sozinho, o Canadá produz quase 37 vezes o volume brasileiro. A comparação mostra que o País ainda está distante dos líderes, mas também revela o espaço disponível para crescer. Enquanto a canola ocupa pouco mais de 370 mil hectares no Brasil, as culturas de inverno dispõem de milhões de hectares que permanecem sem atividade comercial em parte do ano.

O ciclo atual será decisivo para saber se a rápida expansão conseguirá se sustentar. Além da produtividade e da qualidade dos grãos, o produtor acompanhará os preços, a capacidade de recebimento das indústrias e o cumprimento dos contratos. Uma colheita próxima de 600 mil toneladas colocará a canola em um novo patamar no País, mas a continuidade dependerá de mercado, assistência técnica e segurança para comercializar a produção.

Fonte: Pensar Agro

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