Brasil
São Luís e São José de Ribamar aderem ao Programa Município Mais Seguro e garantem R$ 1,94 milhão em recursos do MJSP
São Luís, 17/6/2026 – Os municípios de São Luís e São José de Ribamar (MA) aderiram ao Programa Município Mais Seguro, ação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) voltada ao fortalecimento da segurança municipal e à valorização das guardas civis. As duas cidades, juntas, receberão R$ 1,94 milhão em investimentos federais destinados à modernização da atuação das guardas municipais. A cerimônia de adesão ocorreu nesta quarta-feira (17).
“Com investimentos superiores a R$ 171 milhões, o programa reconhece que os governos locais são atores fundamentais na prevenção da violência, na proteção das comunidades e na construção de cidades mais seguras”, afirmou o diretor do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), João Alberto Nogueira Junior.
Segundo ele, a política pública se destaca por não ser focada apenas na repressão, mas também na prevenção, na proteção social, no fortalecimento das capacidades dos territórios e na atuação coordenada entre todos os entes federativos. “O Programa Município Mais Seguro é uma das mais importantes ações da Senasp voltadas ao fortalecimento do papel dos municípios na promoção da segurança cidadã”, completou.
A prefeita de São Luís, Esmênia Miranda, ressaltou o potencial do programa para capacitar e acolher os servidores da Guarda Municipal.
“Com essa ação, vamos proporcionar mais qualidade de vida e valorização profissional para quem está nas ruas diariamente garantindo a segurança da população. Com uma Guarda Municipal moderna e equipada, o trabalho se torna mais eficiente, efetivo e qualificado. Também estamos investindo em modernização com câmeras espalhadas em toda a cidade”, declarou.
O secretário municipal de Transporte Coletivo, Trânsito e Defesa Social de São José de Ribamar, Wildson Santana Pontes, reforçou a importância das parcerias interinstitucionais para o fortalecimento da segurança pública.
“Ninguém faz segurança pública sozinho. Estamos vivendo os últimos 10 melhores anos da cidade no sentido da segurança pública, pois estamos investindo cada vez mais em parcerias com o estado e com o Governo Federal”, afirmou.
Como os recursos serão aplicados
O investimento total destinado a São Luís e São José de Ribamar soma R$ 1,94 milhão para a aquisição de instrumentos de menor potencial ofensivo, ampliando a capacidade operacional das guardas municipais e promovendo uma atuação cada vez mais técnica, segura e alinhada às diretrizes do Sistema Único de Segurança Pública (Susp). Juntos, os municípios serão contemplados com 443 kits de Arma de Incapacitação Neuromuscular (Taser), avaliados em R$ 1.849.599,17, além de 885 espargidores, no valor de R$ 91.181,55.
O Município Mais Seguro foi estruturado para fortalecer o papel das cidades na promoção da segurança pública e ampliar a integração entre unidades da Federação. A ação busca apoiar as administrações municipais na implementação de políticas de prevenção e enfrentamento à violência, especialmente em territórios mais vulneráveis, por meio de investimentos, capacitação e modernização das guardas municipais.
Entre os objetivos do programa estão: fortalecer as capacidades institucionais dos municípios para o planejamento e a gestão da segurança pública em conformidade com o Susp; apoiar ações locais de prevenção à violência e à criminalidade; qualificar o uso da força por meio do aperfeiçoamento de procedimentos e protocolos; valorizar os profissionais das guardas municipais, com atenção à saúde biopsicossocial; e incentivar a integração e a cooperação entre as instituições de segurança pública nas esferas federal, estadual, distrital e municipal.
Com a adesão ao programa, os municípios passam a integrar a estratégia nacional do MJSP voltada ao fortalecimento da proteção da população, à ampliação da capacidade de resposta dos órgãos municipais e à construção de cidades mais seguras.
Brasil
Ministério da Saúde reforça vacinação de crianças e adolescentes no Distrito Federal
O Ministério da Saúde iniciou a Campanha de Multivacinação 2026 para atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos e elevar as coberturas vacinais em todo o país. A mobilização segue até 1º de setembro, com o Dia D nacional em 22 de agosto. Ao longo de 2026, o Distrito Federal já recebeu 2,1 milhões de doses de vacinas, todas integrantes do Calendário Nacional de Vacinação.
“Estamos recuperando a cobertura vacinal, mas sempre temos que manter isso atualizado. Também estamos chamando a atenção para o reforço da vacina do sarampo. Outros países do mundo pararam de vacinar, tiveram explosão de casos de sarampo. Os Estados Unidos estão vivendo o maior surto de sarampo nos últimos 35 anos da história deles. E esses casos vêm para o Brasil, de forma importada”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
Para viabilizar a campanha, 1,5 milhão de doses de vacinas foram distribuídas aos estados. Ao longo de 2026, o Ministério da Saúde já destinou mais de 180 milhões de doses a todos os estados e ao Distrito Federal, garantindo o abastecimento da rede e apoiando as estratégias de vacinação em todo o país.
A distribuição das vacinas destinadas à campanha aos estados está em andamento, conforme as solicitações encaminhadas pelas unidades federativas. Alguns estados ainda não registraram solicitações no sistema, o que pode indicar que os estoques já disponíveis estão sendo utilizados para a mobilização.
A pasta garante o abastecimento regular de vacinas a todos os estados e o Distrito Federal. A gestão do quantitativo dos imunizantes é feita pelas secretarias de saúde dos estados, responsáveis por solicitar os imunizantes ao Ministério.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra doenças imunopreveníveis. Manter altas coberturas é fundamental para proteger crianças e adolescentes, reduzir a circulação de vírus e bactérias e evitar o retorno ou a disseminação de doenças que podem causar complicações graves, sequelas e até mortes.
Entre as doenças que podem ser evitadas pela vacinação estão formas graves de tuberculose, hepatites A e B, difteria, tétano, coqueluche, poliomielite, infecções por rotavírus, pneumonias e meningites causadas por pneumococos e meningococos, influenza (gripe), covid-19, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela (catapora), infecções pelo papilomavírus humano (HPV) e dengue.
Esta é a primeira edição da multivacinação com a vacina pneumocócica 20-valente (Pneumo 20), incorporada neste ano ao Calendário Nacional de Vacinação. O imunizante amplia a proteção contra doenças causadas pelo pneumococo, incluindo pneumonias e meningites, e é indicado para crianças menores de 5 anos, conforme o esquema vacinal.
A mobilização também contempla atualizações recentes do calendário, como a oferta da vacina contra a dengue para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos e a vacinação contra a covid-19 para crianças, conforme as indicações específicas de cada imunizante.
A vacinação será seletiva. Os profissionais de saúde vão conferir a caderneta e aplicar somente as doses necessárias para iniciar ou completar o esquema previsto. Pais e responsáveis devem levar o documento aos serviços de vacinação.
Vacinas disponíveis
Durante a estratégia, poderão ser ofertadas, conforme idade, histórico vacinal e indicação:
- BCG;
- Hepatite B;
- Penta (DTP/Hib/HB);
- Poliomielite (VIP);
- Rotavírus humano;
- Pneumocócica conjugada 10-valente e 20-valente;
- Meningocócica C;
- Influenza;
- Covid-19;
- Febre amarela;
- Meningocócica ACWY;
- Tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola);
- Varicela;
- DTP;
- Hepatite A;
- dT;
- HPV4;
- Dengue tetravalente.
Novo reforço contra a poliomielite
Desde 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite passou a incluir o segundo reforço da vacina poliomielite (VIP) aos 4 anos de idade.
A mudança complementa o esquema exclusivamente com VIP adotado pelo Brasil desde 2024 e reforça a proteção contra a poliomielite, doença que ainda não foi erradicada mundialmente.
O Brasil não registra casos de poliomielite há décadas e mantém a vacinação como principal medida para evitar a reintrodução do poliovírus.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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