Paraná
Sanepar inicia vistorias técnicas em Irati para orientar sobre ligação de esgoto
Sanepar dá início, nesta semana, a um cronograma especial de vistorias técnicas nas ligações de esgoto do município de Irati. A meta é visitar 2 mil imóveis até o fim de março, levando orientação e auxílio técnico para garantir que a rede de saneamento da cidade funcione em perfeita harmonia com o meio ambiente e em acordo com o que determina o Código Sanitário Estadual.
O trabalho, chamado de Vistoria Técnico-Operacional (VTO), é uma oportunidade para os moradores conferirem se as instalações internas de suas residências estão corretas. O foco principal é garantir que a ligação de esgoto esteja recebendo somente as águas servidas de pias, banheiros e lavanderias. Além disso, certificar que a água da chuva não se misture ao esgoto doméstico e que a caixa-de-gordura esteja presente e funcional, evitando problemas crônicos para o próprio morador e sua vizinhança.
Quando a ligação de esgoto é feita corretamente e a caixa de gordura recebe a manutenção adequada, os benefícios são imediatos. Evita-se o mau cheiro, o entupimento de tubulações, refluxos para dentro dos imóveis e o transbordamento de esgoto nas ruas, que eventualmente pode ocorrer em dias de chuvas fortes quando as redes ficam sobrecarregadas por ligações irregulares.
Além disso, o esgoto interligado corretamente protege o solo e os recursos hídricos, como nascentes, arroios e rios, o que evita a incidência de doenças de veiculação hídrica, como a diarreia.
Para a superintendente da Sanepar na Região Sudeste, Simone Alvarenga de Campos, a eficiência do sistema de saneamento está ligada ao esforço conjunto também da comunidade, de cada morador. Ter a ligação de esgoto regularizada é valorizar o imóvel e respeitar o meio ambiente. “Este é um trabalho de parceria. Quando o esgoto é coletado e tratado da forma correta, estamos garantindo rios mais vivos e um futuro mais saudável para nossas famílias. Queremos que cada morador tenha o orgulho de saber que sua casa contribui para o bem-estar de toda a cidade”, afirma.
COMO FUNCIONA A VISITA – Os agentes a serviço da Sanepar, sempre uniformizados e identificados, fazem testes simples para verificar o destino das águas de pias, ralos e banheiros. Com o uso de corantes à base de água e que não mancham a louça sanitária, é verificado o fluxo do esgoto. O acesso ao imóvel para a vistoria é feito mediante autorização e acompanhamento do morador ou proprietário. Se preferir, o cliente poderá ele próprio fazer o lançamento do corante nos pontos orientados pelos agentes.
Caso seja necessário algum ajuste, o morador recebe as instruções sobre o que deve ser adequado e um prazo de 90 dias para regularizar. O objetivo é garantir que todos tenham acesso a um sistema de saneamento eficiente e seguro. Mais informações sobre como deve ser a ligação de esgoto podem ser conferidas no Guia do Cliente Sanepar, disponível no site da Companhia.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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