Paraná
Sanepar faz vistoria em imóveis de Santo Antônio da Platina e do Norte Pioneiro
A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) dá continuidade, em 2026, ao trabalho de Vistoria Técnica Operacional (VTO) em imóveis comerciais e residenciais de Santo Antônio da Platina e região no Norte Pioneiro. Equipes da empresa Engezzi Engenharia, a serviço da Sanepar, verificam as ligações internas para atestar que os imóveis estejam corretamente ligados à rede de esgoto. Isso garante a coleta adequada do resíduo e o bom funcionamento do sistema de tratamento de esgoto, protegendo a saúde das pessoas e preservando o meio ambiente.
Em Santo Antônio da Platina, até o momento, mais de 4 mil imóveis foram vistoriados. Até o fim deste ano, o trabalho deve se estender a todos os imóveis do município. Até 2028 pelo menos 25 mil imóveis devem passar pela varredura nas cidades da região.
Os técnicos avaliam se as instalações hidrossanitárias estão de acordo com as normas da Sanepar e a Legislação Ambiental. Para isso, conferem os pontos de lançamento de esgoto do banheiro, de pias da cozinha e churrasqueira, lavanderia e pontos de captação de água de chuva, como ralos. Também verificam a existência e a funcionalidade da caixa de retenção de gordura. Os testes são feitos com corantes não tóxicos colocados na água.
“A destinação incorreta da água da chuva na rede de esgoto é uma das principais causas de refluxo nos imóveis e de transbordamento de esgoto nas ruas, o que causa transtornos e danos ambientais. Para que esteja interligado corretamente, o esgoto do imóvel precisa ser lançado na rede coletora da Sanepar e a água de chuva lançada na galeria pluvial”, explica a gerente operacional da Sanepar na região, Flávia Giovanna Laiter Garcia.
Estando tudo de acordo com a ligação, o morador receberá o certificado de regularidade do imóvel. Nos casos em que for identificada alguma inconformidade, a equipe de vistoria orienta o cliente, por meio de uma notificação, sobre as adequações que devem ser feitas. O cliente recebe um prazo de 60 dias para corrigir a irregularidade. Caso persista a incorreção, ele pode ser multado e a situação é repassada à Vigilância Sanitária do município.
Este serviço é um procedimento padrão feito periodicamente pela Sanepar. Em 2025, foram vistoriados cerca de 10 mil imóveis em municípios da área de abrangência da Sanepar na região, como Cambará, Jacarezinho, Siqueira Campos, Ibaiti, Joaquim Távora, Carlópolis e Quatiguá. Em 2026, foram incluídas cidades como Barra do Jacaré, Guapirama, Conselheiro Mairinck, Salto do Itararé e Santana do Itararé, que já estão ou em breve estarão passando pelas vistorias.
As equipes andam sempre em duplas, estão uniformizadas e portando crachá da empresa contratada, e em hipótese alguma vão solicitar ao cliente qualquer tipo de documento ou pagamento.
Em caso de dúvidas, os clientes podem entrar em contato com a Sanepar pelos canais oficiais de atendimento: o telefone 0800 200 0115, que funciona 24 horas por dia com ligação é gratuita, o WhatsApp (41) 99544-0115, o site e o Aplicativo Minha Sanepar. É essencial ter em mãos a fatura de água ou número da matrícula do imóvel.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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