Brasil
Salão do Turismo vai levar a Fortaleza (CE) exposições, negócios, comidas típicas, cursos e cultura regional
O Brasil reunido em um só lugar: de 7 a 9 de maio, os 26 estados — mais o Distrito Federal — vão levar ao 10° Salão do Turismo, em Fortaleza (CE), uma diversidade enorme de programação, que vai muito além de divulgar destinos turísticos: tem curso, culinária, oportunidades de negócios e investimentos, oficinas, workshops, ações de engajamento com o público, apresentações culturais e shows.
Realizado pela primeira vez no Nordeste, o Salão do Turismo é organizado desde 2003 pelo Ministério do Turismo. Historicamente, o evento sempre foi sediado em São Paulo, mas desde 2023 passou a ser feito nos Estados. Primeiro passou pelo Distrito Federal, depois Rio de Janeiro e, por último, em São Paulo, no ano passado.
“Vai ser um evento grandioso, com uma vasta programação. Um momento único e importante para todo o setor, que vai permitir a geração de negócios e oportunidades, além de promover a integração de toda a cadeia produtiva do turismo, um setor que cresce a cada dia”, afirma o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
Na área dedicada às regiões brasileiras, os visitantes poderão conferir atrativos e destinos turísticos de todos os estados brasileiros – divididos pelas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.
Além de roteiros e destinos, o Salão do Turismo contará também com uma área especialmente dedicada ao artesanato, com peças – de todas as regiões do país – disponíveis para venda.
Outro destaque da 10ª edição do Salão do Turismo é o Armazém da Agricultura Familiar, em que produtores de todo o país poderão expor e comercializar produtos alimentícios e bebidas. A iniciativa tem a parceria do Ministério do Desenvolvimento Agrário.
As inscrições para que os produtores participem do Armazém da Agricultura Familiar já estão abertas e vão até o dia 8 de abril. A inscrição e o edital completo estão disponíveis no portal. Clique aqui para acessar.
Para demonstrar a riqueza e a diversidade da gastronomia de cada estado do país, o Salão do Turismo também levará o público a uma viagem por meio dos sabores. Os visitantes terão a oportunidade de experimentar pratos típicos dos 27 estados brasileiros.
Já o Núcleo do Conhecimento será exclusivamente dedicado para atividades formativas. Haverá uma vasta programação de palestras e workshops com especialistas, sempre abordando temas ligados ao turismo, como por exemplo, dados e tecnologias aplicados ao turismo, sustentabilidade, segurança turística, qualificação e ações sustentáveis.
O Ministério do Turismo também levará ao Salão uma iniciativa inédita: o Brasil Mais Crédito para o Turismo — uma ação voltada para viabilizar o acesso ao crédito do Novo Fundo Geral do Turismo (Fungetur), um fundo especial do Ministério que oferece crédito facilitado para empresas do setor turístico brasileiro.
Outro espaço de destaque é o de Diversidade e Inclusão, que terá o objetivo de contemplar rodas de conversa, encontros e palestras sobre pautas ligadas a diversidade e turismo.
Na sala de Tendências e Inovações, o público poderá conferir workshops, seminários e palestras sobre temas atuais do turismo, envolvendo cidades inteligentes, cidades criativas, destinos turísticos inteligentes, produtos e destinos turísticos, além de apresentações sobre as principais ações do Ministério do Turismo nestes temas.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Brasil
Fórum internacional debate ações e ferramentas de proteção para mulheres viajantes
A segurança continua sendo o fator preponderante na escolha de destinos para mulheres que viajam sozinhas: seis em cada dez brasileiras já desistiram de uma viagem por receio de violência ou assédio. O cenário desafiador norteou os debates do painel “Segurança Turística da Mulher”, realizado nesta quarta-feira (3), durante o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, em João Pessoa (PB). O encontro focou na consolidação de ferramentas de proteção e no papel do Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas — desenvolvido em parceria com a UNESCO — para reverter esses indicadores.
A publicação foi estruturada a partir de uma pesquisa nacional inédita com 2.712 brasileiras, conduzida pela jornalista e consultora Anelise Zanoni. “O Guia é um avanço e mostra que existe um caminho importante para garantir que a liberdade de viajar seja exercida plenamente por todas as mulheres”, afirmou a especialista.
O levantamento detalhou que o sentimento de proteção supera critérios tradicionais de consumo, como o preço, na escolha de um destino. O estudo mapeou que os eixos de maior vulnerabilidade ocorrem justamente nos deslocamentos de chegada e partida, como em terminais e transportes por aplicativo, servindo de alerta para a urgência de qualificação no atendimento dessas redes.
Segundo a especialista, os dados reais não servem para desanimar as viajantes, mas para subsidiar o poder público e o trade na criação de destinos preparados. O guia orienta diretamente hotéis, bares e receptivos a adotarem protocolos claros de suporte. “Isso mostra a importância de destinos preparados, profissionais capacitados e canais acessíveis para acolher e orientar quem precisa de ajuda”, afirmou.
Mais de 80% das mulheres consideram indispensável que os estabelecimentos saibam acolher e orientar a turista, transformando a estrutura do setor privado em uma rede de proteção ativa. Zanoni lembrou que a publicação também estimula o fim do silêncio, já que 64,8% das vítimas de incidentes relataram não ter buscado ajuda por falta de canais confiáveis.
A primeira-dama da Paraíba, Camila Mariz, defendeu que a discussão seja tratada como uma pauta transversal, interligando inteligência, mobilidade urbana e o setor de hospedagem.
Segundo ela, pesquisas baseadas em evidências dão visibilidade a demandas que antes ficavam invisíveis. “O desafio do poder público, marchando junto com a iniciativa privada, é construir um ambiente onde a mulher exerça sua autonomia com tranquilidade, sem precisar se manter em estado de alerta constante durante os seus momentos de lazer ou de trabalho”, afirmou.
A especialista em gestão estratégica, risco e operações, Coronel Jousilene de Sales Tavares, destacou que a sensação de segurança é um dos fatores mais determinantes para que as mulheres decidam viajar e aproveitar plenamente os destinos turísticos. Segundo ela, a construção de ambientes mais seguros depende de planejamento, análise de dados e atuação integrada entre segurança pública, setor turístico, comércio e poder público.
Ao apresentar experiências desenvolvidas na Paraíba, a coronel explicou que o uso de inteligência e monitoramento tem permitido identificar padrões de ocorrências, áreas mais vulneráveis e horários de maior risco. Essas informações orientam ações preventivas e ajudam a direcionar investimentos em tecnologia e policiamento para os locais mais sensíveis.
Jousilene também chamou a atenção para a importância da denúncia e do fortalecimento dos canais de acolhimento. Segundo ela, o enfrentamento da violência contra a mulher exige resposta das forças de segurança, mudança cultural e capacitação permanente dos profissionais envolvidos no atendimento ao público.
A painelista destacou ainda que grandes eventos representam uma oportunidade para testar e aperfeiçoar estratégias de proteção às mulheres. Como exemplo, citou o trabalho desenvolvido durante o Maior São João do Mundo, em Campina Grande, que reúne milhares de visitantes e conta com monitoramento por câmeras, inteligência integrada e ações voltadas à prevenção de ocorrências em áreas de maior circulação.
Versão internacional
O lançamento das versões em inglês e espanhol da publicação foi uma das entregas anunciadas durante o debate. A medida amplia o alcance internacional da iniciativa e reforça o posicionamento do Brasil na construção de políticas voltadas à segurança, à informação e à autonomia das mulheres no turismo.
As versões do guia podem ser acessadas neste link.
Programação
A programação desta quarta-feira (3) incluiu os painéis “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, que discutiu os impactos do Mundial para os destinos brasileiros; e “Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo”, que reuniu empresárias e lideranças nacionais para debater a presença feminina nos espaços de decisão do setor.
Na quinta-feira (4), a agenda será encerrada com o painel “Diversidade e Inclusão Turística da Mulher”, dedicado a temas como afroturismo, turismo indígena e turismo voltado ao público 60+, ampliando o debate sobre representatividade e pertencimento nos destinos brasileiros.
As inscrições podem ser feitas por meio deste formulário eletrônico.
Por Natália Moraes e Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
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