Agro
Safra de uva no Rio Grande do Sul avança sob clima favorável e traz boas expectativas aos produtores
Condições climáticas favorecem o desenvolvimento dos parreirais
A safra de uva no Rio Grande do Sul segue em ritmo positivo, impulsionada por condições climáticas favoráveis. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (2) pela Emater/RS-Ascar, o cultivo apresenta bom andamento em diversas regiões do Estado, com destaque para o equilíbrio no crescimento das plantas e ausência de doenças graves.
Na região administrativa de Caxias do Sul, a poda seca já foi concluída, e as videiras estão em plena brotação, com vigor vegetativo satisfatório. A Emater destaca que não há registros relevantes de doenças fúngicas ou pragas, e os vinhedos apresentam boa emissão de brotos e cachos — um indicativo de produtividade promissora para a safra.
Além disso, o manejo das plantas de cobertura vem sendo realizado por meio de roçadas e acamamento, auxiliando na conservação do solo e no controle de umidade. As temperaturas amenas observadas nas últimas semanas também têm contribuído para a redução de doenças nas videiras.
Diferentes estágios de desenvolvimento nas variedades
Na região de Frederico Westphalen, as cultivares apresentam estágios variados de desenvolvimento. A variedade Vênus está em fase de flores abertas e limpeza dos cachos, enquanto a Bordô encontra-se com inflorescência visível e flores agrupadas. Já as Niágara Rosada e Branca estão com cerca de 25% de flores abertas.
Outras variedades, como Seyve Villard e Carmem, encontram-se entre as fases de primeira folha separada até o alongamento da inflorescência. As demais cultivares apresentam ponta verde com duas a três folhas separadas, indicando avanço gradual no ciclo produtivo.
Técnicas de manejo e nutrição garantem qualidade da safra
Entre as principais práticas realizadas pelos produtores, destacam-se a desbrota — remoção de brotos em excesso ou mal posicionados — e a desponta, que consiste no corte de ramos muito vigorosos para melhorar a entrada de luz e favorecer a floração.
A adubação foliar também tem sido intensificada, com aplicação de boro e cálcio, essenciais para o florescimento e fixação das bagas, além de nitrogênio, potássio e magnésio, nutrientes fundamentais para o desenvolvimento dos frutos e para a manutenção da fotossíntese.
Controle de doenças e manutenção da cobertura vegetal
O monitoramento de doenças típicas da primavera, como míldio, oídio e antracnose, segue de forma contínua nas propriedades. Paralelamente, os viticultores mantêm o manejo da cobertura vegetal, o tutoramento e a amarração dos ramos, garantindo melhor condução das plantas e maior eficiência na produção.
Com o clima favorável e o bom andamento das atividades de manejo, a expectativa é de uma safra equilibrada e de alta qualidade, consolidando mais uma temporada positiva para os produtores de uva do Estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Valor Bruto da Produção supera R$ 1,4 trilhão em agosto
A estimativa do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) em agosto é de R$ 1,403 trilhão, de acordo com levantamento da Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O indicador representa o valor da produção agropecuária dentro das propriedades rurais e considera o desempenho das lavouras e da pecuária.
Do total estimado, as lavouras respondem por R$ 894,1 bilhões, o equivalente a 63,7% do VBP. A pecuária representa R$ 509,1 bilhões, ou 36,3% do valor total.
Entre os produtos agrícolas, a soja permanece na liderança, com valor estimado em R$ 340,6 bilhões, correspondente a 24,3% do VBP. Na sequência, aparecem o milho, com R$ 158 bilhões (11,3%), a cana-de-açúcar, com R$ 106,3 bilhões (7,6%), e o café, com R$ 102,9 bilhões (7,3%).
Na pecuária, a carne bovina apresenta o maior valor estimado, de R$ 249,2 bilhões, equivalente a 17,8% do VBP. A carne de frango aparece em seguida, com R$ 107,4 bilhões (7,7%).
No recorte regional, o Centro-Oeste lidera o VBP, impulsionado pelo resultado de Mato Grosso, estimado em R$ 218,2 bilhões, o equivalente a 15,6% do total. Na sequência está o Sudeste, com destaque para Minas Gerais, que apresenta estimativa de R$ 166,8 bilhões (11,9%).
CÁLCULO
O VBP é calculado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola do Mapa com base nas estimativas de produção e na variação dos preços de mercado recebidos pelos produtores rurais. Os valores referentes a 2026 são preliminares e consideram as informações disponíveis até agosto.
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