Agro
Safra 25/26: Alagoas Processa Mais de 7,9 Milhões de Toneladas de Cana, mas Produção de Açúcar e Etanol Apresenta Queda
A safra 2025/2026 no setor sucroenergético de Alagoas entrou em seu quarto mês de moagem com uma marca de mais de 7,9 milhões de toneladas de cana processadas. No entanto, comparado ao ano anterior, os números mostram uma queda tanto na quantidade de cana beneficiada quanto na produção de açúcar e etanol.
Processamento de Cana Registra Queda
De acordo com o boletim quinzenal nº 06, que abrange o período da última semana de agosto até 30 de novembro, a moagem de cana registrou uma variação negativa de 12,2% em relação à safra anterior. Enquanto na safra passada foram processadas mais de 9 milhões de toneladas, o volume atual totaliza apenas 7,9 milhões de toneladas.
Desempenho das Usinas
No total, 14 unidades industriais estão em operação no estado. Dentre essas, apenas quatro registraram aumento na quantidade de cana processada. As oscilações nas usinas variaram entre 0,26% e 18,1%, indicando que as condições de processamento variaram consideravelmente entre as unidades.
Produção de Açúcar Cai 25,4%
Em relação à produção de açúcar, o cenário também é desfavorável. Foram processadas 613.319 toneladas de açúcar até o momento, uma redução de 25,4% em comparação com as 822.128 toneladas produzidas no mesmo período do ano passado.
Produção de Etanol Também Apresenta Recuo
No segmento de etanol, a produção atingiu 177,19 milhões de litros nos três primeiros meses da safra. Isso representa uma queda de 11% em relação aos 199,24 milhões de litros produzidos no mesmo período do ano passado.
Conclusão
Apesar de continuar em operação, o setor sucroenergético alagoano tem enfrentado desafios na safra 2025/2026, com redução no processamento de cana e na produção de açúcar e etanol. A variação negativa nos números pode ser atribuída a uma série de fatores, incluindo condições climáticas e de mercado, que ainda precisam ser monitorados nos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Brasil registra alta de 7,1% nas exportações no 1º trimestre e agronegócio lidera resultado histórico
O Brasil iniciou 2026 com forte desempenho no comércio exterior. No primeiro trimestre, as exportações somaram US$ 82,3 bilhões, alta de 7,1% em relação ao mesmo período de 2025. As importações totalizaram US$ 68,2 bilhões, resultando em um superávit de US$ 14,2 bilhões, o terceiro maior da série histórica para o período, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex/MDIC).
Em março, o ritmo foi ainda mais intenso. As exportações cresceram 10% na comparação anual, alcançando US$ 31,6 bilhões, enquanto as importações avançaram 20,1%, chegando a US$ 25,2 bilhões. A corrente de comércio atingiu US$ 56,8 bilhões, com expansão de 14,3%.
Agronegócio lidera exportações e alcança maior resultado da história
O principal destaque do trimestre foi o agronegócio, que registrou US$ 38,1 bilhões em exportações, o maior valor já apurado para os meses de janeiro a março.
A soja em grãos liderou os embarques, com 23,47 milhões de toneladas, volume 5,9% superior ao registrado no mesmo período de 2025.
A China manteve a liderança como principal destino dos produtos do agro brasileiro, respondendo por quase 30% das exportações do setor, com US$ 11,3 bilhões.
Diversificação de mercados fortalece exportações brasileiras
Além da China, outros mercados ganharam relevância no período. As exportações para a Índia cresceram 47,1%, enquanto Filipinas registraram alta de 68,3% e o México avançou 21,7%.
A ampliação dos destinos comerciais é vista como um fator positivo para a resiliência da pauta exportadora brasileira, especialmente diante das incertezas no cenário global.
Indústria extrativa e de transformação também contribuem para o crescimento
A indústria extrativa, que inclui petróleo e minérios, apresentou crescimento de 22,6% no trimestre, sendo um dos principais motores da expansão das exportações em termos nominais.
Já a indústria de transformação registrou avanço de 2,8%, contribuindo de forma complementar para o resultado geral do comércio exterior.
Exportações para os Estados Unidos caem com impacto de tarifas
Em contraste com o desempenho geral positivo, as exportações brasileiras para os Estados Unidos recuaram 18,7% no primeiro trimestre, totalizando US$ 7,78 bilhões. A corrente de comércio bilateral também caiu 14,8%.
O resultado reflete os impactos de sobretaxas impostas ao longo de 2025. Apesar de uma decisão da Suprema Corte dos EUA, em fevereiro, ter invalidado parte das tarifas mais elevadas, os efeitos sobre o fluxo comercial ainda persistem.
Uma nova ordem executiva publicada em fevereiro de 2026 isentou cerca de 46% das exportações brasileiras dessas sobretaxas. No entanto, aproximadamente 29% ainda permanecem sujeitas às tarifas da Seção 232, que incidem sobre produtos como aço e alumínio.
Projeção indica novo recorde nas exportações brasileiras em 2026
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) projeta que o Brasil encerre 2026 com exportações de US$ 364,2 bilhões, o que representaria um novo recorde e crescimento de 4,6% em relação a 2025.
As importações devem atingir US$ 292,1 bilhões, com alta de 4,2%, resultando em um superávit estimado de US$ 72,1 bilhões no ano.
Cenário global exige estratégia e gestão de riscos no comércio exterior
Apesar dos números positivos, o cenário internacional segue desafiador. Fatores como volatilidade cambial, incertezas nas cadeias globais de suprimento e os impactos ainda presentes das tarifas americanas exigem atenção das empresas.
Segundo especialistas, a gestão eficiente do câmbio e dos riscos associados ao comércio internacional passa a ser um diferencial estratégico.
“Para as empresas que operam no comércio exterior, a questão não é mais se haverá volatilidade, mas como se preparar para ela”, avalia Murilo Freymuller, Head Comercial Corporate do banco Moneycorp.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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