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Agro

Cavalo Crioulo registra crescimento de rebanhos e participação em provas no Brasil

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Rebanhos de Cavalo Crioulo crescem no país

O Cavalo Crioulo segue em franca expansão no Brasil, com aumento significativo nos registros de rebanhos. Dados divulgados pela Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC) mostram que, em 2025, os Registros Genealógicos (RGs) provisórios cresceram 11,6%, passando de 17,1 mil para 19,1 mil registros. Já os registros definitivos tiveram incremento de 8,5%, alcançando 12,3 mil RGs.

O número de Registros de Propriedade (RPs) também acompanhou essa tendência, chegando a 362 em 2025, um aumento de 14,92% em relação aos 315 RPs de 2024. Segundo o presidente da ABCCC, André Luiz Narciso Rosa, o crescimento reflete a entrada da raça em novos mercados e o fortalecimento do segmento:

“São novos usuários da raça Crioula, com chegada em novos mercados. Isso é extremamente importante e é o cenário que procuramos. É o nosso objetivo.”

Padreação e afixos confirmam autenticidade e qualidade

Outro indicativo de segurança para criadores é o aumento da padreação, que garante que os animais sigam os padrões oficiais da raça Crioula, conforme características físicas, morfológicas e genéticas estabelecidas pela associação. A expansão foi de 10,29%, passando de 29,7 mil exemplares em 2024 para 32,7 mil em 2025.

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O número de afixos registrados, que identificam criadores e linhagens, também cresceu 12,27%, subindo de 489 em 2024 para 549 em 2025. As importações de animais registraram incremento de 25,45%, com 69 novos exemplares em 2025, ante 55 no ano anterior, reforçando a circulação e renovação genética da raça.

Modalidades esportivas e provas reforçam protagonismo da raça

A força do Cavalo Crioulo também se consolidou nas provas morfológicas, funcionais e esportivas promovidas pela ABCCC em 2025. Entre as modalidades com maior participação estão:

  • Paleteada: de 5,5 mil para 6,4 mil participantes (+16,46%);
  • Doma de Ouro: de 1,5 mil para 1,7 mil (+9,53%);
  • Campereada: de 1,2 mil para 1,3 mil (+9,41%).

Para o dirigente da ABCCC, o crescimento das modalidades reflete a atividade das comunidades de criadores e a importância dos núcleos regionais como elo de ligação entre criadores, usuários e entidades:

“Isso é o reflexo do que vemos como entidade: as comunidades em movimento. Os núcleos, por exemplo, são o principal elo de ligação entre os criadores, usuários e entidades. É extremamente importante que a gente esteja em movimento e torne a comunidade crioulista ainda mais ativa.”

Cenário positivo reforça expansão e valorização da raça

O ciclo de 2025 confirma o fortalecimento do Cavalo Crioulo, tanto no aumento de rebanhos quanto na participação em eventos esportivos e na diversificação genética. O crescimento consistente dos registros e da padreação indica maior profissionalização, confiabilidade e interesse da sociedade rural pela raça, consolidando o Cavalo Crioulo como referência nacional em tradição, esporte e melhoramento genético.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Estado decreta emergência por risco de seca severa até o fim do ano

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O governo do Acre decretou situação de emergência em todo o Estado em razão do risco de seca severa e da possibilidade de desabastecimento hídrico nos próximos meses. O Decreto nº 11.932, tem validade de 180 dias e autoriza a adoção de medidas emergenciais para minimizar os efeitos da estiagem em todo o estado.

A decisão foi baseada em estudos climáticos que apontam para o fortalecimento do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026. Segundo o governo, a previsão é de redução das chuvas, temperaturas acima da média e agravamento da seca entre agosto e novembro, período em que o Acre já registra baixos índices de precipitação.

De acordo com o decreto, o cenário pode provocar queda significativa no nível dos rios, escassez de água potável, dificuldades na navegação, isolamento de comunidades e prejuízos à agricultura, pecuária e pesca. O governo também alerta para o aumento do risco de queimadas e incêndios florestais durante o período.

A medida destaca ainda os impactos sobre povos indígenas, ribeirinhos e moradores da zona rural. As 36 terras indígenas, que abrigam 246 aldeias e 16 povos, podem enfrentar isolamento, dificuldades no abastecimento de alimentos e medicamentos, perdas na produção de subsistência e agravamento da insegurança alimentar. O decreto também cita a possibilidade de interrupção do transporte escolar em comunidades acessíveis apenas por via fluvial.

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Com a publicação do decreto, a Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa Civil ficará responsável por coordenar as ações de enfrentamento, em conjunto com órgãos estaduais, federais e prefeituras. Caberá ao órgão monitorar os níveis dos rios, as condições meteorológicas e os focos de calor, além de apoiar os municípios na elaboração de planos de contingência.

O governo também autorizou a realização de despesas emergenciais, como contratação de serviços, aquisição de insumos, instalação de abrigos e distribuição de água por carros-pipa nas localidades mais afetadas. As ações terão prioridade para comunidades indígenas, ribeirinhas e rurais, além de escolas e unidades de saúde.

Durante a vigência do decreto, também serão reforçadas as ações de prevenção e combate às queimadas, bem como campanhas de conscientização sobre o uso racional da água e os cuidados com a saúde em períodos de calor intenso e baixa umidade. O texto ainda autoriza agentes da Defesa Civil, em situações de risco iminente, a ingressar em imóveis para prestar socorro, determinar evacuações e requisitar temporariamente propriedades particulares, quando necessário, com garantia de indenização em caso de danos.

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Com validade de seis meses, o decreto busca agilizar a mobilização de recursos e a adoção de medidas administrativas para reduzir os impactos da estiagem e garantir assistência às populações mais vulneráveis.

Fonte: Pensar Agro

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