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Rural Show Internacional 2026 busca consolidar crescimento econômico

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A 13ª Rondônia Rural Show Internacional será realizada de 25 a 30 de maio de 2026 no Centro Tecnológico Vandeci Rack, em Ji-Paraná (RO), com foco em “Exportação e Desenvolvimento”, tema que aponta para a internacionalização dos negócios e para a inserção do agronegócio rondonienses em cadeias globais de valor.

O evento, organizado pelo Governo de Rondônia por meio da Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri), vem se afirmando como uma das principais feiras do agronegócio do Norte do Brasil, reunindo agricultores, empresas de insumos e maquinários, instituições financeiras e compradores nacionais e estrangeiros.

Nas duas edições mais recentes, a feira registrou evolução consistente no volume de negócios. Em 2024, a 11ª edição movimentou cerca de R$ 4,4 bilhões em negócios, consolidando-se como motor de desenvolvimento do agronegócio regional.

A 12ª edição, realizada em 2025, quebrou recordes: o público ultrapassou 446 mil visitantes, e o volume de negócios alcançou a marca de R$ 5,1 bilhões, cifra que superou as expectativas da organização e reforçou a importância do evento como vitrine para produtos, serviços e tecnologia do setor.

O crescimento traduz não apenas o aumento da produção agrícola na região — impulsionada por culturas como soja, milho e pecuária de corte — mas também a maior participação de players internacionais e a intensificação de rodadas de negócios com foco em exportações. A temática de 2026 reforça essa estratégia, ao priorizar conexões com mercados externos e desenvolvimento de cadeias produtivas estratégicas.

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Especialistas e representantes do setor associam o desempenho da feira à expansão do agronegócio brasileiro no cenário global, bem como ao fortalecimento de políticas públicas regionais de incentivo à inovação, crédito e infraestrutura rural. A Rondônia Rural Show Internacional tem atuado como plataforma para financiamento e parcerias estratégicas, aproximando produtores de instituições financeiras e fomentando investimentos em tecnologia e serviços.

A programação técnica deve incluir exposições de máquinas agrícolas, vitrines de tecnologia, palestras, oficinas técnicas, rodadas de negócio e demonstrações práticas. A expectativa dos organizadores é de ampliar ainda mais a participação de empresários estrangeiros e compradores internacionais — sobretudo latino-americanos — atraídos pelo potencial exportador das cadeias produtivas locais.

A edição de 2026 também deve destacar inovações em agricultura digital, sustentabilidade e integração de recursos para o mercado global, em um momento em que eventos agropecuários têm se consolidado como termômetros do dinamismo econômico do campo brasileiro.

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O desempenho recorde da Rondônia Rural Show 2025 acompanha tendências de alta em outras feiras agropecuárias nacionais. Em fevereiro de 2026, por exemplo, a 38ª edição do Show Rural Coopavel, realizada no Paraná, registrou movimento de R$ 7,5 bilhões em negócios — embora em outra escala e contexto regional.

No caso de Rondônia, o foco recente em exportação e desenvolvimento sinaliza a intenção de não apenas reforçar a economia interna, mas também alavancar mercados externos para os produtos da região, desde commodities até produtos de maior valor agregado.

SERVIÇO

13ª Rondônia Rural Show Internacional
📍 Local: Centro Tecnológico Vandeci Rack — Rodovia BR-364, Km 333, Ji-Paraná (RO)
📅 Data: 25 a 30 de maio de 2026

Fonte: Pensar Agro

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Plano Brasil Soberano: Governo amplia crédito para fertilizantes

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Fabricantes de fertilizantes, produtores de matérias-primas intermediárias e mineradoras que abastecem o setor poderão contratar capital de giro pelo Plano Brasil Soberano. A mudança amplia o alcance do programa e procura dar fôlego financeiro a uma cadeia considerada estratégica para o agronegócio brasileiro.

Projetos industriais e tecnológicos ligados ao beneficiamento, refino e transformação de minerais críticos e estratégicos também terão acesso a recursos com custo reduzido. O encargo da fonte de financiamento caiu para 3% ao ano, ante percentuais que chegavam a 8% na aquisição de máquinas e equipamentos e a 6,5% em determinados investimentos.

A decisão foi tomada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) em reunião extraordinária realizada no fim de agosto. O colegiado também prorrogou por 12 meses o prazo para apresentação dos pedidos de financiamento ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). As empresas elegíveis poderão protocolar as solicitações até 31 de dezembro de 2027.

Para o produtor rural, o efeito não será direto. As linhas são destinadas às empresas que produzem, processam ou fornecem insumos para a fabricação de adubos. O objetivo é melhorar as condições financeiras da indústria e reduzir riscos de interrupção no abastecimento do campo.

A inclusão do capital de giro atende a uma característica do setor. Muitas empresas precisam pagar antecipadamente pelas matérias-primas importadas, arcar com frete, armazenagem e processamento e somente depois receber pelas vendas realizadas aos produtores ou distribuidores.

Esse intervalo exige grande disponibilidade de caixa. Quando o crédito fica caro ou escasso, as empresas podem reduzir compras, estoques e produção. A consequência chega às propriedades na forma de menor oferta, dificuldade para programar entregas e maior exposição às oscilações de preços.

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Antes da mudança, as empresas da cadeia de fertilizantes podiam recorrer ao Plano Brasil Soberano principalmente para comprar máquinas ou executar projetos de investimento. Agora, os recursos também poderão financiar despesas necessárias ao funcionamento diário das operações.

A medida ganha importância porque o Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes que utiliza. Essa dependência deixa a produção agrícola vulnerável ao câmbio, às cotações internacionais, aos custos marítimos e a conflitos capazes de interromper rotas ou restringir a oferta mundial.

O país responde por cerca de 8% do consumo global de fertilizantes e ocupa a quarta posição entre os maiores consumidores. Soja, milho e cana-de-açúcar representam mais de 73% da demanda nacional, o que transforma o insumo em um componente decisivo dos custos das principais cadeias agrícolas.

O crédito mais barato para minerais estratégicos procura estimular investimentos em etapas que ainda são pouco desenvolvidas no Brasil. O país possui reservas minerais importantes, mas parte do material extraído é exportada sem processamento ou não chega a ser transformada internamente nos produtos necessários à agricultura.

Ao apoiar o beneficiamento, o refino e a transformação dentro do país, o governo tenta ampliar a capacidade industrial e diminuir a dependência de produtos acabados vindos do exterior. O resultado, entretanto, dependerá da execução dos projetos, que podem exigir licenciamento, infraestrutura, tecnologia e vários anos até o início da produção.

O percentual de 3% ao ano não representa necessariamente a taxa final que será paga pelas empresas. Ele corresponde ao custo da fonte de recursos e já considera a remuneração do BNDES. Nas operações indiretas, realizadas por bancos credenciados, ainda podem existir encargos do agente financeiro e custos relacionados ao risco do tomador.

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Por isso, a medida também não garante uma queda imediata no preço do fertilizante vendido ao agricultor. As cotações continuarão sujeitas ao câmbio, aos preços internacionais, ao frete, à oferta mundial de nutrientes e à demanda no período de plantio.

O ganho mais provável no curto prazo é a melhora das condições para que fabricantes e fornecedores mantenham estoques e cumpram contratos. No longo prazo, se os investimentos aumentarem a produção e o processamento de matérias-primas no Brasil, o setor poderá reduzir a exposição a crises externas e ganhar maior previsibilidade.

O acesso às linhas será restrito aos segmentos definidos conjuntamente pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) e pelo Ministério da Fazenda. A relação de atividades autorizadas consta das portarias que regulamentam o Plano Brasil Soberano.

Criado para apoiar empresas afetadas pelo aumento das tarifas norte-americanas e pela instabilidade do comércio internacional, o programa passa a alcançar uma cadeia diretamente ligada à segurança produtiva do país. Para o campo, o efeito concreto será medido pela capacidade da política de ampliar a oferta interna, evitar falta de insumos e reduzir a dependência que hoje transforma qualquer crise internacional em custo adicional dentro da porteira.

Fonte: Pensar Agro

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