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Rota dos Sertões: concessão da BR-116/324 busca impulsionar logística no Nordeste

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Conhecida como “Princesa do Sertão”, Feira de Santana consolidou, ao longo das décadas, um papel fundamental para o desenvolvimento econômico do Nordeste. É da cidade baiana, considerada o maior entroncamento rodoviário do Norte/Nordeste, que partem cargas, alimentos, insumos industriais e mercadorias que abastecem diferentes regiões do país.

Agora, com o leilão da Rota dos Sertões, concessão da BR-116/324/BA/PE promovida pelo Ministério dos Transportes, a expectativa é de que o eixo logístico ganhe mais segurança, fluidez e capacidade operacional. O certame está marcado para esta quinta-feira (28), a partir das 14h, na na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo.

No coração desse corredor estratégico está Feira de Santana. A cidade conecta importantes rodovias nacionais, como BR-116, BR-324 e BR-101, funcionando como elo entre o litoral, o sertão e diferentes mercados consumidores. Sua economia é fortemente impulsionada pelo comércio, serviços e transporte de carga.

Segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS 2024), os segmentos de transporte, armazenagem e distribuição empregam cerca de 11 mil pessoas no município.

Indústria em movimento

É também em Feira de Santana que está localizado o Centro Industrial do Subaé (CIS), considerado o terceiro maior polo industrial da Bahia, atrás apenas do CIA e do Polo de Camaçari. O complexo abriga cerca de 300 indústrias de diferentes segmentos, incluindo grandes empresas dos setores alimentício, de bebidas e pneumáticos.

Entre elas está a PepsiCo, uma das maiores empresas de alimentos e bebidas do mundo, que utiliza o corredor logístico da Rota dos Sertões para distribuição de produtos pelo país. O gerente da fábrica, Rodolfo Machado, explica que a localização da cidade é um diferencial para toda a operação da empresa.

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“Feira de Santana é conhecida como a porta de entrada para o Norte e Nordeste. A posição estratégica da fábrica próxima à BR-324 e à BR-116 torna a operação extremamente relevante para o nosso negócio”, afirma.

A unidade expede diariamente cerca de 240 toneladas de produtos e movimenta aproximadamente 6 mil toneladas por mês pelas rodovias da região. “Grande parte dos nossos fornecedores também está próxima do trecho. Isso reduz custos e fortalece nossa operação”, completa.

Desafios diários

Mas quem depende diariamente da BR-116/324/BA/PE ainda enfrenta desafios na infraestrutura do trecho. Congestionamentos, desgaste da pavimentação e sinistros de trânsito afetam o transporte de cargas, provocam atrasos e elevam os custos operacionais das empresas.

A percepção é compartilhada pela coordenadora de logística da Mauricéia Alimentos, Valéria Martins. A empresa, que possui centro de distribuição em Feira de Santana, utiliza todos os dias a rodovia para abastecer diferentes regiões do estado.

Ela relata que problemas na pavimentação aumentam o custo de manutenção da frota e dificultam a operação.“Os atrasos comprometem nossas entregas e afetam o abastecimento dos clientes. Por isso, esperamos melhorias na pavimentação, mais segurança e redução no tempo de deslocamento”, afirma.

Valéria também destaca a importância de Feira de Santana para o abastecimento regional.

“Todos os caminhos levam a Feira de Santana. É uma cidade extremamente bem localizada. Daqui conseguimos distribuir produtos para toda a Bahia e para o Nordeste”, resume.

Vida na estrada

A rodovia também faz parte da rotina de milhares de trabalhadores e passageiros que utilizam diariamente o trecho. Há 30 anos na profissão, o motorista de ônibus Gilmar dos Santos conhece de perto os desafios da BR-324 e da BR-116.

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“Quando acontece um acidente, a gente fica parado três, quatro, cinco horas na estrada. Isso atrasa tudo. Já perdi tempo de descanso e até precisei dormir na garagem da empresa, porque não consegui voltar para casa”, relata.

Para ele, as melhorias previstas na concessão podem representar mais segurança e qualidade de vida para quem vive nas estradas.

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Quem mora na região também vê com otimismo o novo ciclo de investimentos. A coordenadora administrativa Quésia Santos Serqueira utiliza diariamente a BR-324 para trabalhar e se deslocar pela cidade.

“Os problemas na pista aumentam os riscos de acidentes de trânsito e geram prejuízo para quem depende da rodovia todos os dias. A gente espera que os investimentos tragam mais segurança, melhorias na infraestrutura e a duplicação da BR-116”, afirma.

Rota estratégica

Além da relevância industrial e urbana, a Rota dos Sertões também exerce papel fundamental para o agronegócio e para a economia do semiárido nordestino. Municípios como Euclides da Cunha possuem forte atividade agropecuária, com destaque para produção de feijão, milho, mandioca, apicultura e pecuária.

Nesse contexto, a BR-116 funciona como eixo essencial para conectar o sertão aos centros de distribuição, aos mercados consumidores e aos portos da região.

Para o Ministério dos Transportes, a nova concessão representa um novo momento para a infraestrutura rodoviária do Nordeste, com ampliação da segurança viária, melhora da mobilidade e ganho de competitividade econômica ao longo da Rota dos Sertões.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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Durante congresso em Brasília, ministro da Saúde destaca papel das instituições filantrópicas na assistência pelo SUS

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou, nesta quinta-feira (20), do encerramento do 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos, em Brasília (DF). Com o tema “Saúde: a escolha que transforma o País”, o fórum reuniu gestores, especialistas, autoridades públicas e sociedade civil para tratar de estratégias de fortalecimento do SUS e da assistência hospitalar filantrópica.

Durante o congresso, Padilha apresentou a previsão de acréscimo de R$ 450 milhões no Teto MAC dessas instituições no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027. Com o reforço de 45%, o valor previsto passará de R$ 1 bilhão para R$ 1,45 bilhão, contribuindo para a continuidade dos atendimentos prestados à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

“As Santas Casas têm um papel decisivo na assistência à população. Elas não representam apenas o cuidado em saúde, mas também geram empregos e movimentam a economia local. Nosso desafio é construir um novo modelo de financiamento que permita que os recursos cheguem rapidamente aos hospitais filantrópicos, ajude a organizar os serviços e garanta a sustentabilidade dessas instituições, porque fortalecer as Santas Casas é fortalecer o SUS”, afirmou Padilha.

As Santas Casas e os hospitais filantrópicos estão presentes em 1.317 municípios. Ao todo, são 1.846 unidades sem fins lucrativos com produção hospitalar registrada no SUS. Essas instituições representam 25% dos hospitais do país, corresponder por 40% dos leitos do SUS e realizam cerca de 60% dos atendimentos do sistema público.

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A atuação das instituições também é expressiva em áreas de alta complexidade. Em 2025, os hospitais filantrópicos realizaram 5,1 milhões dos 14,9 milhões de procedimentos cirúrgicos eletivos registrados no SUS. Entre 2012 e maio de 2026, as entidades sem fins lucrativos também responderam por 59,7% dos transplantes realizados pelo sistema público.

34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos

Ao longo de três dias, o 34º Congresso Nacional das Santas Casas e Hospitais Filantrópicos promoveu a troca de experiências e a construção de soluções voltadas à qualificação da gestão, ao financiamento do setor, à inovação e à ampliação do acesso da população aos serviços de saúde.

O evento reforça que as Santas Casas e hospitais filantrópicos são responsáveis por uma grande parcela dos atendimentos prestados à população do SUS, incluindo consultas, exames, internações, cirurgias, tratamentos oncológicos e transplantes. O encontro também destaca a parceria entre o poder público e a rede filantrópica como fundamental para ampliar o acesso e qualificar a assistência em todo o país.
 
 SUS reforça apoio às Santas Casas e hospitais filantrópicos

 O fortalecimento das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos inclui ações para apoiar o custeio da assistência, melhorar as condições de financiamento e garantir a continuidade dos atendimentos prestados à população. Entre elas está a execução da Portaria GM/MS nº 9.760/2025, que estabeleceu R$ 1 bilhão para entidades sem fins lucrativos que atendem pelo SUS, por meio do programa Agora Tem Especialistas. Desse montante, R$ 800 milhões já foram repassados, em duas parcelas de R$ 400 milhões, e outros R$ 208,4 milhões serão destinados às maternidades filantrópicas.

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O repasse às maternidades será distribuído de forma proporcional à atuação de cada estabelecimento, combinando uma parcela fixa, definida conforme o porte assistencial de cada unidade, e outra variável, calculada de acordo com o número de partos realizados. O formato contempla tanto hospitais com grande volume de atendimentos quanto maternidades menores, essenciais para garantir o acesso ao parto e ao nascimento em diferentes regiões. 

Somado a isso, foi sancionada a Lei nº 2465/2026, que prorrogou até 2030 o uso de recursos do FGTS para financiar Santas Casas, hospitais filantrópicos e instituições sem fins lucrativos que atuam no SUS. A medida também reabriu o Programa Caixa Hospitais FGTS, ampliando o acesso dessas entidades a linhas de crédito para investimentos e expansão dos serviços. 

A nova etapa do programa já contemplou importantes instituições do país, como o Instituto do Câncer do Ceará, a Santa Casa de Misericórdia de Goiânia e a Santa Casa de Misericórdia de Barretos. Além disso, o Ministério da Saúde e a Caixa firmaram parceria para impulsionar a contratação dos recursos ainda disponíveis, estimados em R$ 2,1 bilhões. 

Eduarda Paixão
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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