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Agro

Rizoctoniose ameaça produção de batata no Brasil, mas tecnologia oferece solução

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A rizoctoniose, causada pelo fungo Rhizoctonia solani, é uma das principais doenças que afetam a batata, uma das hortaliças mais cultivadas no Brasil. Quando não controlada, a enfermidade pode gerar perdas de até 30% na produtividade.

A cultura, fundamental tanto para a alimentação da população quanto para a geração de renda de agricultores, está presente em diversas regiões do país e exige atenção redobrada no manejo fitossanitário.

Sintomas e impactos no campo

Atualmente, não existem variedades de batata resistentes à rizoctoniose. Por isso, o manejo preventivo é essencial para reduzir os danos. Entre os principais efeitos da doença estão:

  • Morte de brotos;
  • Redução do tamanho e da formação dos tubérculos;
  • Presença de crostas escuras na superfície, conhecidas como “mancha asfalto”;
  • Formação de reboleiras de plantas debilitadas, comprometendo a uniformidade da lavoura.

Esses fatores afetam diretamente o vigor inicial da plantação e podem comprometer o desempenho da colheita.

Tecnologia da IHARA auxilia no controle

Para ajudar os produtores, a IHARA desenvolveu o fungicida Moncut, uma solução sistêmica voltada especificamente para a cultura da batata.

“O controle e a prevenção dessa doença de solo contam com tecnologias inovadoras, como o Moncut, que oferece alto nível de eficiência contra a rizoctoniose”, explica Marcos Vilhena, gerente de Marketing Regional da IHARA.

Benefícios do uso do Moncut

O produto é aplicado por via terrestre e apresenta rápida absorção, protegendo estolões, ramas e tubérculos desde as fases iniciais da lavoura. Entre os resultados, segundo a empresa, estão:

  • Aumento na porcentagem de batatas especiais;
  • Melhor qualidade da pele dos tubérculos;
  • Maior uniformidade no estande de plantas;
  • Incremento direto na produtividade e na qualidade final da colheita.
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Compromisso com a produtividade

“O Moncut é essencial para manter o potencial produtivo das lavouras de batata. Essa tecnologia reforça o compromisso da IHARA com soluções que aumentam a produtividade e promovem a sustentabilidade do agronegócio brasileiro”, finaliza Vilhena.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agro

Mapa apresenta Rgen+Sustentável na Feira Brasil na Mesa

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Neste sábado (25), na Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa em comemoração aos seus 53 anos, o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou uma palestra detalhando a Política Nacional de Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Genéticos para a Alimentação, a Agricultura e a Pecuária (Rgen+Sustentável).

Com o objetivo de conservar, valorizar e promover o uso sustentável dos recursos genéticos para a alimentação e a agricultura (RGAA), a política foi lançada em abril de 2025 e busca ampliar a base genética dos programas de melhoramento das instituições de pesquisa, além de fortalecer o conhecimento sobre esses recursos e contribuir para a segurança alimentar e nutricional. A iniciativa também atua como catalisadora do desenvolvimento científico e tecnológico no setor agrícola.

A política é estruturada para garantir a segurança alimentar nacional por meio da conservação e do uso sustentável da diversidade genética. São considerados recursos genéticos os materiais com valor atual ou potencial para uso direto ou indireto na alimentação e na agropecuária, incluindo espécies de plantas, animais, microrganismos e organismos intermediários.

Durante a apresentação, o representante da coordenação de Recursos Genéticos para a Alimentação e Agricultura do Departamento de Inovação do Mapa, Paulo Mocelin, destacou a importância estratégica do tema.

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Segundo Mocelin, embora o tema ainda não seja amplamente conhecido pelo público, ele é fundamental para o futuro da agropecuária. “O tema de recursos genéticos não é tão popular, mas traz elementos novos e essenciais para o desenvolvimento do setor. A Política Nacional é uma política de Estado, instituída pelo Decreto nº 12.097, de 2024, e tem como objetivo definir prioridades e estratégias para consolidar uma agenda de longo prazo voltada à conservação, valorização e uso sustentável da biodiversidade agrícola”, explicou.

Também ressaltou que a política está alinhada a compromissos internacionais, como a Convenção sobre Diversidade Biológica e o Tratado Internacional sobre Recursos Fitogenéticos para Alimentação e Agricultura.

“O Brasil é um país megadiverso, com grande variedade de espécies, biomas e ecossistemas. Temos um clima favorável à agropecuária, um sistema nacional de pesquisa robusto, com destaque para a Embrapa e instituições estaduais, além de uma legislação estruturada e parcerias internacionais consolidadas”, pontuou.

No âmbito das diretrizes de pesquisa e inovação, a política busca promover a conservação e o uso sustentável dos recursos genéticos, incentivar a adoção de novas tecnologias, sistematizar e disponibilizar informações científicas e fortalecer a articulação entre atores públicos e privados.

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Já em relação aos Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) e ao Conhecimento Tradicional Associado (CTA), a iniciativa incentiva o intercâmbio de variedades tradicionais e raças localmente adaptadas, além de valorizar os saberes tradicionais e promover a participação social.

No eixo de informação e capacitação, estão previstas ações de divulgação da importância estratégica dos RGAA, articulação de redes nacionais e internacionais, formação de recursos humanos e ampliação do acesso a dados qualificados.

A política também se articula com iniciativas como a Rede Nacional de Pesquisa e Inovação em Genética Agrícola para Adaptação às Mudanças Climáticas (Readapta), que desenvolve projetos de melhoramento genético voltados a culturas como arroz, feijão, milho, soja, trigo e mandioca.

O Mapa é responsável pela definição e implementação dos planos de ação, pela estruturação da rede, pelo fomento à conservação e capacitação, além de incentivar pesquisas e inovações baseadas no uso sustentável dos recursos genéticos.

Informações à imprensa

[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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