Brasil
Rio Grande do Sul adere à Rede Ciber durante seminário com participação da Senasp
Porto Alegre, 10/4/2026 – A Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), participou da abertura do 1º Seminário da Delegacia de Repressão aos Crimes Cibernéticos (Dercc), realizado nesta sexta-feira (10), em Porto Alegre (RS). O evento teve como tema O futuro da polícia judiciária na era digital e reuniu delegados e dirigentes de departamentos especializados no enfrentamento aos crimes cibernéticos.
A Senasp foi representada pelo Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), unidade vinculada à Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), que atua no apoio técnico e na articulação institucional voltados à investigação de crimes praticados em ambiente digital.
Durante o encontro, foram debatidos desafios operacionais, estratégias investigativas e o uso de ferramentas tecnológicas no enfrentamento à criminalidade digital, além da importância da integração entre unidades especializadas das Polícias Civis.
Estado amplia atuação no enfrentamento aos crimes cibernéticos
Na ocasião, foi formalizada a adesão da Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS) à Rede Nacional de Enfrentamento aos Crimes Cibernéticos (Rede Ciber), iniciativa que promove a integração entre órgãos de segurança pública, o compartilhamento de informações e o fortalecimento das capacidades operacionais no combate aos crimes virtuais.
O coordenador do Ciberlab, Paulo Benelli, destacou a relevância da atuação integrada no cenário atual. “O enfrentamento aos crimes cibernéticos exige cada vez mais integração entre as instituições, compartilhamento qualificado de informações e atuação coordenada”, afirmou.
A participação da Senasp no seminário demonstra o compromisso do Ministério da Justiça e Segurança Pública com o fortalecimento da segurança pública no ambiente digital, por meio de apoio técnico, capacitação e articulação entre as forças de segurança.
Brasil
Passo a passo para realizar a devida conservação de pescado em embarcações pesqueiras
As novas orientações do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA) para a conservação adequada do pescado até chegar à indústria envolvem especificamente o congelamento de camarão e lagostim. Também incluem a secagem ou desidratação da bexiga natatória de peixes.
Congelamento de camarão e lagostim
O camarão e o lagostim poderão ser congelados a bordo, inclusive após retiradas as cabeças. O congelamento deve ser rápido e o pescado precisa passar de -0,5 °C a -5 °C em menos de duas horas, sendo considerado concluído apenas quando o centro do pescado atingir -18 °C.
Também pode ser utilizada solução criogênica para acelerar o congelamento, desde que sejam garantidas as condições de higiene e segurança. Após congelado, o produto deve permanecer na temperatura adequada ou em temperatura mais baixa durante o armazenamento.
Bexiga natatória
No caso da bexiga natatória, o cuidado começa logo após a retirada do peixe. O produto deve ser lavado, colocado em recipiente ou local adequado e mantido na temperatura indicada até o início da secagem ou desidratação. A secagem deve ser realizada em um espaço específico, limpo e higienizado, separado das demais atividades realizadas na embarcação. O processo pode ser feito com exposição à luz solar ou em estufas. As bexigas devem ficar organizadas sem sobreposição, para que a secagem aconteça de maneira uniforme. Após secas, devem ser armazenadas em local protegido da umidade e da sujeira.
Controle e acompanhamento
As embarcações também devem manter registros das etapas realizadas e dos cuidados adotados durante a conservação do pescado. Esses registros ajudam a acompanhar o produto desde a origem e devem reunir informações como lote, espécie, origem, condições de conservação e destino da matéria-prima.
Entenda os principais pontos:
Bexiga natatória: deve ser lavada, conservada adequadamente e seca em local específico e higienizado.
Secagem: pode ser feita ao sol ou em estufas, sem sobreposição das bexigas.
Camarão e lagostim: devem passar por congelamento rápido, seguindo o passo a passo estabelecido.
Temperatura: o congelamento deve chegar a -18 °C no centro do pescado, e essa condição deve ser mantida durante o armazenamento.
Controle: as etapas realizadas a bordo devem ser acompanhadas e registradas.
Acompanhamento: os registros devem identificar lote, espécie, origem, conservação e destinação da matéria-prima.
A Portaria MPA nº 742/2026 entrou em vigor na data de sua publicação e pode ser consultada no Diário Oficial da União.
Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]
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