Paraná
Retorno de Athletico e Coritiba à Série A vai impactar o turismo do Paraná
Partidas e jogos de futebol se tornaram importantes indutores de turistas, aquecendo o setor e seus serviços no destino. Com os dois maiores times do Paraná, o Athlético Paranaense e o Coritiba, retornando à disputa da Série A do Campeonato Brasilerio em 2026, hotéis, bares, restaurantes e atrativos esperam impacto significativo no faturamento, graças à vinda de torcedores de outros clubes ao longo do próximo ano.
Esporte favorito do País, o futebol mexe com a paixão da torcida, mas movimenta também as atividades relacionadas relacionadas ao turismo. Segundo dados do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação (Seha), dias de jogos em Curitiba contra equipes de grandes torcidas geram um fluxo intenso de visitantes, atingindo uma média de 70% a 80% de ocupação nos hotéis.
Mesmo com caravanas (o popular bate-volta), muitas famílias e demais turistas optam em pernoitar e conhecer a cidade para além do evento esportivo. Por isso, para lá da paixão por um ou outro time, o setor celebra retorno do Furacão e Coxa à elite do futebol nacional.
“Turismo é uma ferramenta benéfica não só para a divulgação de um local, mas para o movimento financeiro no destino. O Paraná sempre se mostra apto a receber todos os públicos com boa hospedagem, gastronomia e atrativos que complementam uma viagem motivada pelo futebol, por exemplo”, diz Leonaldo Paranhos, secretário estadual do Turismo.
“Eu torço para o Athlético, mas sempre digo: quero que os três maiores times da Capital disputem competições como a Série A, porque o movimento que isso gera na rede hoteleira é gigante. Os esportes, como um todo, acarretam uma demanda para os hotéis, é importante fomentar atividades assim no Paraná”, disse Karla Sottomaior, vice-presidente do Seha.
SETORES EXCLUSIVOS – Juntos, o Estádio Couto Pereira e a Arena da Baixada têm setores exclusivos para torcidas visitantes (10% da capacidade total dos estádios). E boa parte desse espaço será ocupado por torcedores de outras cidades e até mesmo de outros estados, que virão a Curitiba acompanhar suas equipes contra a dupla Athletico e Coritiba.
“Quem participa ou acompanha uma competição também é turista, porque se hospeda, se alimenta e usa serviços locais. O Paraná possui destinos com potencial para receber diferentes modalidades esportivas, nacionais e internacionais, fortalecendo a imagem do Estado na recepção de atletas, equipes e público”, afirma Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo (Setu-PR).
Além dos hotéis, outros serviços, como o de transportes e entretenimento também são reforçados com eventos de futebol. Fabio Aguayo, presidente da Associação Brasileira de Bares, Restaurantes e Casas Noturnas (Abrabar), afirma que futebol beneficia outras regiões do Estado, além da capital. “Além da dupla Athletiba, podemos citar também clubes paranaenses, como o Londrina e o Operário de Ponta Grossa, que vão disputar em 2026 a Série B do campeonato nacional e receber muitos torcedores de outros times. Com isso, cresce a arrecadação do Paraná em ICMS e ISS, impactando a economia”, explicou.
GRANDES PROGRAMAÇÕES – O Turismo de Esportes, segundo o Ministério do Turismo (MTur), é definido por visitações motivadas pela prática, envolvimento ou observação de modalidades esportivas. A vertente também pode ser enquadrada dentro do segmento MICE. (Turismo de Negócios & Eventos), porque grandes programações envolvendo essas atividades atraem competidores e espectadores aos destinos.
Gislaine Queiroz, presidente do Curitiba Convention (organização responsável pela captação de eventos, shows e afins para a Capital), cita que o número de torcedores que se deslocam para acompanhar esportes é significativo. Segundo ela, isso também ajuda a chamar atenção de empresas e organizadoras de eventos, porque mostra a qualidade do Estado para realizar programações de grande porte.
“Cabe destacar que o calendário esportivo da Série A pode influenciar a ocupação dos estádios ao longo do ano. Com o aumento do número de jogos, é necessário um equilíbrio na gestão dos espaços, que também são usados para shows e eventos. Mesmo assim, o retorno dos clubes à elite do futebol nacional tende a gerar maior visibilidade para a cidade, impactando a cadeia produtiva local e mostrando como o Paraná tem espaços qualificados para a recepção de grandes públicos”, disse.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público do Paraná requer a suspensão da comercialização de lotes e a regularização integral de loteamento da década de 1990 em Quatro Barras
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Quatro Barras, na Região Metropolitana de Curitiba, ajuizou ação civil pública para garantir a regularização urbanística e ambiental integral do Loteamento Bosque Merhy. A ação pede, em caráter de urgência, a suspensão da venda de qualquer lote, bem como da cobrança e do recebimento de valores referentes a lotes eventualmente já comercializados, e busca a reparação de danos materiais e morais coletivos.
Áudio do Promotor de Justiça André Luiz de Araújo
São réus os dois loteadores do empreendimento e o Município de Quatro Barras, este último por suposta omissão no dever de fiscalizar. Registrado em 1995, com 133 lotes distribuídos em uma área de 561.076 m², o loteamento situa-se em região de manancial, integralmente inserida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Iraí.
Problemas históricos – De acordo com a investigação do MPPR, o loteamento nunca foi integralmente concluído. Segundo relatórios técnicos, os loteadores não implantaram a infraestrutura básica que lhes cabia. As redes de água e esgoto foram executadas tardia e parcialmente pela Sanepar; a energia elétrica e a iluminação pública foram implantadas, de forma gradual, pela Copel. Em ambos os casos, os custos foram repassados ao Município e aos próprios moradores. Permanecem pendentes a drenagem pluvial, a pavimentação e a abertura integral das vias projetadas. Há, ainda, indícios de que áreas que deveriam permanecer preservadas, como um lago e um bosque protegido, teriam sido repassadas ao Município no lugar de áreas úteis à população, para simular o cumprimento do percentual mínimo de áreas públicas.
O histórico do empreendimento também registra intervenções recentes objeto de autuação ambiental. Em 2020, a retomada de obras em Área de Preservação Permanente (APP) foi autuada e embargada pelo Instituto Água e Terra (IAT), inclusive por descumprimento de embargo que remontava a 2001, o que resultou em multa de R$ 200 mil. Mais recentemente, vistoria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, em maio de 2026, apontou indícios de nova supressão de vegetação em APP, em aparente descumprimento do embargo. A extensão exata e o volume dos danos ambientais ainda dependem de perícia judicial.
Pedidos urgentes – Diante da gravidade da situação, o Ministério Público formulou pedidos liminares, em caráter de urgência, requerendo ao Judiciário a imediata paralisação de qualquer obra e de qualquer supressão de vegetação na área, com o apoio da Polícia Militar Ambiental (Força Verde) na fiscalização. Também foram requeridas a indisponibilidade de bens dos loteadores, no valor mínimo de R$ 2 milhões, para assegurar as obras de regularização, o ressarcimento ao erário e a reparação dos adquirentes prejudicados, e a determinação para que o Município adote as medidas necessárias para fazer cessar e remover as irregularidades apontadas.
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos (FEID).
No julgamento do mérito, o MPPR requer a condenação dos réus à conclusão definitiva da infraestrutura do loteamento, à destinação correta das áreas públicas, à recuperação integral da área degradada, na extensão a ser apurada em perícia, mediante Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (PRAD), e ao pagamento das indenizações devidas. Os valores das indenizações por danos morais coletivos, se fixados, serão revertidos ao Fundo Estadual de Defesa dos Interesses Difusos.
Processo 0001353-95.2026.8.16.0211
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4249
Fonte: Ministério Público PR
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