Paraná
Retorno de Athletico e Coritiba à Série A do Brasileirão vai impactar o turismo do Paraná
Partidas e jogos de futebol se tornaram importantes indutores de turistas, aquecendo o setor e seus serviços no destino. Com os dois maiores times do Paraná, o Athlético Paranaense e o Coritiba, retornando à disputa da Série A do Campeonato Brasileiro em 2026, hotéis, bares, restaurantes e atrativos esperam impacto significativo no faturamento, graças à vinda de torcedores de outros clubes ao longo do próximo ano. E o campeonato começa já no dia 28 de janeiro.
Esporte favorito do País, o futebol mexe com a paixão da torcida, mas movimenta também as atividades relacionadas relacionadas ao turismo. Segundo dados do Sindicato Empresarial de Hospedagem e Alimentação (Seha), dias de jogos em Curitiba contra equipes de grandes torcidas geram um fluxo intenso de visitantes, atingindo uma média de 70% a 80% de ocupação nos hotéis.
Mesmo com caravanas (o popular bate-volta), muitas famílias e demais turistas optam em pernoitar e conhecer a cidade para além do evento esportivo. Por isso, para lá da paixão por um ou outro time, o setor celebra retorno do Furacão e Coxa à elite do futebol nacional.
“Turismo é uma ferramenta benéfica não só para a divulgação de um local, mas para o movimento financeiro no destino. O Paraná sempre se mostra apto a receber todos os públicos com boa hospedagem, gastronomia e atrativos que complementam uma viagem motivada pelo futebol, por exemplo”, diz Leonaldo Paranhos, secretário estadual do Turismo.
“Eu torço para o Athletico, mas sempre digo: quero que os três maiores times da Capital disputem competições como a Série A, porque o movimento que isso gera na rede hoteleira é gigante. Os esportes, como um todo, acarretam uma demanda para os hotéis, é importante fomentar atividades assim no Paraná”, diz Karla Sottomaior, vice-presidente do Seha.
SETORES EXCLUSIVOS – Juntos, o Estádio Couto Pereira e a Arena da Baixada têm setores exclusivos para torcidas visitantes (10% da capacidade total dos estádios). E boa parte desse espaço será ocupado por torcedores de outras cidades e até mesmo de outros estados, que virão a Curitiba acompanhar suas equipes contra a dupla Athletico e Coritiba.
“Quem participa ou acompanha uma competição também é turista, porque se hospeda, se alimenta e usa serviços locais. O Paraná possui destinos com potencial para receber diferentes modalidades esportivas, nacionais e internacionais, fortalecendo a imagem do Estado na recepção de atletas, equipes e público”, afirma Irapuan Cortes, diretor-presidente do Viaje Paraná – órgão de promoção vinculado à Secretaria do Turismo (Setu-PR).
GRANDES PROGRAMAÇÕES – O Turismo de Esportes, segundo o Ministério do Turismo (MTur), é definido por visitações motivadas pela prática, envolvimento ou observação de modalidades esportivas. A vertente também pode ser enquadrada dentro do segmento MICE (Turismo de Negócios & Eventos), porque grandes programações envolvendo essas atividades atraem competidores e espectadores aos destinos.
Gislaine Queiroz, presidente do Curitiba Convention (organização responsável pela captação de eventos, shows e afins para a Capital), cita que o número de torcedores que se deslocam para acompanhar esportes é significativo. Segundo ela, isso também ajuda a chamar atenção de empresas e organizadoras de eventos, porque mostra a qualidade do Estado para realizar programações de grande porte.
“Cabe destacar que o calendário esportivo da Série A pode influenciar a ocupação dos estádios ao longo do ano. Com o aumento do número de jogos, é necessário um equilíbrio na gestão dos espaços, que também são usados para shows e eventos. Mesmo assim, o retorno dos clubes à elite do futebol nacional tende a gerar maior visibilidade para a cidade, impactando a cadeia produtiva local e mostrando como o Paraná tem espaços qualificados para a recepção de grandes públicos”, afirma .
Fonte: Governo PR
Paraná
Simulado da Defesa Civil em Antonina treina população para situações de inundação
Os moradores do bairro Jagatá, em Antonina, no Litoral do Paraná, participaram neste sábado (23) de um simulado de desastre de inundação. A comunidade, com 23 residências onde vivem 53 pessoas, está localizada numa área de mangue, suscetível a variações de maré da baía localizada a poucos metros das casas de madeira.
O exercício foi realizado pela prefeitura com apoio do Estado, envolvendo cerca de 50 profissionais das Defesa Civil estadual e municipal, secretarias, Corpo de Bombeiros e voluntários da Rede Estadual de Emergência de Radioamadores (REER).
A ação é parte do trabalho da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil na preparação dos municípios para o enfrentamento de inundações, alagamentos e deslizamentos que podem ocorrer com a passagem do El Niño pelo Paraná, que deve ser de forte intensidade.
“Pudemos testar a capacidade que temos hoje para num evento de alagamento, como a gente pode acessar a comunidade. Entendemos na prática como funciona o plano de contingência, de que maneira as secretarias municipais atuam em conjunto e em caso de necessidade, como melhorar o atendimento à população”, avaliou o capitão Dhieyson Budernik, coordenador do 6º Núcleo de Atuação Regional da Defesa Civil Estadual.
A escolha do bairro foi definida a partir da peculiaridade deste ponto, como explica Sidnei Train, secretário municipal da Defesa Civil. “Fizemos um levantamento recente e havia poucas informações sobre este local. Já tivemos situações em que choveu muito e a maré estava alta, as pessoas ficaram ilhadas e não conseguiam sair. Identificamos a necessidade de priorizar a preparação desses moradores para futuras ocorrências”, destaca.
O exercício começou por volta das 9h30 com o acionamento das equipes dos bombeiros e da defesa civil e envolveu o suporte de uma ambulância para o treinamento de resgate a uma pessoa com dificuldade de locomoção. “Pudemos medir o tempo das equipes para se deslocar, acessar o local. Isso ajudou a conhecer o terreno e estarmos mais ambientados para poder dar uma resposta mais efetiva diante de um caso real”, detalha o tenente Alexandre de Moraes, comandante do Corpo de Bombeiros de Antonina.
Os moradores foram orientados a se reunir no início da rua principal, ponto de encontro previamente escolhido, onde dois ônibus garantiram o deslocamento para o abrigo mais próximo, na Escola Municipal Gil Feres. Na chegada, todos foram cadastrados e participaram de uma palestra com orientações básicas sobre como perceber sinais de mudança e adotar medidas de segurança antes do agravamento da situação.
GRATOS PELAS ORIENTAÇÕES – Trabalhador do porto, Carlos Alberto e a família vieram de Curitiba para morar no bairro. Nos seis anos que estão no local já presenciaram alagamentos, deslizamentos e temporais com destelhamento de casas. “Ficamos muito gratos em receber orientações sobre como proceder tanto para saber o que fazer quanto para poder auxiliar outras pessoas. Agora vamos poder ajudar no resgate e levar a pessoa num local que não alaga, além de ensinar para outros moradores também.
ÁGUAS DE MARÇO – Antonina foi um dos municípios mais afetados pelo maior desastre do Litoral em 2011, que ficou conhecido como Águas de Março. Na ocasião, o volume concentrado de chuva em poucos dias provocou inundações, alagamentos e deslizamentos. Ao todo, a tragédia atingiu 1.281 casas, destas, 287 foram evacuadas, deixou 1.160 pessoas desabrigadas e 8.172 desalojadas, afetando as redes de abastecimento de água e energia elétrica.
Fonte: Governo PR
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