Brasil
Renan Filho deixa Ministério dos Transportes após ciclo de avanços na infraestrutura; George Santoro assume a pasta
Com uma gestão pautada na atração de investimentos, retomada de obras e avanços na segurança viária, o ministro Renan Filho deixou o comando do Ministério dos Transportes nesta quarta-feira (1º), em razão da desincompatibilização exigida pela legislação eleitoral. Para dar continuidade às ações, o até então secretário-executivo da pasta, George André Palermo Santoro, assume o cargo.
“O Ministério dos Transportes tem um propósito claro e sabe fazer aquilo a que se propõe. Com as condições necessárias, entrega resultados. Possui memória institucional, equipe qualificada e servidores de carreira capazes e dedicados. Saio com a convicção de que o Ministério está preparado para enfrentar os desafios do Brasil e promover uma infraestrutura melhor”, declarou Renan Filho.
Ao assumir a liderança da pasta, George Santoro destacou o compromisso de dar continuidade às ações em andamento.
“Vamos manter a infraestrutura no centro da estratégia de desenvolvimento nacional. Não é retórica. É planejamento, execução e resultado. Estamos construindo estradas mais seguras, logística mais eficiente, economia mais competitiva e um futuro mais previsível para o Brasil. Agradeço a confiança dada a mim. É um desafio enorme e temos muito o que fazer”, disse o ministro recém-empossado, George Santoro.
A Secretaria-Executiva passa a ser ocupada por Bruno Praxedes, até então chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do ministério.
Retomada dos investimentos
A gestão de Renan Filho à frente do Ministério dos Transportes, iniciada em 1º de janeiro de 2023, marcou a retomada dos investimentos em infraestrutura no país. Com foco na recuperação da malha viária, na ampliação de investimentos públicos e privados e no planejamento de longo prazo, a pasta reposicionou o Brasil em uma trajetória de modernização logística.
Nos três últimos anos, o Brasil alcançou volume histórico de investimentos e concessões. Foram realizados 23 leilões rodoviários desde 2023, além de outros 12 previstos para 2026, que, ao todo, devem garantir a aplicação de aproximadamente R$ 400 bilhões nas rodovias brasileiras. O período também foi marcado pela retomada de projetos ferroviários, como a previsão de oito leilões em 2026, com R$ 140 bilhões em investimentos no segmento.
Outra referência nacional é o Programa de Otimização de Contratos, desenvolvido em parceria com o Tribunal de Contas da União (TCU). A iniciativa busca restabelecer o equilíbrio econômico-financeiro e a capacidade de investimento em BRs concedidas à iniciativa privada, por meio da repactuação de contratos considerados “estressados”, aqueles com desempenho insatisfatório e defasagens técnicas e financeiras que comprometem a execução de investimentos e a qualidade dos serviços. Em 2023, cerca de 70% das obras mais relevantes estavam paralisadas. Desde então, a pasta firmou nove acordos, destravando investimentos e viabilizando o recomeço desses empreendimentos.
Além dos avanços na infraestrutura física, a gestão ampliou o alcance de ações voltadas à mobilidade, à segurança viária e à inclusão social, com destaque para o Programa CNH do Brasil, que passou a integrar a agenda estratégica do Ministério. A iniciativa reforça a compreensão de que a política de transportes também se constrói a partir das pessoas, e com o programa, a primeira habilitação e a renovação ficaram mais acessíveis e menos burocráticas.
“Terminaremos o governo com R$ 400 bilhões contratados em quatro anos, uma média de R$ 100 bilhões por ano. Esse volume colocará o Brasil, no ciclo de 2026 a 2030, no maior patamar de investimentos em infraestrutura da sua história. A ideia é que a infraestrutura deixe de ser estreito e passe a ser um caminho largo por onde flui o desenvolvimento do país”, concluiu Renan Filho.
Continuidade e avanços
A chegada de Santoro ao cargo representa um movimento de continuidade dentro do Governo do Brasil, uma vez que ele participou diretamente da condução das principais ações da pasta nos últimos anos. Entre as iniciativas acompanhadas de perto pelo novo ministro estão o programa CNH do Brasil, a retomada de obras rodoviárias federais, a recuperação da malha viária, a execução de obras estruturantes e os leilões de concessões rodoviárias, que alcançaram recorde histórico.
No setor ferroviário, o então secretário-executivo atuou na criação da Secretaria Nacional de Transporte Ferroviário (SNTF) e no lançamento da Política Nacional de Outorgas Ferroviárias, além de outras iniciativas voltadas à expansão da malha e à atração de investimentos.
Na véspera da posse, durante reunião ministerial realizada na terça-feira (31), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as mudanças foram planejadas para garantir a continuidade da gestão. “Tomei a decisão de não colocar ministro novo. Temos uma máquina funcionando, e nenhum ministério vai começar tudo outra vez. A obrigação de quem permanece é concluir e fazer com que a máquina funcione sem qualquer paralisia”, declarou.
Novo ministro
Servidor de carreira como auditor de controle externo do Tribunal de Contas do município do Rio de Janeiro, George Santoro é advogado, contador e mestre em Contabilidade e Administração pela Fucape Business School.
Possui especializações em Economia Empresarial pela Universidade Candido Mendes, em Administração Pública pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e em Direito do Trabalho e Previdenciário.
No setor público, esteve à frente da Secretaria da Fazenda de Alagoas por oito anos e também atuou como subsecretário de Política Fiscal e de Receita do Estado do Rio de Janeiro.
Ao longo da carreira, liderou ações decisivas nas áreas fiscal e de infraestrutura, com ênfase em iniciativas de concessões e reequilíbrio de contas públicas.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério dos Transportes
Fonte: Ministério dos Transportes
Brasil
Guias reúnem orientações para uso e gestão de equipamentos nas unidades básicas de saúde
Equipamentos como ultrassons portáteis, balanças digitais, desfibriladores externos automáticos (DEA) e aparelhos de raios X portátil ajudam no diagnóstico e acompanhamento dos usuários nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para que esses recursos sejam utilizados de forma segura dois novos guias técnicos reúnem orientações direcionadas tanto aos profissionais que utilizam esses equipamentos quanto aos gestores responsáveis pela organização dos serviços.
As publicações foram organizadas em duas versões complementares. A primeira, o Guia Prático: equipamentos clínicos e gerais – versão profissional é destinada aos profissionais da atenção primária e apresenta instruções detalhadas sobre indicação clínica, formas de utilização, cuidados de conservação e registro das informações no Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC e-SUS APS). A segunda, o Guia Prático : equipamentos clínicos e gerais – versão gestão, reúne orientações para administradores municipais e coordenadores de unidades de saúde sobre recebimento, instalação, manutenção, cadastro e monitoramento dos equipamentos ao longo de sua vida útil.
A proposta dos materiais é apoiar a organização do trabalho nas equipes e contribuir para que as tecnologias disponíveis nas unidades sejam incorporadas à rotina assistencial.
Foram previstos 170 mil equipamentos, organizados em 10 mil combos destinados a 10 mil Unidades Básicas de Saúde (UBS). A composição dos equipamentos considera informações do Censo Nacional das UBS, realizado em 2024, que mapeou a capacidade instalada, os serviços ofertados e as condições de funcionamento das unidades.
Orientações para quem está na assistência
O guia voltado aos profissionais reúne recomendações para equipamentos utilizados no cotidiano da APS. Cada capítulo apresenta a finalidade do equipamento, as situações em que seu uso é indicado, orientações para posicionamento do paciente, medidas de segurança, formas corretas de registro no prontuário eletrônico e procedimentos de limpeza e conservação.
Um exemplo é o aparelho de raios X portátil, indicado especialmente para atendimentos domiciliares, instituições de longa permanência e localidades remotas ou de difícil acesso. O documento orienta que sua utilização seja restrita a profissionais habilitados, observando medidas de proteção radiológica e registrando todas as solicitações e exames realizados no prontuário eletrônico.
Gestão vai além da entrega dos equipamentos
A publicação destinada aos gestores dá recomendações para que as equipes verifiquem previamente as condições da infraestrutura física da unidade para recebimento dos equipamentos. Também orienta a definição de responsáveis pelo patrimônio, pela manutenção, pela infraestrutura tecnológica e pelo uso clínico dos aparelhos.
Outro aspecto abordado é a necessidade de incorporação patrimonial, cadastramento dos equipamentos nos sistemas oficiais, como o Sistema de Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, elaboração de protocolos locais de utilização, planejamento da manutenção preventiva e realização de treinamentos periódicos para as equipes. Segundo o guia, essas medidas ajudam a reduzir os períodos de ociosidade dos equipamentos, evitar interrupções nos atendimentos e prolongar a vida útil das tecnologias incorporadas às UBS.
Tenha acesso aos materiais:
Thaís Rodrigues
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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