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Paraná

Regulamentação do Parque Escola fortalece educação ambiental nas Unidades de Conservação

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O Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), publicou nesta terça-feira (30) a Portaria nº 459/2026,  que institui e regulamenta o Projeto Parque Escola no Paraná. A norma estabelece diretrizes para a educação ambiental nas Unidades de Conservação (UCs) estaduais.

A regulamentação reconhece as UCs como espaços de educação não formal e estabelece normas para o atendimento de estudantes da rede pública em áreas protegidas administradas pelo IAT. A iniciativa também define as atribuições dos órgãos envolvidos, padroniza procedimentos e consolida a política permanente de educação ambiental no Paraná.

Segundo o diretor do Patrimônio Natural do IAT, Rafael Andreguetto, o Parque Escola tem uma trajetória consolidada na estrutura de meio ambiente do Estado e representa uma estratégia fundamental para fortalecer a educação ambiental na prática.

“O Parque Escola nasceu para aproximar estudantes das Unidades de Conservação e transformar esses espaços em salas de aula ao ar livre. As crianças aprendem ciências, geografia, história e conservação ambiental em contato com a fauna, a flora e os ecossistemas paranaenses”, disse Andreguetto. “Agora, o programa está totalmente atualizado para a realidade de 2026 e fortalece a parceria entre a Secretaria do Desenvolvimento Sustentável, o Instituto Água e Terra, a Secretaria de Estado da Educação e as redes municipal e estadual de ensino”, acrescentou o diretor.

Ainda segundo Andreguetto, a iniciativa permite aos estudantes compreenderem a importância das áreas protegidas para a conservação da biodiversidade e para o desenvolvimento sustentável do Paraná.

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CAPACITAÇÃO E IMPLEMENTAÇÃO – A implantação do projeto entra agora na fase de capacitação das equipes. Cerca de 100 profissionais participarão do treinamento, entre chefes de Unidades de Conservação, coordenadores de viveiros florestais e pontos focais de educação ambiental dos 21 escritórios regionais do IAT. A preparação vai padronizar o atendimento às escolas, respeitando as características de cada unidade de conservação. A expectativa é abrir os agendamentos entre o fim de agosto e o início de outubro.

Para a chefe do Núcleo de Educação Ambiental (NEA) do IAT, Ana Letícia Aniceto Lowen, a regulamentação representa um passo importante para fortalecer a educação ambiental e recuperar a conexão das novas gerações com os ambientes naturais. “A regulamentação do Parque Escola significa a formalização e o fortalecimento da educação ambiental nas áreas protegidas do Paraná. Nosso objetivo é aproximar crianças e jovens da natureza para que compreendam a importância das Unidades de Conservação e desenvolvam um sentimento de pertencimento”, disse.

Ana Letícia lembra que a expansão dos centros urbanos reduziu o contato das crianças com os ambientes naturais, o que torna ainda mais importante a oferta de experiências educativas nas áreas protegidas. “Crianças que recebem educação ambiental de qualidade tornam-se adultos mais conscientes sobre seus impactos e mais comprometidos com a preservação do patrimônio natural”.

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ESTRUTURA ESTADUAL – Nesta primeira etapa, o Projeto Parque Escola será desenvolvido em nove parques estaduais, oito viveiros florestais, no Aquário de Paranaguá, no Jardim Botânico de Londrina e no Monumento Natural Salto São João. A implantação ocorrerá de forma gradativa, conforme a capacidade operacional de cada unidade, até alcançar toda a estrutura prevista pelo projeto.

A portaria também estabelece critérios para o agendamento das visitas, protocolos de segurança, contratação de seguro para os estudantes, produção de materiais pedagógicos, capacitação continuada das equipes e mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação.

Entre os materiais previstos estão a Cartilha do Educador Ambiental, o Passaporte das Unidades de Conservação e o Certificado Guardião da Biodiversidade. O regulamento ainda prevê visitas para estudantes da rede pública, do 5º ano do Ensino Fundamental ao Ensino Médio, materiais de apoio aos educadores e ações permanentes de formação para gestores e servidores do IAT, consolidando as unidades de conservação como espaços de aprendizagem e sensibilização ambiental.

HOMENAGEM – O Projeto Parque Escola foi idealizado pelo servidor Harvey Frederico Schlenker, falecido no início deste ano, em conjunto com outros técnicos do antigo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).

Fonte: Governo PR

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Paraná

Com aporte de R$ 1,8 bilhão, Paraná consolida maior rede regionalizada de saúde do País

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A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) colocou fim a um gargalo histórico do Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado: a necessidade de pacientes do Interior viajarem centenas de quilômetros em busca de socorro ou consultas. Impulsionada por um investimento de R$ 1,8 bilhão desde 2019, a gestão estadual alcançou a marca de 1,6 mil obras viabilizadas nos últimos anos, consolidando uma forte rede regionalizada em que a infraestrutura física se transformou em atendimento humanizado e especializado perto da casa dos paranaenses.

O planejamento foi estruturado justamente para combater o deslocamento dos pacientes. No modelo antigo, moradores do Interior ou de cidades de pequeno porte precisavam viajar por horas para passar por consultas com especialistas ou realizar exames de alta complexidade. Hoje, os investimentos criaram cinturões de atendimento regional, transformando os recursos públicos em serviços práticos na ponta.

Para o secretário de Estado da Saúde, César Neves, esse marco consolida um modelo de gestão eficiente, baseado no lema de que as obras precisam ter um propósito humano.

“Temos a convicção de que parede não cura ninguém, o que cura é o acolhimento, o médico, a estrutura funcionando”, afirmou o secretário. “Por isso, cada tijolo colocado nessas mais de 1,6 mil obras foi planejado sob a ótica da regionalização e da resolutividade. O Paraná hoje não constrói vazios urbanos, nós entregamos obras que se transformaram em atendimento humanizado e de qualidade perto de onde as pessoas vivem”, acrescenta Cesar Neves.

DESCENTRALIZAÇÃO – Entre os principais símbolos dessa transformação estão os Ambulatórios Médicos de Especialidades (AMEs). O Estado estruturou 24 novas unidades para cobrir todas as regiões, unificando consultas especializadas e exames de diagnóstico em um só lugar. Exemplos recentes incluem o AME de Ivaiporã (Vale do Ivaí), com investimentos de R$ 15,3 milhões, o AME de Irati (Centro-Sul), e o de São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba), que recebeu R$ 31,8 milhões. Ponta Grossa (Campos Gerais) inovou ainda mais ao inaugurar o primeiro AME universitário do Brasil.

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Na retaguarda da urgência e emergência, os Pronto Atendimentos Municipais (PAMs) e as Unidades Mistas de Saúde (UMS) redesenharam o socorro imediato 24 horas. Cidades como Astorga, Bela Vista do Paraíso e Maria Helena ganharam estruturas modernas para procedimentos de baixa e média complexidade, evitando que casos mais simples sobrecarreguem os grandes hospitais de referência.

Somente para a implantação dos PAMs padrão da Sesa, o volume de recursos chega a R$ 284,5 milhões, garantindo socorro rápido e estabilização de pacientes diretamente nos municípios.

MATERNO-INFANTIL – Outra frente que recebeu atenção prioritária e sensibilidade da gestão estadual foi a linha de atenção materno-infantil. Com um aporte expressivo de R$ 280,1 milhões dedicados exclusivamente à construção, ampliação e modernização de maternidades, o Governo do Estado trabalha para que o nascimento dos novos paranaenses ocorra com a máxima segurança, dignidade e conforto, sem que as gestantes precisem encarar longas viagens na hora do parto.

Um dos grandes marcos desse planejamento é a nova maternidade de Rio Branco do Sul, na Região Metropolitana de Curitiba. Com mais de 3 mil metros quadrados de área construída, a estrutura funciona como um hospital completo de retaguarda, oferecendo pronto atendimento clínico 24 horas, centro cirúrgico para procedimentos obstétricos e dezenas de leitos modernos de enfermaria adulta e pediátrica.

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Além disso, o Estado levou novas alas maternas a municípios de diferentes perfis, como o anúncio e planejamento da nova maternidade de Sengés, integrando o atendimento do pré-natal de alto risco ao momento do parto em um fluxo humanizado e integrado regionalmente.

PLANEJAMENTO INTREGADO – Todo esse conjunto de investimentos na saúde, que inclui também mais de 100 grandes obras de ampliação hospitalar, novas alas cirúrgicas e o fortalecimento constante da assistência básica, é coordenado de forma técnica pela Diretoria de Obras para a Saúde da Sesa. O foco desde o início foi destravar projetos que estavam paralisados há anos e garantir suporte técnico direto para as prefeituras.

A diretora de Obras da pasta, Marianna do Rocio Cardoso, diz que o diferencial de engenharia do Estado está no diálogo constante com as equipes locais, garantindo que as estruturas correspondam as necessidades de cada cidade.

Segundo ela, o envolvimento dos gestores municipais é fundamental porque são eles que conhecem a realidade na ponta de cada cidade. “Por isso, procuramos manter um diálogo aberto para que os investimentos atendam às necessidades específicas e os recursos sejam bem aplicados”, afirma Marianna. “Essa parceria estreita e contínua com os gestores locais é o que assegura que cada região receba exatamente a estrutura necessária para o seu perfil demográfico, consolidando uma rede paranaense forte, integrada e focada no bem-estar social das famílias”.

Fonte: Governo PR

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