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Curso de Medicina da Unicentro é o 6º melhor do Brasil em avaliação nacional

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A Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) tem o Curso de Medicina mais bem avaliado da Região Sul e o sexto do Brasil, segundo o resultado da primeira edição do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica ( Enamed ), divulgado nesta segunda-feira (19) pelo Ministério da Educação (MEC). O resultado posiciona a instituição no seleto grupo de 49 cursos, dentre os 351 avaliados nacionalmente, que alcançaram o conceito máximo (5) da prova, aplicada para 89.024 estudantes de último ano e profissionais recém-formados.

O Enamed é uma nova modalidade de avaliação, exclusiva para a área da Medicina, que passa a ser realizado anualmente, unificando a base do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade). O conceito 5 obtido pela Unicentro, com 97,5% dos concluintes acima da proficiência, significa que os participantes demonstraram um nível excepcional em aspectos essenciais da formação, como competências clínicas, conhecimentos teóricos, capacidade de tomada de decisão e compreensão de princípios éticos e de saúde pública.

As universidades estaduais de Ponta Grossa (UEPG) e de Maringá (UEM) também alcançaram o conceito 5, com 92,5% e 90% dos concluintes acima do nível mínimo exigido, respectivamente, o que atesta a alta qualidade dessa graduação no Sistema Estadual de
Ensino Superior do Paraná.

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Os cursos de Medicina das universidades estaduais de Londrina (UEL) e do Oeste do Paraná (Unioeste) alcançaram o conceito 4. O índice correspondentes foram de 85,4% na UEL. Na Unioeste o índice foi de 89,1% em Cascavel e 83,3% em Francisco Beltrão.

Segundo o professor Abrão José Melhem Júnior, coordenador do Curso de Medicina da Unicentro, o desempenho reflete a qualidade do projeto pedagógico adotado pela instituição. “O resultado confirma a excelência da formação técnica e humana que oferecemos desde o primeiro ano, com ênfase no raciocínio clínico e na prática simulada. Este conceito máximo atesta que o investimento em metodologias inovadoras está contribuindo para a formação de médicos altamente qualificados”, afirma o docente.

REDE ESTADUAL – A rede estadual de ensino superior do Paraná conta com seis cursos de Medicina, somando 302 vagas anuais, com oferta pela UEL (80), UEM (40), UEPG (50), Unioeste (92) e Unicentro (40). Em dezembro do ano passado, o governador Carlos Massa Ratinho Júnior anunciou a implementação do curso de Medicina da Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) com 40 vagas anuais, no câmpus de Cornélio Procópio, no Norte Pioneiro.

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As atividades da primeira turma estão previstas para começar em 2026. Entre os cursos já em pleno funcionamento, o mais novo é o da Unicentro, ofertado em Guarapuava, no Centro-Sul do Paraná, cuja primeira turma teve início em 2019 e concluiu a graduação no ano passado.

A estrutura das instituições estaduais de ensino superior são reforçadas por hospitais universitários, que funcionam como centros de formação prática e atendimento de alta complexidade, incluindo o Hospital Regional Centro-Oeste (HRCO), utilizado como hospital-escola para os estudantes de Medicina da Unicentro.

RESIDÊNCIA MÉDICA – A primeira edição do Enamed estabelece um novo marco na formação médica no Brasil, pois o exame está integrado ao Exame Nacional de Residência (Enare), para o ingresso em programas de residência médica e multiprofissional em saúde.

A nota individual dos participantes contribui como critério de seleção para o acesso às vagas ofertadas pelos hospitais universitários federais e por instituições de saúde públicas e privadas de todo o País, que aderiram ao Enare.

Fonte: Governo PR

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Colégio agrícola do Paraná investiga aliança produtiva entre apicultura e plantação de soja

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Sustentabilidade, inovação e aprendizado prático no campo caminham juntos na rede estadual de ensino do Paraná. No Centro Estadual de Educação Profissional (Ceep) Assis Brasil, em Clevelândia, no Sudoeste do Estado, um projeto inovador que une a apicultura ao cultivo de soja tem demonstrado como a presença das abelhas pode contribuir para o aumento da produtividade agrícola. A iniciativa ocorre em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

O projeto ajuda a desmistificar a ideia de que a cultura da soja prejudica as abelhas. No colégio, os estudantes acompanharam todas as etapas do processo produtivo e observaram, na prática, os benefícios da polinização para a lavoura.

Durante o desenvolvimento das atividades, os alunos têm contato com tecnologias utilizadas atualmente no campo, como GPS agrícola, pulverização de alta precisão, aplicação de microrganismos no sulco de plantio e drones de pulverização, ferramentas que ampliam a eficiência produtiva e reduzem perdas na lavoura.

Segundo o estudante José Augusto Kossler, 17 anos, o projeto ampliou sua visão sobre a agricultura moderna e sustentável. “Foi uma experiência muito importante, porque nos mostrou na prática que é possível produzir com qualidade e, ao mesmo tempo, preservar o meio ambiente. Participar do projeto me fez perceber como a tecnologia vem contribuindo cada vez mais no campo, auxiliando no manejo, melhorando a produtividade e tornando a produção mais sustentável”, afirmou.

Para o aluno Gustavo Paholski Prestes, 18 anos, a iniciativa também trouxe aprendizado técnico e consciência ambiental. “É uma experiência muito enriquecedora, pois mostra que é possível produzir de forma eficiente e ao mesmo tempo preservar o meio ambiente, utilizando práticas sustentáveis e inovação tecnológica. O projeto agregou muito conhecimento prático, melhor compreensão das tecnologias agrícolas e maior preparo para atuar no mercado de trabalho”, destacou.

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“O ensino técnico precisa estar conectado às novas tecnologias e às práticas sustentáveis que já fazem parte do agronegócio moderno. Projetos como esse mostram como os estudantes da rede estadual estão preparados para inovar, produzir conhecimento e contribuir para o desenvolvimento do Paraná”, afirma o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda.

FORMAÇÃO E CONSCIENTIZAÇÃO – Conforme o diretor auxiliar do Ceep Assis Brasil, Raphael Stedille Pontes, a proposta fortalece a formação dos estudantes e amplia a conscientização ambiental. “O projeto permite que os alunos compreendam, na prática, a importância das abelhas para a produção de alimentos e para o equilíbrio ambiental. É uma experiência que une inovação, sustentabilidade e formação profissional de qualidade”, disse.

O desempenho e a produtividade da instituição garantiu a participação do colégio em torneios agrícolas nacionais de produção de soja, como o Cesb Brasil. O Ceep Assis Brasil e a Cooperativa Escola (Coopeab) também ficaram entre os quinze principais classificados no Torneio da Tradição Cooperativa, alcançando produção estimada em 246 sacas por alqueire.

No âmbito científico, o IDR-Paraná acompanha estudos de campo nessa área. De acordo com a Embrapa Soja, a flor de soja contém néctar de qualidade, com açúcares e outras substâncias que as abelhas precisam para o seu desenvolvimento. Uma planta de soja possui 50 ou mais flores, dependendo da cultivar, do solo e do clima. Isso significa mais de 12 milhões de flores por hectare. Os apicultores que colocam seus apiários perto de lavouras colhem até 50 kg de mel por colmeia. Isto é mais do que o dobro da média brasileira.

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Para integrar a criação de abelhas à soja, os agricultores e apicultores precisam seguir boas práticas agrícolas e apícolas. Devem ser observadas as orientações do Manejo Integrado de Pragas da soja e as recomendações da tecnologia de aplicação, para evitar impacto negativo sobre as abelhas, criadas ou silvestres. Sempre que houver um apiário próximo às lavouras sujeitas a pulverização agrícola, deve-se estabelecer um amplo canal de comunicação entre as atividades, a fim de evitar riscos para ambos, e garantir a produção de mel.

RECONHECIMENTO E CELEBRAÇÃO – O projeto desenvolvido no colégio ganha ainda mais relevância no Dia Mundial da Abelha, celebrado nesta quarta-feira (20). A data, instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU), busca conscientizar sobre o papel fundamental dos polinizadores para a segurança alimentar, a preservação da biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas.

Atualmente, cerca de 70% das culturas agrícolas mundiais dependem diretamente da polinização realizada por esses insetos. Entre as principais ameaças às abelhas estão o uso indiscriminado de pesticidas, a perda de habitat e as mudanças climáticas.

Fonte: Governo PR

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