Paraná
Região Metropolitana de Curitiba recebe 100 ônibus para renovação da frota do transporte coletivo
Os passageiros que utilizam o transporte coletivo na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) terão mais conforto e segurança no deslocamento. O governador Carlos Massa Ratinho Junior formalizou nesta segunda-feira (3) a entrega de 100 novos ônibus para renovação de parte da frota administrada pela Agência de Assuntos Metropolitanos (Amep). Os veículos foram adquiridos pelas empresas operadoras do sistema metropolitano, com investimento de R$ 64,7 milhões.
Ratinho Junior destacou que a renovação da frota faz parte de uma série de melhorias no transporte público metropolitano, que inclui a construção dos terminais de São José dos Pinhais e Piraquara e obras de infraestrutura para dar mais agilidade no deslocamento.
“Essa entrega faz parte de um planejamento estratégico para melhorar o transporte público para a Região Metropolitana, para levar mais conforto aos trabalhadores e a todos os passageiros que fazem diariamente o trajeto entre as cidades vizinhas e a nossa Capital”, disse o governador.
Os novos ônibus possuem tecnologia Euro 5, com menor emissão de poluentes, e contam com elevador para pessoas com deficiência. Entre os veículos, 10 são multimodais, modelo exclusivo desenvolvido para a Amep, com portas dos dois lados, para o embarque e desembarque tanto nas plataformas das estações tubo e dos terminais como nos pontos de ônibus comuns. Outros 10 são do modelo articulado e 80 são convencionais.
“O modelo multimodal foi desenvolvido a pedido da equipe técnica da Amep, para que possa ser operado em todas as linhas que atendem o sistema de transporte metropolitano. Isso dará mais eficiência à operação, beneficiando tanto os usuários como o próprio sistema”, explicou o diretor-presidente da Amep, Gilson Santos.
Os veículos vão atender 13 dos 19 municípios que formam a Rede Integrada de Transporte (RIT) e equivalem a cerca de 12% da frota atual. Eles serão destinados aos municípios de Araucária, Almirante Tamandaré, Itaperuçu, Rio Branco do Sul, Colombo, Fazenda Rio Grande, Campina Grande do Sul, Quatro Barras, Mandirituba, Quitandinha, Campo Largo, Piraquara e Pinhais.
O secretário estadual das Cidades, Eduardo Pimentel, disse que a renovação da frota faz parte do contrato do governo com as empresas e não vai impactar na tarifa. “Eles começam a rodar imediatamente e vão trazer mais comodidade aos usuários que utilizam esse serviço diariamente”, afirmou. “Há uma substituição gradual dos ônibus que atendem o transporte metropolitano, recolocando na frota veículos novos e mais modernos. Nossa responsabilidade é manter a qualidade dos veículos que rodam na RMC”, acrescentou.
A RIT conta atualmente com 206 linhas e atende uma média 10 milhões de passageiros por mês. Os ônibus foram adquiridos pelas empresas Araucária TC, Viação do Sul, Viação Tamandaré, Viação Antonina, Viação Colombo, Santo Ângelo, Viação Nobel, Viação Castelo Branco, Empresa de Ônibus Campo Largo, Viação Piraquara e Expresso Azul.
PRESENÇAS – Acompanharam a entrega o vice-governador Darci Piana; os secretários estaduais do Planejamento, Guto Silva; e da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros; os deputados estaduais Márcia Huçulak, Gilberto Ribeiro e Tito Barrichello.
Fonte: Governo PR
Paraná
IAT faz dispersão de 700 mil sementes de palmito-juçara para restaurar a Mata Atlântica
O Instituto Água e Terra (IAT) promoveu nesta quarta-feira (3) uma ação de restauração ambiental da Mata Atlântica por meio da dispersão aérea de 700 mil sementes de palmeira-juçara (Euterpe edulis) em diferentes pontos do Litoral do Paraná. A ação, coordenada pelo Centro de Operações Aéreas do órgão ambiental (COA-IAT), ocorreu em quatro Unidades de Conservação de Proteção Integral: Parque Estadual do Rio da Onça (Matinhos), Estação Ecológica de Guaraguaçu (Paranaguá), Parque Estadual do Boguaçu (Guaratuba) e Parque Estadual Pico do Marumbi (Morretes, Piraquara e Quatro Barras).
As sementes são oriundas de coletas próprias do IAT e doações realizadas por parceiros como o Instituto de Estudos Ambientais Mater Natura, o Instituto Juçara de Agroecologia e a Associação de Produtores Orgânicos de Quedas do Iguaçu Produzindo Vida (APOQI). A iniciativa contou também com o apoio do Distrito 4730 do Rotary Club.
“Essas áreas foram escolhidas pelos gestores das Unidades de Conservação em coordenadas onde foram registrados crimes ambientais, incluindo a extração ilegal da planta. Não é um lançamento aleatório, ele será monitorado posteriormente para verificar a eficácia da ação”, explica o diretor-presidente do IAT, José Volnei Bisognin.
Além de contribuir para a conservação e valorização da planta, considerada uma espécie ameaçada por causa da extração ilegal, a iniciativa tem um propósito educativo, procurando sensibilizar a população para importância ecológica da Mata Atlântica e da conservação das espécies nativas.
“Queremos que as pessoas entendam a importância da preservação dessa espécie, que é fundamental para o ecossistema da Mata Atlântica. Nós temos 19 viveiros espalhados pelo Estado que podem fornecer mudas para a população. Queremos cada vez mais que as pessoas colaborem com o plantio em suas casas para contribuir com a melhoria da qualidade ambiental do Estado”, destaca Bisognin.
“É uma ação que planejamos executar novamente no futuro, uma iniciativa importante para a regeneração do meio ambiente que precisa ser repetida sempre”, complementa o chefe da regional do IAT no Litoral, Altamir Hacke.
CARACTERÍSTICAS – A palmeira Juçara (Euterpe edulis Martius) é típica da Floresta Atlântica do Brasil e áreas subjacentes. Ocorre desde o estado do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul. Como produtos da planta, além de frutos, dos quais se extrai uma saborosa polpa, está o famoso palmito-juçara, exaustivamente explorado. Devido ao extrativismo predatório de seu palmito, passou a ser considerada oficialmente uma espécie em risco de extinção.
Os frutos planta são muito consumidos por dezenas de espécies de aves e de mamíferos. Tucanos, jacutingas, jacus, sábias e arapongas são os principais dispersores das sementes. Já as cutias, antas, catetos e esquilos, entre outros animais, se alimentam das suas sementes e frutos.
“Buscamos com essa iniciativa o ressurgimento do palmito-juçara no Litoral do Paraná. Isso sim é pensar no meio ambiente, uma visão de futuro para a Mata Atlântica”, diz o governador do Distrito 4730 do Rotary, Marcelo Passos.
A germinação da semente do palmito-juçara é lenta e heterogênea. Por ser uma espécie plenamente adaptada a condições de sub-bosque (vegetação de baixa estatura que cresce em nível abaixo da floresta), forma com facilidade um denso banco de sementes, ficando no aguardo de condições favoráveis de luz e umidade para seu crescimento.
A juçara atinge uma altura de 10 metros a 20 metros e demora por volta de seis anos para chegar ao estágio reprodutivo. Tendo em vista essas características, a dispersão aérea de sementes é uma alternativa viável para intensificar a presença dessa árvore nos remanescentes de Mata Atlântica do Litoral paranaense.
Fonte: Governo PR
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