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Reforma Tributária avança no agro: Comitê Gestor redefine emissão de nota fiscal eletrônica

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Comitê Gestor do IBS inicia operações e marca fase decisiva da Reforma

O Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) iniciou oficialmente suas atividades em 9 de fevereiro de 2026, marcando uma etapa concreta na implementação da Reforma Tributária. A medida representa um alerta imediato ao produtor rural: a nota fiscal eletrônica passa a ser o principal instrumento para validação, rastreio e divisão dos créditos tributários no novo sistema.

O lançamento da segunda edição atualizada do Guia de Orientações para Impactos Administrativos da Reforma Tributária reforça o papel central da nota fiscal, detalhando competências, responsabilidades e diretrizes operacionais para a transição prevista em 2026.

Nota fiscal eletrônica como eixo central da nova tributação

Para a Lastro Soluções Tributárias para o Agro, especializada há 20 anos em organização e planejamento tributário rural, a movimentação do Comitê indica que a Reforma deixou a fase de discussões e entrou na fase operacional.

“Não se trata mais de discutir conceitos: o sistema está sendo colocado para rodar. A nota fiscal eletrônica sustenta apuração, compensação e divisão dos créditos do IBS”, afirma Viviane Morales, sócia proprietária e diretora administrativa da Lastro.

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A especialista destaca que a nova cartilha do Comitê deixa claro que não haverá improviso fiscal. Dados informados neste momento servirão de base para consolidar o novo sistema. “Quem errar agora e não corrigir, vai sentir os efeitos amanhã”, alerta Morales.

Período de ajustes é técnico, mas exige atenção

Embora não haja aplicação imediata de penalidades pela falta de registro dos campos de IBS e CBS nas notas fiscais, o preenchimento correto é essencial. Morales reforça que o período atual não é um adiamento da obrigação, mas sim uma fase técnica para:

  • Ajustar sistemas;
  • Revisar cadastros;
  • Aprender a emitir corretamente a nota fiscal no novo padrão.

Após esse período, os erros passam a ser oneroso para o produtor, deixando de ser apenas pedagógicos.

Rotina fiscal do agro será impactada

Segundo Gustavo Venâncio, diretor comercial e de marketing da Lastro, o Comitê Gestor envia um recado direto ao setor: a transição será rigorosamente acompanhada, com foco em dados, tecnologia e padronização.

“Não é só a carga tributária que muda, mas a rotina do produtor. Quem não atualizar sistemas, organizar a emissão fiscal e contar com orientação técnica adequada corre risco de perder créditos e comprometer margem”, alerta Venâncio.

2026 será um ano de implementação e controle

A atuação mais ativa do Comitê Gestor e a publicação de orientações administrativas atualizadas indicam que 2026 não será apenas de preparação. Segundo a Lastro, produtores que se antecipam, testam processos e ajustam a emissão da nota fiscal eletrônica entram no novo sistema com maior controle e previsibilidade.

“Na Reforma Tributária, o detalhe faz diferença. E esse detalhe atende pelo nome de nota fiscal eletrônica”, conclui Gustavo Venâncio.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de arroz segue travado em abril, com preços firmes e baixa liquidez no Brasil

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A primeira quinzena de abril consolidou um cenário de baixa liquidez no mercado de arroz, marcado pelo desalinhamento entre a oferta potencial e a disponibilidade efetiva do produto. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, a formação de preços segue descolada do fluxo de negociações.

De acordo com ele, o comportamento do produtor tem sido determinante nesse contexto. A retenção estratégica dos estoques, motivada por margens abaixo do custo de produção, limita a oferta no mercado e reduz o volume de negócios.

Intervalo de preços indica estabilidade artificial no mercado

Durante o período, as cotações oscilaram dentro de uma faixa entre R$ 61 e R$ 68 por saca de 50 quilos, configurando um piso no curto prazo. No entanto, essa estabilidade não reflete um mercado ativo.

Segundo o analista, trata-se de uma estabilidade artificial, com preços ofertados, mas sem efetivação de negociações, em um ambiente de baixa profundidade no mercado spot.

Indústria compra apenas para reposição imediata

Do lado da demanda, a indústria manteve uma postura cautelosa, realizando aquisições pontuais e voltadas exclusivamente à reposição de curto prazo. Esse comportamento reforça o cenário de poucos negócios e contribui para a manutenção do mercado travado.

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Exportações perdem competitividade com queda do dólar

No mercado externo, a competitividade do arroz brasileiro apresentou deterioração significativa ao longo da quinzena. O principal fator foi a valorização do real frente ao dólar, com a moeda norte-americana operando abaixo de R$ 5,00.

Esse movimento reduziu as margens de exportação (FOB), tornando inviável a participação do Brasil em mercados internacionais. Como consequência, o país atingiu paridade com os Estados Unidos, eliminando o diferencial competitivo necessário para exportações nas Américas.

Queda na demanda externa reduz ritmo de embarques

Após um início de ano com volumes expressivos, superiores a 600 mil toneladas no trimestre, o mercado registrou desaceleração nas exportações. A redução da atratividade do produto brasileiro resultou em retração da demanda internacional.

Com isso, as exportações deixaram de cumprir o papel de escoamento da produção, ampliando a pressão sobre o mercado interno.

Entrada da nova safra amplia oferta e pressiona dinâmica do mercado

O período também foi marcado pela transição entre o fim da entressafra e a chegada da nova safra, com avanço da colheita e consolidação de uma produção volumosa, com boa produtividade.

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Esse aumento na oferta potencial, somado à retração das exportações e à baixa liquidez interna, reforça o cenário de desequilíbrio entre produção e comercialização.

Cotação do arroz registra leve alta na semana, mas segue abaixo de 2025

No Rio Grande do Sul, principal estado produtor, a média da saca de 50 quilos (58% a 62% de grãos inteiros, pagamento à vista) foi cotada a R$ 63,14 na quinta-feira (16), registrando alta de 0,77% em relação à semana anterior.

Na comparação mensal, o avanço foi de 7,12%. No entanto, em relação ao mesmo período de 2025, o preço ainda acumula queda de 18,14%, evidenciando o cenário desafiador para o setor orizícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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