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Agro

Recursos das Cédulas de Produto Rural crescem 31% entre julho e outubro de 2025

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Os dados da edição do Boletim de Desempenho do Crédito Rural, divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), mostram que, de julho a outubro deste ano, os recursos captados por meio das Cédulas de Produto Rural (CPR), destinadas ao custeio da safra, atingiram R$ 86,2 bilhões, um aumento de 31% em comparação ao mesmo período de 2024. As CPR consideradas nessa contabilização são apenas aquelas emitidas por produtores rurais em favor das instituições financeiras.

Sob esse prisma, ao somar os valores destinados ao custeio e os recursos das CPR, observa-se um volume total de R$ 156,9 bilhões, 4% superior ao registrado na safra 2024/2025.

O volume total de recursos contratados entre julho e outubro de 2025 atingiu R$ 201,75 bilhões, representando crescimento de 0,3% em relação aos R$ 201,16 bilhões do mesmo período de 2024.

O crédito rural brasileiro apresentou desempenho satisfatório no período de julho a outubro de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Outro destaque foi o crescimento de 29% nos recursos contratados para industrialização, totalizando R$ 11,7 bilhões.

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O programa de investimento do Programa de Construção de Armazéns (PCA) registrou desempenho 22% superior ao do período anterior, enquanto o Procap-Agro apresentou aumento de 3%.

Os recursos efetivamente concedidos registraram queda de 7%, totalizando R$ 187,81 bilhões. E o total de contratos firmados registrou queda de 29%, passando de 300.346 para 212.801 operações.

>> BOLETIM DE DESEMPENHO DO CRÉDITO RURAL – AGRICULTURA EMPRESARIAL

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Safra de laranja 2026/27 pode cair 13% e aliviar pressão sobre estoques globais de suco, aponta Cepea

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A nova estimativa para a safra 2026/27 de laranja no cinturão citrícola de São Paulo e no Triângulo/Sudoeste Mineiro indica um cenário de menor oferta no principal polo produtor do mundo. Segundo dados do Fundecitrus, a produção está projetada em 255,2 milhões de caixas de 40,8 kg, uma queda de 13% em relação à temporada anterior.

De acordo com análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada Cepea, da Esalq/USP, esse recuo tende a ter impacto direto sobre o mercado global de suco de laranja, especialmente no equilíbrio entre oferta e estoques internacionais.

Menor oferta pode aliviar estoques globais de suco de laranja

O Cepea avalia que a redução da produção brasileira pode contribuir para limitar parte da pressão observada sobre os estoques globais de suco de laranja ao longo da safra 2025/26. O Brasil segue como principal exportador mundial do produto, o que torna o comportamento da safra nacional determinante para a formação de preços internacionais.

Apesar disso, pesquisadores destacam que o impacto sobre as cotações não deve ser automático ou imediato. O mercado global entra no ciclo 2026/27 em uma posição mais confortável do que a registrada no choque de oferta de 2024, quando estoques historicamente baixos impulsionaram uma forte valorização dos preços internacionais.

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Mercado de suco de laranja depende mais da demanda global do que da oferta

Segundo o Cepea, o cenário atual é marcado por recomposição parcial dos estoques globais e por uma demanda internacional mais cautelosa, especialmente em mercados consumidores maduros. Esse fator reduz a sensibilidade dos preços às variações isoladas da oferta.

Nesse contexto, a recuperação consistente das cotações internacionais do suco de laranja dependerá menos da queda na produção brasileira e mais de uma eventual retomada do consumo nos principais mercados globais.

Setor entra em nova fase após choque de preços em 2024

O mercado de suco de laranja vem de um período de forte volatilidade. Em 2024, a combinação de baixa oferta global e estoques reduzidos provocou uma disparada nas cotações internacionais. Agora, o setor opera em um ambiente mais equilibrado, com maior disponibilidade relativa de produto.

Para o agronegócio brasileiro, o novo ciclo da citricultura indica um cenário de ajuste, no qual a menor safra pode reduzir o excesso de oferta, mas sem garantia de valorização expressiva dos preços caso a demanda global permaneça fraca.

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Assim, o desempenho do mercado de suco de laranja em 2026/27 será definido pelo equilíbrio entre produção brasileira, estoques internacionais e ritmo de consumo mundial, fatores que seguem no centro das atenções de produtores, exportadores e tradings do setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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