Brasil
Recife volta a ter voo direto para Cabo Verde e amplia conexão internacional do Nordeste
O Aeroporto Internacional do Recife voltou a contar, nesta quarta-feira (6), com uma ligação aérea direta entre o Brasil e Cabo Verde. O voo inaugural da rota Praia (capital cabo-verdiana) e Recife foi recebido pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, pelo embaixador do país africano no Brasil, João Pedro D’Oliveira, e por representantes do governo de Pernambuco e da companhia aérea Cabo Verde Airlines.
A operação marca a retomada da conexão entre os dois países, após seis anos de interrupção, e reforça a posição estratégica de Recife como um dos principais hubs internacionais do Nordeste. Com a nova rota, a capital pernambucana passa a contar com 13 destinos internacionais diretos.
Durante a cerimônia, o ministro Tomé Franca destacou que a retomada da ligação aérea representa mais do que uma nova operação internacional. “Essa é uma notícia boa para Recife, para Pernambuco e para o Brasil. Essa rota retoma a conexão entre a África Ocidental e o Brasil, restabelecendo essa relação histórica entre os nossos países e trazendo mais oportunidade para o turismo, para os negócios e para a economia”, disse.
“Essa rota retoma a conexão entre a África Ocidental e o Brasil, restabelecendo essa relação histórica entre os nossos países” Tomé Franca
Sobre a rota
Operada pela Cabo Verde Airlines, a rota contará com dois voos semanais entre Recife e a cidade de Praia. As partidas do país africano ocorrerão às quintas e aos sábados, às 18h30, com chegada ao Recife às 22h30. Já os voos de retorno sairão da capital pernambucana às sextas e domingos, à 0h30, com pouso previsto para às 4h30.
Além do turismo de lazer, a expectativa é de fortalecimento de segmentos como turismo de compras e turismo de saúde. A nova rota também deve beneficiar diretamente atividades econômicas ligadas ao Polo de Confecções do Agreste pernambucano e ao polo médico do Recife.
A retomada do voo também está alinhada à estratégia do Governo Federal de ampliar a malha aérea internacional brasileira e fortalecer a integração logística do país. O Ministério de Portos e Aeroportos vem atuando em parceria com estados, operadores aeroportuários e companhias aéreas para ampliar conexões internacionais e estimular o desenvolvimento regional por meio da aviação civil.

- Recepção ao primeiro voo
Além de aproximar Brasil e África, a nova conexão amplia o acesso de passageiros brasileiros às ligações internacionais operadas pela companhia para destinos europeus, uma vez que existe conexão com Lisboa, capital de Portugal, por meio da rota Recife-Praia.
“Essa é também uma nova rota de entrada entre a Europa e o Brasil, porque existe conexão Recife-Praia-Lisboa. Portanto, vamos celebrar essa conquista, celebrar as relações do Brasil com a África Ocidental, celebrar mais oportunidades entre o Brasil e o mundo”, finalizou o ministro.
Durante o evento, o ministro também reconheceu a atuação do governo de Pernambuco, da Empetur e da Cabo Verde Airlines nas negociações que permitiram a retomada da operação.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
Brasil
MTE institui Comitê Gestor para fortalecer política de incubação de cooperativas populares
O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) publicou, na última segunda-feira (27), a Portaria nº 735 que institui o Comitê Gestor do Programa Nacional de Incubadoras de Cooperativas Populares (Proninc). A medida marca um novo passo na consolidação da política pública voltada à incubação de empreendimentos de Economia Solidária no país.
O Comitê terá como principal finalidade promover a articulação, o acompanhamento e o monitoramento das ações do Proninc, programa coordenado pela Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), do MTE. A iniciativa fortalece projetos de incubadoras vinculadas, em sua maioria, a instituições de ensino superior e institutos federais, integrando ensino, pesquisa e extensão. Atualmente, o Brasil conta com 94 incubadoras.
tecnológicas de Economia Popular e Solidária.
Entre as atribuições do novo colegiado estão a formulação e revisão das diretrizes da política de incubação, a definição de critérios para seleção de
iniciativas e a avaliação da execução do programa. Também caberá ao Comitê disseminar metodologias baseadas na autogestão, na participação social e na educação popular, além de fomentar capacitações e fortalecer redes de cooperação.
A Portaria estabelece ainda que o Comitê atuará na mobilização de recursos financeiros, humanos e institucionais, na promoção da transparência e
do controle social, e no estímulo à territorialização das ações, respeitando as especificidades culturais, econômicas e sociais de cada região. Assim que
estiver instalado, o Comitê Gestor terá três tarefas fundamentais: mapear a situação das incubadoras, num exercício de amplo diagnóstico para avaliar as condições da política pública, depois desse período; construir as diretrizes para a Política de Incubação no Brasil, definindo quais serão os caminhos e como ela tem que ser feita; e avaliar o processo de incubação no país, com um conjunto de marcos/indicadores.
A coordenação do Comitê ficará sob responsabilidade da Senaes, que também oferecerá suporte administrativo e operacional. O Comitê poderá elaborar um Regimento Interno, a ser aprovado em até 90 dias após sua instalação, definindo regras de funcionamento e deliberação.
A composição do Comitê reúne representantes de diversos órgãos do Governo Federal, instituições de fomento, redes acadêmicas e entidades ligadas à Economia Solidária, ampliando o caráter intersetorial da política. A Portaria também prevê a participação de convidados, sem direito a voto, para colaborar em temas específicos.
As reuniões ordinárias serão realizadas a cada quatro meses, podendo ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida. Com a criação do Comitê Gestor, o governo busca fortalecer a articulação institucional e ampliar o alcance das políticas de apoio às cooperativas populares, reconhecidas como instrumentos de geração de trabalho, renda e inclusão social. Segundo Sérgio Godoy, diretor de Formação e Estudos da Senaes, a extinção do Comitê, no governo anterior, representou um grande retrocesso, com a desarticulação de espaços de participação social na formulação das políticas públicas, especificamente as ligadas à Economia Solidária. O diretor explicou que “o Governo Lula precisou reconectar relações com todas as incubadoras, presentes em universidades, institutos federais, estaduais e fundações, além de retomar o diálogo com os movimentos ligados às tecnologias sociais”. “Foi necessário um novo estudo sobre o cenário para que pudéssemos construir diagnósticos e promover oficinas neste período”, afirmou.
Fernando Zamban, secretário nacional de Economia Popular e Solidária, ressalta que a Política de Incubação para a Economia Solidária é fundamental
para a sobrevivência e competitividade dos negócios solidários, garantindo sustentabilidade, com as técnicas de gestão, marketing, contabilidade, entre
outras, que preparam para que os empreendimentos e coletivos possam superar obstáculos mercadológicos com maior segurança.
Confira os órgãos, que integrarão o Comitê.
I – Secretaria-Geral da Presidência da República;
II – Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação;
III – Ministério da Saúde;
IV – Ministério da Cultura;
V – Ministério da Justiça e Segurança Pública;
VI – Ministério da Educação;
VII – Fundação Banco do Brasil;
VIII – Rede Interuniversitária de Estudos e Pesquisas sobre o Trabalho – Rede
Unitrabalho;
IX – Associação Brasileira de Ensino, Pesquisa e Extensão em Tecnologia
Social – ABEPETS;
X – Rede de Economia Solidária dos Servidores da Rede Federal – Rede IF
EcoSol;
XI – Rede Universitária de Incubadoras Tecnológicas de Cooperativas
Populares – Rede ITCPs;
XII – Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de
Educação Superior – FORPROEX;
XIII – Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação
Profissional, Científica e Tecnológica – CONIF;
XIV – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq;
XV – Financiadora de Estudos e Projetos – FINEP
Acesse a Portaria nº 735
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