Paraná
Reajuste anual do serviço de travessia da Ilha do Mel é homologado pela Agepar
O Conselho Diretor da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Paraná (Agepar) homologou nesta terça-feira (21) o reajuste anual da travessia da Ilha do Mel, com embarque e desembarque em Pontal do Sul, no município de Pontal do Paraná. Após publicação da decisão em Diário Oficial, a tarifa das embarcações que realizam o transporte regular passa a ser de R$ 44,77. Já no caso dos táxis náuticos, o valor será de R$ 69,07.
Os novos valores levam em conta a reposição inflacionária da tarifa por passageiro e cobertura por seguro, calculada com base no IGP-M, além de reajustes da taxa de embarque e da Taxa de Regulação.
Com base nisso, o reajuste para transporte regular foi de 7,90% e dos táxis náuticos, 8,99%. A composição da tarifa da travessia da Ilha do Mel é regulamentada pela Lei Municipal 293/2001 e pelo Decreto Municipal 10.536/2022.
Além disso, também foi reajustada a taxa de administração do terminal de embarque aquaviário, que passou para R$ 1,68 no caso do transporte regular, e R$ 2,55 para táxis náuticos, valores que devem ser pagos junto com as tarifas do transporte para utilizar o serviço da travessia.
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EMBARCAÇÕES IRREGULARES – Para garantir a segurança dos usuários da travessia da Ilha do Mel, a Agepar reforça a orientação para que os turistas utilizem apenas embarcações autorizadas a prestar o serviço e que são credenciadas pela secretaria estadual de Infraestrutura e Logística (SEIL). A lista completa das empresas e embarcações autorizadas está disponível no site da Agepar (AQUI).
A agência também recomenda que os usuários do serviço embarquem somente no Terminal Aquaviário Público e adquiram os bilhetes apenas nos pontos de venda autorizados da Abaline, a única que detém a permissão para venda de bilhetes para a travessia Pontal do Sul – Ilha do Mel. No site da Agepar os turistas também encontram estas e outras orientações e dicas de segurança para a utilização do serviço.
Fonte: Governo do Paraná
Paraná
Ministério Público do Paraná participa de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal em Brasília para debater aspectos da Lei Antifacção
O Ministério Público do Paraná participou nesta semana, em Brasília (DF), de audiência pública promovida pelo Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir aspectos da Lei 15.358/2026, a chamada “Lei Antifacção”. Nos dias 24 e 25 de agosto, 17 expositores, entre autoridades, especialistas, integrantes do sistema de Justiça e representantes da sociedade civil, participaram dos debates com contribuições que serão consideradas pelo STF no julgamento de Ações Diretas de Inconstitucionalidade que questionam a Lei. O MPPR esteve representado no primeiro dia de exposições pelo Procurador de Justiça Rodrigo Régnier Chemim Guimarães, coordenador-geral do Centro de Apoio Operacional das Promotorias Criminais, do Júri e de Execuções Penais e coordenador da Coordenadoria de Recursos Criminais do MPPR.
Convocada pelo ministro Alexandre de Moraes, a audiência pública busca ouvir diferentes posições sobre os efeitos da legislação no combate ao crime organizado e na preservação de direitos e garantias constitucionais.
Constitucionalidade – Em sua fala, Chemim defendeu a constitucionalidade de dois dispositivos questionados nas ações: a causa de aumento de pena de 2/3 ao dobro para as lideranças de facções criminosas e a vedação do livramento condicional nesses casos.
Um dos principais argumentos apresentados foi o de que as novas regras não produzem a chamada “perpetuidade branca”, apontada nas ações como possível consequência da legislação. Segundo o Procurador de Justiça, a progressão de regime para líderes de facções permanece possível, sendo aplicável o percentual de 75% da pena, e não de 85%, como sustentado nas ações. Além disso, o cálculo do tempo necessário à progressão deve considerar as hipóteses de remição da pena por trabalho, estudo e leitura, que são cumuláveis e, em premissas conservadoras apresentadas na audiência, podem alcançar 214 dias de remição por ano.
Chemim demonstrou que, mesmo em cenários de penas elevadas, a conjugação entre progressão e remição permite que o condenado alcance o requisito temporal dentro do limite máximo de 40 anos de cumprimento da pena estabelecido pelo Código Penal. Em um dos exemplos apresentados, para uma pena de 60 anos, os 75% exigidos para a progressão correspondem a 45 anos de pena cumprida, marco que, consideradas as possibilidades de remição, poderia ser alcançado com aproximadamente 28 anos e 4 meses de efetiva custódia. “Não há impossibilidade matemática. Não há ‘perpetuidade branca’. O que há é um cálculo equivocado feito sem as variáveis que a própria lei preservou”, afirmou.
Em relação à vedação do livramento condicional, o Procurador de Justiça sustentou que o instituto não constitui garantia constitucional e que sua restrição já é prevista pelo ordenamento jurídico em outras hipóteses. Ressaltou ainda que a função ressocializadora da pena permanece preservada, uma vez que a progressão de regime não foi eliminada. Assim, diferentemente de um regime integralmente fechado, o condenado mantém mecanismos concretos para avançar no cumprimento da pena.
Ao comentar dados constantes de pesquisa Datafolha realizada a pedido do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Chemim lembrou que, para 42,2 milhões de brasileiros, as organizações criminosas chegam a impor regras de convivência, afetando a rotina diária de expressiva parcela da população. “Trata-se da liberdade de ir e vir cotidianamente suprimida por particulares armados, que ocupam espaços nos quais a proteção estatal se mostra insuficiente. Essa realidade exige respostas normativas mais rigorosas e eficazes, especialmente em relação às lideranças das facções criminosas”.
Destacando a importância da preservação dos direitos das vítimas, o Procurador de Justiça completou: “Se há um ‘direito à esperança’ a ser preservado, ele também deve ser reconhecido às vítimas cotidianas dessas organizações: a esperança de viverem livres do medo, da coerção e do domínio territorial exercido pelo crime”.
As contribuições apresentadas ao longo dos dois dias serão consideradas no julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs 7952, 7956, 7957 e 7958) que questionam a Lei 15.358/2026, que instituiu o Marco Legal do Combate ao Crime Organizado. Relatadas pelo ministro Alexandre de Moraes, as ações discutem, entre outros pontos, regras sobre prisão, execução penal, comunicação entre advogados e presos e perda de bens.
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(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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