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Curitiba

Quinta-feira é dia da amamentação; domingo terá ‘Hora do Mamaço’ em Curitiba

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Mãe de primeira viagem, Janaina Santiago da Silva deu à luz há dois meses e 20 dias à pequena Megan. No início, conta ela, a dificuldade para amamentar foi grande, principalmente porque a bebê e a própria mãe ainda não sabiam como fazer a pega correta. “Ela não sabia pegar direito, aí fazia ferimento, sangrava… Foi bem complicado, eu sentia muitas dores e tinha fissuras nos seios”, conta Janaina. “Cheguei a pensar em desistir. Meu marido acompanhou todo o processo, eu chorava. Cheguei a pensar em ir atrás da minha médica e pedir a fórmula, só amamentar enquanto fosse obrigatório.” Na unidade Materno Infantil da Clinipam, contudo, Janaina conseguiu o apoio que precisava. “Fui umas três vezes na unidade do plano e tive auxílio das enfermeiras obstétricas, que me auxiliar, me ensinaram como fazia a pega certinho. Depois voltei lá para aprender a fazer ordenha manual e tive de voltar mais umas duas ou três vezes para firmar bem o que tinha aprendido. Estava batendo cartão”, brinca. De tanto insistir, contudo, a mãe conseguiu aprender a fazer a pega correta. De um momento de dor, a amamentação então passou a ser um dos momentos mais prazerosos com a filha. “ É difícil no começo, mas digo para todas as mães persistirem que vão ter um resultado legal. Agora a minha menina mama até escorrer leite, está bem feliz, gordinha.” É justamente para ajudar as mães e bebês como Janaina e Megan que a Semana Mundial de Amamentação acontece todos os anos na primeira semana de agosto. Amanhã (1), também é comemorado o Dia Mundial da Amamentação.

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“Capacite os pais e permita a amamentação, agora e no futuro!” é o slogan definido pela Aliança Mundial para Ação em Amamentação (WABA, sigla em inglês) para o chamado Agosto Dourado deste ano. O tema da iniciativa tem como objetivo enfatizar a importância do envolvimento de todos os familiares, parceiros, locais de trabalho e comunidade e não apenas da mãe, para que seja possível o aleitamento materno exclusivo nos primeiros seis meses de vida e de forma complementar até os dois anos de idade. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a amamentação salva, todos os anos, mais de 820 mil crianças de até dois anos.

Em Curitiba, a semana será marcada, no próximo domingo (4), das 14h às 17h, pela 27ª edição da Hora do Mamaço, evento anual que acontece simultaneamente em mais de 120 países. A ação atrai famílias e apoiadores interessados em combater o preconceito contra a amamentação em locais públicos. Para simbolizar essa luta, durante o evento mães e bebês que estão vivendo essa fase se reúnem para um grande “mamaço” coletivo. Em Curitiba o evento acontecerá no Museu da Vida e conta com a venda de camisetas temáticas e sorteio de brindes.

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Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana

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A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.

Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.

Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.

Bairros mais populosos de Curitiba

Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.

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Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.

Boom de investimentos após a pandemia

Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos

A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.

Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.

Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.

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Desafios do maior bairro de Curitiba

Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.

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