Curitiba
Motoristas e cobradores decidem nesta quinta se aderem à Greve Geral
O Sindicato dos Motoristas e Cobradores de Curitiba e Região (Sindimoc) decidem até o final da tarde desta quinta-feira (13) se aderem ao dia de Greve Geral convocada pelas centrais sindicais em todo o País para acontecer nesta sexta-feira (14) . Desde o início da semana o Sindimoc realiza assembleias com a categoria para decidir pela participação ou não do movimento, que no Paraná já tinha mais de 30 sindicatos ou entidades de trabalhadores confirmadas. A Greve Geral protesta contra a reforma da Prevdiência, o corte de recursos da educação e a cobrança para a geração de empregos.
Apesar de ainda não ter definido pela participação, o Sindimoc comunicou seus associados que “a Sede Administrativa, o Centro Integrado de Saúde (CISS), a Chácara Sindimoc e a Farmácia, estarão com os atendimentos suspensos amanhã. O encerramento das atividades se deve a Greve Geral, retornando as atividades no dia 17 de junho (segunda-feira). Os atendimentos médicos serão realizados normalmente”, diz o aviso.
Panfletagem
Nesta quarta (12), para fortalecer a construção da Greve Geral em Curitiba, começaram a ser realizadas panfletagens e mobilização com carro de som pelas entidades que já aderiram à Greve Geral. A panfletagem aconteceu na Praça Rui Barbosa, e deve ser repetida hoje no mesmo local.
Até esta quarta, eram mais de 30 entidades sindicais co m confirmação no dia nacional de paralisação ou de apoio ao movimento, entre eles metalúrgicos, professores estaduais, municipais e universitários, classes policiais, entre outros. Diversas ações estão programadas para a sexta-feira, culminando com uma grande concentração no Centro Cívico, no final da manhã.
Desde cedo metalúrgicos devem realizar atos nas portas das fábricas. Também preparam carreatas pela cidade — seriam cinco. Professores e servidores públicos também agendam atos para o dia de Greve Geral, que também aconecem em outras capitais e cidades brasileiras.
Presidente da CUT diz que paralisação de amanhã deve ser maior que a de 2017
A Greve Geral convocada para esta sexta-feira (14) une grupos de sindicalistas que historicamente atuam em campos opostos do jogo político, como a direção da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e da Força Sindical.
“O maior fator da mobilização e da união é o Bolsonaro, ele conseguiu unir todo mundo contra a reforma da Previdência”, disse ao Broadcast Político, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, que há semanas se reúne com líderes de outras centrais para alinhar a greve. Segundo o sindicalista, as decisões são comuns. “Nunca as centrais sindicais estiveram tão unidas como dessa vez, todas estão convocando.”
A previsão dos sindicatos é que o transporte publico da capital paulista paralise totalmente, com adesão de metroviários, ferroviários e motoristas de ônibus. Segundo a assessoria da CUT, aeroviários e portuários também vão parar. Além dos trabalhadores ligados ao transporte, também prometem aderir à greve metalúrgicos, petroleiros, professores da rede pública e privada, bancários e comerciários.
Apesar de a Justiça ter concedido liminar ao Metrô e à Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para suspender a greve, os sindicatos garantem adesão e prometem confrontar também na Justiça as liminares. “Se os sindicatos perderem, vamos socorrer”, disse o líder da CUT, que acredita em uma paralisação maior do que a ocorrida em abril de 2017.
Para o líder sindical, a polêmica que envolve o vazamento de conversas do ministro da Justiça, Sergio Moro, com procuradores da Lava Jato de Curitiba quando ele ainda era juiz federal acaba ajudando na mobilização contra o governo.
Confira as categorias que já definiram paralisar no Paraná
– SMC (metalúrgicos)
– SISMAC (professores)
– SISMUC (servidores municipais)
– SIFAR (servidores/Araucária)
– Sintrafucarb (trabalhadores/fumo)
– Siemaco (limpeza e asseio)
– SISMMAR (Araucária)
– APUFPR – SSIND
– Sindicato dos Bancários e Financiários
– SINDIPETRO (petroleiros)
– SINJUTRA (servidores do trabalho)
– SINDTEST (técnico-administrativos)
– SINSEP (São José dos Pinhais)
– APP-Sindicato (professores)
– Assuel (Londrina)
– Sindiprol/Aduel (Londrina)
– Sinteemar e Sesduem (Maringá)
– Sinteoeste e Adunioeste (Cascavel)
– Sintespo (Ponta Grossa)
– Sintesu (Guarapuava)
– SindiSaúde-PR (servidores/saúde)
– SindiSea (analistas)
– Apra (Polícia Militar)
– Sindespol (escrivães)
– Sipol (investigadores)
– UPCB Bombeiros (bombeiros militares)
– Sindarspen (agentes penitenciários)
– Sinssp-PR (servidores/penitenciárias)
– Sindespol (Polícia Militar)
– Sinclapol (Polícia Civil)
– Adepol (associação de delegados)
– Sinpoapar (peritos)
– Assofepar, AVM e Amai (associações de militares)
– Sinder (servidores/DER)
– SinDetran (servidores/Detran)
– Sindijus-PR (Judiciário)
– SindiMP-PR (Ministério Público)
Fonte: Comitê Unificado da Greve Geral no Paraná
Curitiba
Curitiba tem um bairro gigante que supera municípios da Região Metropolitana
A Cidade Industrial de Curitiba (CIC) carrega o título de bairro mais populoso da capital paranaense e figura entre os cinco maiores do Brasil. Segundo o último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 172.510 moradores, número superior ao de Pinhais e Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, que têm 127 mil e 118.730 habitantes, respectivamente.
Além da densidade populacional, a CIC se destaca pelo tamanho territorial, com 43 km² de extensão. Oficialmente fundada em 1973, a Cidade Industrial nasceu de uma parceria entre a Urbs e o Governo do Paraná.
A ideia era criar uma área planejada para receber indústrias e, ao mesmo tempo, oferecer moradia para trabalhadores. As primeiras casas começaram a surgir nos anos 1980 e, desde então, a região nunca parou de crescer.
Nos anos 1970, o bairro parecia isolado às margens da BR-116. Hoje, no entanto, faz parte do coração econômico da capital, com conexões diretas para o interior do Paraná.
Bairros mais populosos de Curitiba
Atualmente, a CIC lidera o ranking dos bairros mais populosos de Curitiba, seguida por Sítio Cercado, Cajuru, Uberaba e Boqueirão. Somadas, essas cinco regiões concentram 503.664 habitantes, ou seja, quase 30% de toda a população curitibana.
Na outra ponta, bairros como Riviera, Lamenha Pequena e Cascatinha mal chegam a somar 10 mil moradores.
Boom de investimentos após a pandemia
Desde 2022, a CIC tem atraído grandes investimentos em diferentes setores. Estima-se que cerca de R$ 2 bilhões já tenham sido confirmados em projetos industriais para os próximos três anos
A região também foi a mais procurada da cidade para abertura de empresas no primeiro semestre de 2022. Segundo a prfeitura, 2.761 novos negócios se instalaram ali, número maior que o registrado no Centro e no Sítio Cercado.
Atualmente, o bairro reúne aproximadamente 20 mil empresas, responsáveis por mais de 80 mil empregos diretos e indiretos, de acordo com a Associação das Empresas da CIC.
Entre os investimentos mais expressivos estão os R$ 1,5 bilhão da Volvo em pesquisa e desenvolvimento até 2025; os R$ 200 milhões da Fiocruz na construção de uma fábrica de vacinas; e outros R$ 200 milhões da alemã Horsch, que pretende implantar uma unidade de máquinas agrícolas na região.
Desafios do maior bairro de Curitiba
Apesar da relevância econômica e social, a CIC enfrenta desafios típicos de grandes centros urbanos. O bairro aparece em segundo lugar no ranking de crimes contra o patrimônio em 2025, com 2.545 ocorrências registradas apenas no primeiro semestre, ficando atrás apenas do Centro.
Além da questão da segurança, o trânsito intenso e as demandas por urbanização acompanham o crescimento acelerado da região.
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