Agro
Queijos lideram alta de preços em novembro, enquanto leite e arroz ficam mais baratos no Brasil
Queijos puxam aumento no custo da cesta básica em novembro
O mês de novembro foi marcado por comportamentos distintos nos preços dos alimentos no Brasil. De acordo com o estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, da Neogrid — empresa especializada em tecnologia e inteligência de dados para a cadeia de consumo —, os queijos registraram forte valorização de 21,2% no preço médio nacional, com alta observada em todas as regiões do país.
Em contrapartida, itens essenciais como o leite UHT (-4,9%) e o arroz (-3,0%) apresentaram as maiores quedas no mês, contribuindo para aliviar parcialmente o impacto no orçamento das famílias brasileiras.
Legumes, sal e óleo também subiram em novembro
Além dos queijos, outras categorias também registraram aumentos significativos. Legumes (3,1%), sal (3,1%) e óleo (2,5%) figuraram entre os produtos com maior elevação de preços no período — sendo que o óleo encareceu em todas as regiões do País.
Por outro lado, alguns produtos apresentaram recuo nos preços médios, como café em pó e em grãos (-1,5%), açúcar (-1,4%) e ovos (-1,2%), ajudando a conter a pressão inflacionária sobre os alimentos no mês.
Inflação controlada e influência dos custos de produção
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) avançou 0,18% em novembro de 2025, refletindo um cenário de inflação controlada na reta final do ano.
De acordo com Anna Carolina Fercher, líder de Dados Estratégicos da Neogrid, alguns produtos permanecem pressionados devido a fatores como custos de produção, oferta limitada e recomposição de estoques.
“Categorias como óleo e queijos, que apresentaram elevação de preço em todas as regiões, tendem a levar mais tempo para se estabilizar ou recuar, dependendo da normalização dos estoques e dos custos de matéria-prima”, explicou Fercher.
Café segue como o item com maior alta acumulada em 2025
Entre dezembro de 2024 e novembro de 2025, o café em pó e em grãos se manteve como o produto com maior aumento acumulado, com alta de 42,1% no preço médio nacional.
Na sequência, aparecem os queijos (12,3%), margarina (11,2%), creme dental (10%) e refrigerantes (5,7%), demonstrando que a elevação de custos não se limitou apenas aos itens alimentícios, mas também atingiu produtos de consumo diário.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade
Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.
Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.
O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.
A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.
Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.
Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.
Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.
Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.
Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.
Fonte: Pensar Agro
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