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Educação

Publicada cartilha sobre enfrentamento ao trabalho infantil

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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), publicou a cartilha Enfrentamento ao Trabalho Infantil, segundo volume da série Cadernos Temáticos de Educação em Direitos Humanos. A publicação está disponível na plataforma MEC RED e busca apoiar educadores, gestores e profissionais da educação na promoção de uma cultura de respeito aos direitos da criança e do adolescente e no fortalecimento das ações de combate ao trabalho infantil em todo o país. 

O material reforça que a escola é um espaço estratégico de prevenção e enfrentamento do trabalho infantil, pois é nela que muitas situações de vulnerabilidade podem ser identificadas. Por meio de práticas pedagógicas voltadas à cidadania, à reflexão crítica e à valorização da infância, educadores podem contribuir para a conscientização sobre o tema e para a criação de redes locais de cuidado, com a compreensão de que a escola é parte da rede de proteção do Sistema de Garantia de Direitos da Criança e do Adolescente (SGDCA).  

A cartilha propõe ações educativas e formativas que estimulem o debate sobre o tema em sala de aula, integrando o enfrentamento ao trabalho infantil às políticas de educação em direitos humanos. Também incentiva a formação continuada de professores, a produção de materiais pedagógicos contextualizados e o fortalecimento da gestão democrática nas escolas como estratégias de transformação social.  

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Com uma abordagem formativa e reflexiva sobre o trabalho infantil, suas causas estruturais e os impactos sociais, econômicos e psicológicos sobre o desenvolvimento das crianças e adolescentes, a publicação ressalta que o enfrentamento dessa violação de direitos exige ações integradas entre a escola, a família, a comunidade e o poder público, de modo a assegurar o cumprimento da legislação brasileira e o direito à educação de qualidade. 

Os temas abordados são baseados nos marcos legais que orientam o combate ao trabalho infantil, como a Constituição Federal (CF); o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA); a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB); o Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH); e as Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos (DNEDH).  

A iniciativa foi conduzida pela Coordenação-Geral de Políticas Educacionais em Direitos Humanos (CGDH) da Secadi e realizada em parceria com a Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Contou, ainda, com o apoio da Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).   

Contexto – Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) de 2023, o Brasil registrava 1,6 milhão de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos em situação de trabalho infantil, o menor contingente desde o início da série histórica da pesquisa, em 2016. Em comparação com 2022 (1,8 milhão), houve queda de 14,6%, e em relação a 2016 (2,1 milhões), a redução foi de 23,9%. O trabalho infantil impacta diretamente a frequência escolar: enquanto 97,5% das crianças de 5 a 17 anos em geral estavam na escola, entre as que trabalham esse número caía para 88,4%.  

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Primeiro Caderno – Intitulado O Papel da Escola no Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, o primeiro caderno da coleção foi lançado em maio de 2025. Seu objetivo é sensibilizar e orientar profissionais da educação para atuarem no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes. Além disso, busca contribuir para a formação de agentes responsáveis pela garantia desses direitos nas instituições de ensino.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

MEC e ANPD promoverão proteção de dados de estudantes

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O Ministério da Educação (MEC) e a Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) formalizaram, na segunda-feira, 11 de maio, uma parceria estratégica para fortalecer a cultura de privacidade no ambiente educacional. A iniciativa prevê a realização de ações educativas e de reuniões técnicas sobre a proteção de dados pessoais no setor da educação. O acordo também estabelece apoio institucional, intercâmbio de informações em áreas de interesse comum e mecanismos de comunicação entre o MEC e a ANPD. 

Acordo de Cooperação Técnica (ACT) foi assinado pelo secretário de Gestão da Informação, Inovação e Avaliação de Políticas Educacionais (Segape) do MEC, Evânio Antônio de Araújo Júnior, e pelo diretor-presidente da ANPD, Waldemar Gonçalves. 

A iniciativa tem como foco a promoção de ações orientativas e o compartilhamento de conhecimento técnico para garantir que o tratamento de dados de estudantes, professores e gestores ocorra em conformidade com os princípios da transparência e da segurança previstos na Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). 

Com a assinatura do ACT, as instituições esperam promover eventos de sensibilização e construção de conhecimento voltados à disseminação de boas práticas relacionadas à proteção de dados e à segurança da informação, considerando os desafios da transformação digital em escolas, universidades e outras instituições de ensino. 

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“A parceria com a ANPD reforça o compromisso do MEC com o uso ético e seguro da informação”, ressaltou o secretário da Segape, Evânio Araújo. “Com a recente aprovação do Sistema Nacional de Educação, a implementação da EducaDados e do ECA Digital, assim como o novo cenário trazido pela inteligência artificial, precisamos avançar nos debates sobre privacidade. É isso que torna essa cooperação tão estratégica. Assim, ampliamos os caminhos para aprimorar nossas políticas educacionais de forma colaborativa, assegurando a proteção dos direitos dos cidadãos e de seus dados pessoais”. 

O diretor-presidente da ANPD, Waldemar Gonçalves, destacou a importância da iniciativa. “A parceria consolida um avanço importante na disseminação de uma cultura de proteção de dados, especialmente no contexto de uma sociedade em que a economia é, globalmente, movida a dados e que a informação é o principal ativo econômico. Garantir o uso responsável e transparente desses dados, especialmente no âmbito de atuação do MEC, não é um mero diferencial, é uma obrigação”, afirmou. 

A assinatura do acordo reforça o compromisso do Governo do Brasil em garantir que o direito fundamental à proteção de dados seja respeitado em setores sensíveis, como o setor da educação. 

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Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da ANPD 

Fonte: Ministério da Educação

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