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Proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital entra em debate sobre influenciadores mirins

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Brasília, 29/5/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) participou do Brasília Tech Summit, realizado na quinta-feira (28), no Sesi Lab Brasília. O evento reuniu representantes do Governo Federal, do mercado e da sociedade civil para discutir os rumos da economia digital no Brasil, com temas como marcos regulatórios, Inteligência Artificial (IA), proteção de dados e direitos, meios de pagamento, novos modelos de negócios, soberania digital e geração de empregos.

O secretário nacional de Direitos Digitais, Victor de Oliveira Fernandes, participou do painel Regulamentação e Direitos: O Novo Marco dos Influenciadores Mirins no Brasil, ao lado da gerente de Políticas Públicas do YouTube no Brasil, Alana Rizzo; da psicóloga e ex-atriz mirim Cecília Dassi; e da gerente de Relações Institucionais do Conselho Digital, Roberta Jacarandá.

O debate abordou o ECA Digital (Lei 15.211/2025) e o Decreto nº 12.880/2026, que regulamenta a norma, com destaque para o Artigo 34, que trata da regulamentação da atividade artística no ambiente digital. A partir de 16 de junho, as plataformas deverão exigir dos produtores de conteúdo a apresentação de alvará para conteúdos habituais protagonizados por crianças e adolescentes com monetização e impulsionamento.

Fernandes ressaltou que a opção regulatória brasileira busca adequar os ambientes digitais à experiência de usuários em desenvolvimento, conforme a faixa etária. Segundo ele, outros países, como a Austrália, decidiram proibir o acesso de crianças e adolescentes às redes sociais, medida ainda em análise na Espanha e na Indonésia.

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“Para que crianças e adolescentes continuem acessando ambientes digitais é preciso garantir ambientes seguros. Se as redes sociais fossem praças públicas, não seria lógico proibir o acesso, mas garantir iluminação, policiamento e regras claras de uso”, afirmou.

Presente na abertura, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, abordou a necessidade de equilibrar regulamentação, inovação e segurança jurídica sem impedir o avanço dos mercados digitais.

Questionado sobre o risco de regras limitarem a liberdade de expressão, Motta declarou: “Havia uma dicotomia entre liberdade e responsabilidade, como se não pudessem andar juntas. Hoje todos se conscientizam de que é possível aliar a liberdade econômica, política e de opinião à responsabilização de quem atua nesse meio. Temos que cumprir esse papel sem desequilibrar para nenhum dos lados”.

Conhecida nacionalmente pelos papéis interpretados na infância em novelas de TV, Cecília Dassi falou sobre os riscos da ausência de uma rede efetiva de proteção no ambiente digital e os impactos na saúde mental de crianças e adolescentes.

“Havia poucas crianças em sets de filmagem, então era mais fácil para os juizados fiscalizarem excessos. Minha mãe estava sempre presente nas gravações e já chegou a intervir quando um diretor gritou comigo”, relembrou a ex-atriz. Ela destacou ainda o receio de que a falta de limites entre atividade profissional e lazer invisibilize o trabalho infantil remunerado nas plataformas e aumente a exposição a situações inadequadas, mesmo dentro de casa e com autorização dos responsáveis.

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Para a gerente de Políticas Públicas do YouTube, é importante reforçar que um ambiente digital seguro também contribui para o desenvolvimento infantil. “A ideia não é proteger as crianças da internet, mas protegê-las no ambiente digital. Esse espaço precisa ter cuidado, mas também brincadeira e aprendizado, importantes para o desenvolvimento tanto no on-line quanto no off-line”, enfatizou.

Segundo Cecília Dassi, a família também tem papel fundamental nesse processo. “Precisamos olhar crianças e adolescentes como sujeitos de direito. Muitas vezes, elas são filmadas sem consentimento e tratadas como se não tivessem direito sobre a própria imagem”, pontuou.

Tecnologia e regulamentação flexível

O debate também abordou os impactos da Inteligência Artificial na proteção de direitos. Segundo o Conselho Digital, é fundamental uma regulamentação flexível, capaz de acompanhar a velocidade das transformações tecnológicas e garantir responsabilidade compartilhada entre Estado, empresas e famílias, com papéis claros e responsabilidades proporcionais.

O Projeto de Lei (PL) 2338/2023, que estabelece um marco regulatório para a IA no País, já foi aprovado pelo Senado. Pela proposta, sistemas de armas autônomas e tecnologias voltadas à produção e disseminação de material de abuso ou exploração sexual de crianças e adolescentes são considerados de risco excessivo e ficam proibidos. Também será vedado o uso de ferramentas para avaliação de traços de personalidade e comportamento com o objetivo de prever crimes.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Brasil

MMA promove 1º diálogo internacional sobre pagamentos por serviços ambientais em Brasília

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A Assessoria Especial de Meio Ambiente e Economia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu o 1º Diálogo Internacional sobre Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), em Brasília (DF), entre os dias 19 e 21 de maio.

O evento inaugura uma série de quatro Diálogos Internacionais, concebidos como uma plataforma de intercâmbio técnico entre pares sobre os desafios estruturais e operacionais de programas de PSA.

“O Brasil, por sua megadiversidade e pela ampla experiência acumulada em projetos de Pagamento por Serviços Ambientais, já se consolida como uma referência internacional na promoção da troca de experiências e do intercâmbio global. Esse protagonismo é fundamental para construirmos caminhos voltados ao financiamento sustentável e permanente, capazes de garantir a conservação dos ecossistemas e valorizar, por meio de mecanismos de incentivos, àqueles que mantêm a floresta em pé”, avaliou a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Franco.

Durante os três dias de programação, representantes de mais de vinte países do sul global participaram de atividades voltadas à aprendizagem e à troca de experiências, com abordagem orientada aos desafios operacionais enfrentados pelos países. A programação teve foco na prática antes da teoria, priorizando evidências de implementação, arranjos institucionais, fluxos financeiros e mecanismos operacionais.

Política Nacional de PSA

Em 2021, o Governo do Brasil instituiu a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, estabelecendo o arcabouço jurídico necessário para avançar na agenda da sustentabilidade no país. A política reconhece e valoriza atividades humanas que contribuem para a conservação e a recuperação dos recursos naturais, gerando benefícios ambientais e impulsionando o ganho de escala da restauração florestal no Brasil.

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Atualmente, diversas iniciativas locais promovem a proteção e a restauração de florestas por meio de mecanismos de PSA.

Cooperação 

Cada evento irá explorar um tema específico e, no Brasil, o foco esteve em mecanismos de financiamento de PSA. Para Simone Bauch, chefe da ASECON, os programas de Pagamento por Serviços Ambientais dependem de financiamento previsível e de longo prazo para alcançar os resultados esperados. “No contexto geopolítico atual, marcado pela redução da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA), é imprescindível ampliar o debate sobre soluções financeiras inovadoras para viabilizar e sustentar programas de PSA em escala”, destacou.

Segundo Simone, discutir as experiências de financiamento de PSA entre diferentes países foi o principal objetivo desta primeira edição do Diálogo Internacional em Brasília. Ao longo dos três dias, os participantes compartilharam diferentes arranjos institucionais, fontes de financiamento e modelos operacionais, promovendo um intenso intercâmbio entre governos, parceiros de desenvolvimento, financiadores e organizações internacionais.

O encontro também abriu espaço para o fortalecimento de conexões entre os participantes e para o início da construção de uma Comunidade Global de Prática sobre PSA, concebida como um espaço contínuo de troca entre pares para acelerar aprendizagem, aproximar experiências e apoiar o avanço da implementação de programas em diferentes contextos.

Este evento contou com a parceria de mais de 12 organizações que juntas construíram o ambiente de cooperação radical entre instituições e países que marcou o diálogo. Estes incluem o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), através do projeto Floresta+, a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, com implementação da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, o World Bank Group através do projeto NBS Invest, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco de Desenvolvimento Alemão – Kreditanstalt für Wiederaufbau(KfW), Instituto Mundial de Recursos (World Resources Institute – WRI), Fundo Mundial para a Natureza (World Wide Fund for Nature – WWF), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA / United Nations Environment Programme – UNEP), Iniciativa para as Florestas da África Central (Central African Forest Initiative – CAFI) e Instituto Clima e Sociedade (iCS – Institute for Climate and Society) e a Embaixada de Portugal/Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que também apoiaram a realização da iniciativa. Cada um destes parceiros contribuiu com as iniciativas em implementação para somar na construção do diálogo e da comunidade de prática.

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Próximos passos

Em outubro, a Costa Rica sediará o 2º Diálogo Internacional, que terá como tema a governança e normativas para programas de PSA.

“Participar deste primeiro diálogo nos deu a oportunidade de compartilhar experiências e os avanços que já temos em nossa região. Esse espaço permitiu criar uma verdadeira comunidade que contribuirá para o fortalecimento das iniciativas de PSA em diferentes níveis. Nosso próximo encontro, em outubro, será uma continuidade desse processo, com foco na governança e na experiência dos produtores rurais nos territórios”, destacou Gilmar Navarrete Chacon, representante do Fundo Nacional de Financiamento Florestal (FONAFIFO) da Costa Rica.

 Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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