Paraná
Promotorias de Justiça de Pitanga lançam projeto de atendimento a mulheres vítimas de violência doméstica
O Ministério Público do Paraná, por meio das Promotorias de Justiça de Pitanga, lançou nesta quinta-feira, 23 de outubro, o “Projeto por Elas”, iniciativa voltada à estruturação de um fluxo de atendimento humanizado, integrado e eficiente para mulheres em situação de violência doméstica e familiar. O evento, realizado no Fórum de Pitanga, integrou a agenda da 5ª edição do MP em Movimento, que transfere temporariamente a Administração Superior do MPPR para diferentes regiões, além da capital, com o objetivo de aproximar ainda mais a instituição das demandas da população.
Durante a solenidade, o procurador-geral de Justiça, Francisco Zanicotti, ressaltou a integração entre os diversos órgãos e entidades envolvidos na iniciativa, destacando o papel de toda a rede como agente de transformação social. “Esse projeto representa uma ação cultural e educativa fundamental para romper o ciclo de violência, tirando a mulher do papel de objeto probatório e reconhecendo-a como protagonista. Precisamos, como sociedade, unir esforços para fortalecer as mulheres e transformar essa experiência em uma referência nacional de sucesso na proteção às vítimas”, afirmou.
O compromisso institucional do MPPR com a defesa das vítimas também foi destacado pela diretora-secretária da Procuradoria-Geral de Justiça, promotora de Justiça Nayani Kelly Garcia. “A proteção e o atendimento às vítimas é uma preocupação essencial do Ministério Público. Nesta gestão, tivemos a criação da Coordenadoria da Política Institucional de Proteção e Promoção dos Direitos das Vítimas, que engloba não só a mulher, mas também crianças, idosos e outras pessoas em situação de vulnerabilidade”, afirmou.
Por Elas – Inspirado em projeto de mesmo nome desenvolvido pela Promotoria de Justiça de Manoel Ribas, o “Por Elas” considera que o enfrentamento à violência de gênero vai além da esfera penal, exigindo ações voltadas à transformação cultural, educação e sensibilização de toda a rede de atendimento e da comunidade.
A proposta está alinhada às diretrizes estaduais do MPPR, em especial ao Eixo 4 do Selo Aretê, que trata do fortalecimento das políticas de atendimento às vítimas, e resulta de uma articulação interinstitucional com o Poder Judiciário, Polícia Civil, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as secretarias municipais de Saúde e Assistência Social (CEMSU).
Como forma de reconhecimento e incentivo à participação no projeto, a OAB irá mobilizar advogados voluntários para atuar na iniciativa, e o Juízo local editará portaria garantindo preferência na nomeação desses profissionais como defensores dativos. O MPPR será responsável pelo acompanhamento da nova política pública e pela coordenação do projeto.
Representando o MPPR, também participaram do lançamento o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, Armando Antônio Sobreiro Neto, o subprocurador-geral de Justiça para Assuntos Administrativos, Cláudio Franco Felix; o coordenador de Assuntos Institucionais, Ronaldo de Paula Mion; os promotores de Justiça, Marcelo Salomão Czelusniak, Amanda Ribeiro dos Santos, Tharik Diogo e Nayane Cristina Ribeiro; os servidores Cláudio Dubena, Joicy Martins Carvalho, Ana Cláudia de Araújo, Gabriel Henrique Arnhold Centenaro e Lucas Pereira de Souza; e os estagiários Mateus Antunes de Araujo e Paulo Vinícius Boschen.
Pelo Poder Judiciário, estiveram presentes a juíza substituta Lara Alves Oliveira e Tiago Suárez, do Serviço Auxiliar da Infância e da Juventude do Tribunal de Justiça do Paraná. Representando a OAB/PR, participaram Francieli Andrade Dias Martins, Wellington Senger e Camila Valentim.
Pela administração municipal, marcaram presença o prefeito de Pitanga, Dirceu Moraes, a secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania, Roselene Lavezzo Melo, e a coordenadora do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), Adriele Andréia Inácio. Também participaram o delegado da Polícia Civil Paulo Emílio Terra, a tenente da Polícia Militar Bianca Camargo e o prefeito de Boa Ventura de São Roque, Nestor Kenear.
Fonte: Ministério Público PR
Paraná
MP em Movimento impulsiona avanços na gestão de resíduos sólidos em municípios da região Norte do Estado
Durante cerca de 20 anos, moradores de Faxinal, na região Norte do Paraná, conviveram com os impactos causados por um lixão a céu aberto. Hoje, a situação está diferente. O local foi desativado no mês passado e o município passou a adotar medidas para adequar a destinação dos resíduos às normas ambientais, com implantação da coleta seletiva, organização da reciclagem e elaboração de projeto para um aterro sanitário.
A mudança em Faxinal é um dos resultados das articulações promovidas pelo Ministério Público do Paraná durante o MP em Movimento. Balanço elaborado pela regional do Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo (Gaema) mostra que diversos municípios do Norte Central do Estado avançaram na gestão de resíduos sólidos após reunião realizada em abril de 2025, que reuniu gestores públicos, órgãos ambientais e representantes do Ministério Público para discutir a implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Evolução – Além de Faxinal, outros municípios também registraram avanços importantes. Em Jataizinho, o antigo lixão foi desativado, a coleta seletiva foi estruturada, uma cooperativa de recicladores entrou em funcionamento e o município passou a terceirizar a destinação ambientalmente adequada dos resíduos sólidos urbanos.
De acordo com a presidente da cooperativa, Vanessa Maria Pereira, 15 pessoas sustentam suas famílias com a renda obtida por meio da coleta e separação de materiais recicláveis. “Os benefícios da cooperativa são para toda a população, que está aprendendo a fazer a separação correta dos recicláveis e evitando a poluição”, afirmou.
Também registraram avanços importantes os municípios de Florestópolis, Lupionópolis, Santa Cecília do Pavão, Rosário do Ivaí, Grandes Rios, São João do Ivaí e Cambé.
Entre as medidas adotadas estão a regularização de áreas de transbordo, a implantação ou o fortalecimento da coleta seletiva, o licenciamento ambiental de estruturas e a elaboração de projetos para recuperação de áreas degradadas e aprimoramento da gestão dos resíduos.
Além dos benefícios ambientais, o relatório do Gaema destaca reflexos diretos das mudanças na saúde pública e na qualidade de vida da população, reduzindo riscos de contaminação do solo e da água, diminuindo a proliferação de vetores de doenças e fortalecendo a reciclagem e a inclusão social por meio da atuação de cooperativas e associações de catadores.
Pendências – O acompanhamento do Gaema mostra que alguns municípios ainda enfrentam desafios. Centenário do Sul permanece entre as situações mais críticas da região, embora tenha iniciado medidas de regularização ambiental. Porecatu mantém o lixão em operação e ainda precisa avançar no licenciamento ambiental de suas estruturas.
Em Kaloré, houve retrocesso, com a paralisação das obras da nova área de transbordo e a manutenção do lixão em funcionamento. O caso segue em fase de cumprimento de sentença, e o MPPR adotou novas medidas para que o Município regularize a situação e viabilize a implantação do aterro sanitário e do barracão de reciclagem.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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