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Política Nacional

Projeto que transforma em falta grave a recusa do preso ao trabalho vai à CCJ

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A Comissão de Segurança Pública (CSP) do Senado aprovou nesta terça-feira (2) a proposta do senador Alan Rick (Republicanos-AC) para tornar falta grave a recusa do preso ao trabalho. O texto também permite a gestão privada de oficinas de trabalho prisional.

O projeto (PL 352/2024), que recebeu parecer favorável do senador Sergio Moro (União-PR), segue para análise em outro colegiado da Casa: a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

O texto original da proposta previa três mudanças na Lei de Execução Penal: permitir a gestão privada das oficinas de trabalho prisional, classificar como falta grave a recusa injustificada ao trabalho e condicionar a progressão de regime ao pagamento de indenização pelos danos causados pelo crime. Esta  última medida foi retirada por Moro, que foi o relator da matéria.

Quando apresentou a proposta, Alan Rick argumentou que o trabalho do preso deve ser encarado como forma de reparação, responsabilização e reintegração social. Na justificação da matéria, ele afirmava que, ao exigir o pagamento da indenização como requisito para a progressão de regime, o sistema prisional estimularia o preso a trabalhar e compreender os impactos de seus atos.

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Em seu parecer, Moro concordou com o mérito geral da proposta, mas considerou inadequada a exigência de pagamento prévio da indenização. Para ele, a exigência poderia ser questionada quanto à sua constitucionalidade, por violar a proibição de prisão civil por dívida (a única prisão por débito permitida hoje é a de devedores de pensão alimentícia), além de aprofundar desigualdades entre presos pobres e ricos e causar problemas burocráticos quanto à execução penal.

A versão aprovada na CSP manteve a possibilidade de convênios com entidades privadas para gerenciar oficinas de trabalho nos presídios. Também transforma em falta grave a recusa do preso em trabalhar quando estiver apto, desde que respeitado o direito à ampla defesa.

— Em geral os presos gostariam de trabalhar e ter essa possibilidade, e devem ser incentivados. E, de fato, deve-se punir aquele que, tendo condições, não se dispõe a fazê-lo — declarou Moro.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Apuração das eleições começa às 17h; veja balanço parcial do TSE

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Às 17h do domingo (4), no horário de Brasília, termina oficialmente a votação em território brasileiro, e a Justiça Eleitoral começa a apurar quais os 54 senadores eleitos dentre 319 candidatos, e quais os 513 deputados, dentre 7.803 opções. Também serão revelados os 11.728 deputados estaduais e distritais escolhidos.

O resultado também informará os candidatos a governador e à Presidência da República eleitos ou que irão ao segundo turno. No exterior, a votação para presidente da República já havia terminado em pelo menos 36 países às 16h20 de Brasília.

A partir das 8h, mais de 158,7 milhões de eleitores aptos iniciaram a votação nas 499 mil urnas em todo o Brasil.

De acordo com o boletim do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado às 10h, 421 urnas foram substituídas. Nenhuma seção, em nenhum município, havia feito uso da votação manual. 

De acordo com o TSE, a votação ocorreu em 104 países. Neles, os eleitores podem votar apenas para presidente.

Resultados

O cidadão pode acompanhar a contagem dos votos para senador, presidente e governador em tempo real, pelo site do Senado. A apuração desses e dos demais cargos também pode ser acompanhada pelo aplicativo Resultados, da Justiça Eleitoral.

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Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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