Paraná
Projeto de lei proposto por aluno de Roncador é vencedor do Geração Atitude 2023
O projeto de lei de autoria de Robson Silva de Quevedo, aluno do Colégio Estadual General Carneiro, município de Roncador, Núcleo Regional de Educação de Campo Mourão, foi o vencedor no programa Geração Atitude 2023. A proposta é que sejam adotadas na rede estadual ações voltadas ao direcionamento profissional dos estudantes. Vencedor entre 32 finalistas, o projeto pode vir a ser apresentado pela Mesa Executiva da Assembleia Legislativa e, eventualmente, implementado no Estado.
Voltado a estudantes do ensino médio da rede estadual, o Geração Atitude é desenvolvido pela secretaria estadual da Educação (Seed), Ministério Público, Assembleia Legislativa, Tribunal de Justiça e o Governo do Estado e tem por objetivo despertar o interesse dos jovens para temas como cidadania, democracia, política, eleições, voto consciente e o funcionamento de órgãos públicos.
A premiação aos vencedores da edição deste ano aconteceu nesta quarta-feira (08), após sessão plenária especial na qual os alunos, representando os Núcleos Regionais de Educação, defenderam as propostas na tribuna da Assembleia Legislativa, na última etapa do programa, denominada Caravana da Cidadania.
Robson, sob supervisão da professora Veronice Divino, elaborou a proposta de instituir na rede estadual programa voltado à capacitação e orientação técnico-profissional dos estudantes, por meio de testes vocacionais. Além disso, o projeto de lei prevê também a criação da Semana Estadual da Conscientização Profissional.
“A ideia é que os testes vocacionais, presenciais ou online, sejam ofertados gratuitamente pela Secretaria da Educação, com orientações sobre carreiras profissionais, por meio de palestras e eventos ministrados por representantes de diferentes áreas”, defendeu Robson. “Caso se transforme em lei estadual, vou ficar muito feliz em ter contribuído para que os alunos possam ter ferramentas para escolher que profissão seguir”, afirma.
Os outros dois projetos, das 2ª e 3ª colocações, também tiveram como foco a área da educação. O projeto de lei de Jonas Jorge Guerra, do Colégio Estadual Barão do Rio Branco, do município de Inajá, núcleo de Paranavaí, prevê a disponibilização, pelo Governo do Estado, de cursos preparatórios para vestibulares e para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nas escolas públicas.
O trabalho conquistou o 2º lugar na premiação. Para sua elaboração, Jonas contou com a orientação da professora Mariana Cardoso Baski. “Minha ideia é viabilizar uma forma de proporcionar aos alunos de escolas públicas mecanismos para que se preparem melhor para as provas”, justificou.
A terceira colocação ficou com o projeto de Lara Cristina Flametti Manfredi, do Colégio Estadual do Campo Flor da Serra, município de Realeza, Núcleo Regional de Francisco Beltrão, sob a supervisão do professor Fernando Mantela dos Santos. Propõe a inserção, no currículo das escolas do campo, de aulas sobre temas ligados à zona rural, como segurança rural, produção de orgânicos e manejo de animais de médio e grande porte, por meio de convênios com universidades, por exemplo. “Sou moradora do meio rural e gostaria de não precisar sair para buscar trabalho no futuro”, afirmou.
GERAÇÃO ATITUDE – O projeto Geração Atitude está na 8ª edição. Em 2023, recebeu mais de 400 propostas desenvolvidas por estudantes da rede estadual de ensino. “Essa etapa em que eles vieram para Curitiba, visitaram as sedes dos órgãos públicos e apresentaram seus projetos é o ápice de um trabalho que acontece desde o início do ano em sala de aula. Estamos muito felizes com o nível dos projetos apresentados pelos alunos. Nosso balanço é muito positivo”, ressalta Ronise Feuser, coordenadora do Geração Atitude na Secretaria da Educação. “O resultado não se resume aos 32 projetos que foram apresentados hoje, mas faz parte da construção da cidadania em um trabalho que vai se multiplicar”, complementa.
O professor Dilvano Leder de França, técnico pedagógico do Departamento de Programas para a Educação Básica da Secretaria da Educação, explica como se deu a escolha dos alunos do programa Geração Atitude para a etapa final, a Caravana da Cidadania, e de como ele foi aplicado nas escolas.
“O programa é feito em várias etapas e elas incluem, primeiramente, o trabalho com os professores na escola, com o Guia do Cidadão, quando se trabalha temáticas que envolvem cidadania, o processo de não corrupção e voto. Além disso, eles recebem a visita nas escolas de promotores da equipe do Ministério Público, que fazem palestra e tiram dúvidas”, explicou o professor.
“A partir disso, os alunos começam a elaborar seus projetos junto com os professores. Nesta edição, foram mais de 20 mil estudantes participando. A escola monta uma comissão de professores e equipe pedagógica, que elegem os três melhores. Estes são submetidos à Assembleia Legislativa e aí chegamos aos 32 que estão aqui hoje”, conta França.
Nestas etapas, os estudantes passam a conhecer o que é um projeto de lei, como ele é construído, como se dá o processo democrático. “O processo de construir uma ideia e transformá-la em proposta ajuda a formar cidadãos mais conscientes sobre política” , diz o diretor legislativo da Assembleia, Dylliardi Alessi, o anfitrião do grupo na Casa.
MARATONA – O grupo chegou a Curitiba no início da semana. No primeiro dia de trabalho, os alunos e professores visitaram a sede do Ministério Público e do Poder Executivo, o Palácio Iguaçu. Assistiram palestras e entenderam mais sobre as funções e obrigações de cada uma das instituições.
Após a apresentação dos projetos no Plenário da Assembleia Legislativa, o grupo visitou o Museu Oscar Niemeyer (MON). “Eu adorei cada um dos momentos que passei aqui. Me senti um pouco protagonista desse processo mesmo. Tudo muito enriquecedor”, resumiu Ana Luisa Possetti Godoi, do Colégio Machado de Assis.
Fonte: Governo PR
Paraná
Operários da Ponte de Guaratuba festejam entrega da estrutura no Dia do Trabalhador
A Ponte de Guaratuba, um sonho de mais de 40 anos, será inaugurada nesta sexta-feira (1º) em uma data simbólica: o Dia do Trabalhador. Centenas de trabalhadores ajudaram a pôr fim a uma espera que ia muito além do tempo de travessia com o ferry boat. Era uma espera que segurava o desenvolvimento de Guaratuba e do Litoral do Paraná como um todo. A espera acabou.
Foram mais de mil trabalhadores que atuaram no pico da obra simultaneamente. Ao todo, são 3 milhões de homem/hora trabalhada – número de trabalhadores × hora trabalhadas – durante toda a obra, contribuindo para que fosse executada em tempo recorde. Pedreiros, carpinteiros, operadores de máquinas, armadores, soldadores, trabalhadores de Guaratuba ou de outras partes do Brasil. Todos em uma força-tarefa para concretizar o sonho dos paranaenses dentro do cronograma, seguido à risca.
Entre eles está Abrão de Oliveira, carpinteiro presente na obra desde o início, em abril de 2024. Morador de Guaratuba há 15 anos, ele sabe bem as dificuldades impostas durante anos pela falta da estrutura. “Muitas vezes eu passei perrengues aqui, indo para Paranaguá, encarando a fila da balsa. A ponte foi um bom projeto tirado do papel. Há muitos anos estávamos esperando por isso”, conta, orgulhoso por participar de um momento histórico para a cidade que o recebeu há mais de uma década.
“É um sentimento de muita honra. Estou feliz por isso e por ter ajudado o nosso Litoral, concluindo essa obra”, continua. E a família de Abrão em Reserva, sua cidade natal, já tem planos para vir conhecer a ponte que ele ajudou a construir. “Lembro dos parentes quando vinham para as praias, sempre me perguntavam ‘como é que está o andamento da obra?’. Todo mundo na expectativa para que quando acabasse não precisar encarar a fila do ferry boat”, comenta.
Presente desde as fases iniciais da construção da ponte, o pedreiro Walcir Andrade Tobias chegou para trabalhar na obra em setembro de 2024. Ele, que também é morador de Guaratuba, veio do Mato Grosso do Sul há mais de 30 anos. “Foi um grande privilégio poder construir essa ponte que é um sonho tanto nosso, enquanto trabalhadores, quanto de toda a população. Estamos aqui prestando um bom serviço, e creio que foi bom, porque estou até agora”, brinca.
Walcir enxerga na ponte a possibilidade de um futuro melhor para Guaratuba, sem esquecer da importância histórica que o ferry boat teve para a cidade. “Tinha que enfrentar esse abençoado ferry boat, e falo abençoado porque serviu não só a nós, mas a muita gente. Quando era para fazer viagem para lá, tinha toda aquela demora”, diz, apontando para o lado mais próximo de Matinhos.
“O nosso sonho sempre foi um dia falar que temos a ponte, mas ninguém de fato acreditava que esse dia chegaria e, graças a Deus, deu tudo certo”, complementa. “Faz mais de 30 anos que estou aqui e também estou incluído nesse sonho. Para mim, é um grande prazer ter essa ponte que veio para unir tudo aqui.”
E se engana quem pensa que apenas os paranaenses estavam ansiosos pela entrega da estrutura. “Todo ano meus irmãos vêm para cá e sempre me perguntam ‘e a ponte, vai sair?’. Hoje eles estão juntos na inauguração, então é um grande privilégio”, finaliza.
“PRIMEIRA PONTE” – Vindo de um pouco mais distante, a cerca de 1,2 mil km, o encarregado de montagem Alessandro Barreto saiu de Itumbiara, em Goiás, especialmente para trabalhar na Ponte de Guaratuba. Ele chegou em fevereiro de 2025 para atuar em um dos trechos mais icônicos da estrutura: o estaiado. “A minha trajetória foi no meio do mar, nos dois pilares centrais da ponte, apoio 4 e apoio 5”, explica.
“Por incrível que pareça, essa é a minha primeira ponte. Eu trabalhei a minha vida inteira em usinas hidrelétricas, então essa foi a primeira oportunidade que tive de trabalhar em uma estrutura como essa”, ressalta. Ele detalha a experiência de construir uma ponte estaiada. “A diferença é que aqui eu trabalho dentro do mar. Na hidrelétrica, trabalhamos primeiro na terra para depois encher e formar o rio da usina. Trabalhar na terra a gente já está acostumado. No mar foi a primeira vez, então achei mais interessante.”
E se a temperatura em Guaratuba pode passar dos 30ºC, a brisa do mar ajuda a diferenciar o calor daqui em comparação ao goiano. “Essas regiões mais frias eu já conhecia, pois trabalhei por aqui e em Santa Catarina também. Eu gosto muito dessa região e do frio, acho o clima bem gostoso. Quando surgiu a oportunidade de vir para o Paraná, eu não pensei duas vezes. Me adapto bem ao frio”, conta.
Agora, com a ponte entregue, o sentimento é de dever cumprido. “Fico muito feliz de ter participado desse projeto. Todo mundo aqui falava disso, só que eu não tinha conhecimento. A partir do momento que eu cheguei, as pessoas comentavam o quanto essa obra era esperada há anos, e hoje é um sonho que está acontecendo. Batalhamos muito para chegar no que está hoje para essa inauguração”, finaliza.
PONTE – Com investimento de mais de R$ 400 milhões do Governo do Estado, a obra ficou sob responsabilidade do Departamento de Estrada de Rodagens do Paraná (DER/PR), autarquia da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL), e foi executada pelo Consórcio Nova Ponte.
A Ponte de Guaratuba é uma das principais obras de infraestrutura do Paraná e conta com 1.244 metros de extensão, com quatro faixas de tráfego, duas faixas de segurança em cada sentido, calçadas com ciclovia e guarda-corpos. Contando com os acessos na PR-412, a obra compreende cerca de 3 quilômetros ao todo.
Fonte: Governo PR
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