Paraná
Projeto acadêmico de combate à violência contra a mulher soma 5 mil casos solucionados
O Governo do Estado apresentou nesta terça-feira (8) o Núcleo Maria da Penha (Numape) das universidades estaduais em uma audiência pública sobre o papel das instituições no combate à violência de gênero, na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). Coordenado pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti), o Numape é um projeto estratégico que disponibiliza atendimento jurídico e acolhimento psicológico gratuitos para mulheres em situação de vulnerabilidade social, vítimas de violência doméstica.
Com amparo na Lei nº 11.340/2006, a Lei Maria da Penha, o projeto possibilita o acesso das mulheres à justiça e uma nova perspectiva de vida para as vítimas que pretendem se desvincular dos agressores. O objetivo é proporcionar que a vítima reassuma o controle sobre a situação de vida, inclusive financeira, e assegurar a integridade física e psicológica, resgatando a dignidade e autonomia.
Entre os serviços estão a assistência jurídica para o divórcio ou reconhecimento e dissolução de união estável, a regularização de visitas e guarda dos filhos e a partilha de bens adquiridos durante o casamento. O Numape é considerado um projeto estratégico do Estado e conta com recursos do Fundo Paraná de fomento científico e tecnológico, gerenciado pela Seti, para o desenvolvimento das atividades.
Desde 2013, a iniciativa reúne um número expressivo de atendimentos. Somente no primeiro semestre deste ano foram 13.253 assessorias jurídicas, 3.087 audiências judiciais, 2.795 inquéritos instaurados e 4.986 casos solucionados na justiça. Na área de Psicologia foram 3.950 acolhimentos no período que compreende os meses de janeiro a julho.
Segundo a coordenadora estadual do Numape, professora Claudete Canezin, do Departamento de Direito Privado do Centro de Estudos Sociais Aplicados da UEL, o foco é orientar as mulheres de forma multidisciplinar. “Depois que o juiz nomeia o Numape para o acompanhamento, a psicóloga convida a mulher para uma conversa e repassa todas as orientações sobre os direitos que ela tem nos processos crime e também na área da família”, comentou.
Atualmente, são 11 unidades do Numape, distribuídas nos campus das sete universidades estaduais do Paraná. Além do suporte jurídico, as equipes multidisciplinares com profissionais de Direito, Psicologia e Pedagogia desenvolvem ações de conscientização para as mulheres, a fim de esclarecer os tipos de violência (física, verbal, psicológica, moral e patrimonial) e as formas adequadas para se emanciparem, de acordo com a legislação vigente.
LEGISLAÇÃO – A Lei Maria da Penha completou 17 anos nessa segunda-feira (7). Criada em 2006, a legislação reforça o enfrentamento à violência contra as mulheres. Além da definição e tipificação de violência doméstica e familiar contra a mulher, o dispositivo legal brasileiro é responsável por esse tipo de violência ser considerado agressão aos direitos humanos.
Serviço:
Projeto Núcleo Maria da Penha (Numape)
Universidade Estadual de Londrina (UEL)
Coordenadora: Claudete Carvalho Canezin
Endereço: Rua Brasil, nº 742 – Centro
E-mail: [email protected]
Telefone: (43) 3344-0929
Universidade Estadual de Maringá (UEM)
Coordenadora: Gláucia Valéria Pinheiro de Brida
Endereço: Av. Colombo, 5790. Bairro Jd. Universitário, Bloco A-01, ao lado do Protocolo Geral
E-mail: [email protected]
Telefone: (44) 3011-5104 e (44) 98408-6305
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Coordenador: Nara Luiza Valente
Endereço: Av. Maria Perpétua da Cruz, 111, Núcleo de Práticas Jurídicas
E-mail: [email protected]
Telefone: (42) 99929-2600 (WhatsApp) | (42) 3220-3475 | (42) 2102-8615 | (42) 2102-8614
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) – Campus de Foz do Iguaçu
Coordenador: Isadora Minotto Gomes Schwertner
Endereço: Rua Padre Bernardo Plate, 1250. Bairro Jardim Polo Centro
E-mail: [email protected]
Telefone: (45) 33521-9757
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) – Campus de Francisco Beltrão
Coordenador: Guilherme Welter Wendt
Endereço: Rua Maringá, 1200, Centro de Pesquisa, bloco 1, sala 4. Centro de Ciências Sociais Aplicadas
E-mail: [email protected]
Telefone: (46) 3520-4861 | (46) 99126-9188 e (46) 98421-4733 (WhatsApp)
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) – Campus de Marechal Cândido Rondon
Coordenadora: Adriana Do Val Alves Taveira
Endereço: Rua Pernambuco, 1777, Bloco 3, térreo. Bairro Centro
E-mail: [email protected]
Telefone: (45) 3284-7938 | (45) 99841-0892 (WhatsApp)
Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) – Toledo
Coordenador: Gilson Hugo Rodrigo Silva
Endereço: Rua da Faculdade, 645. Centro de Ciências Sociais Aplicadas
E-mail: [email protected]
Telefone: (45) 3379-4099
Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) – Campus de Guarapuava
Coordenadora: Marion Regina Stremel
Endereço: Rua Salvatore Renna, nº 875. Bairro Santa Cruz
E-mail: [email protected]
Telefone: (42) 3621-1099
Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro) – Campus de Irati
Coordenadora: Ana Paula de Andrade
Endereço: PR 153, KM 7. Bairro Riozinho
E-mail: [email protected]
Telefone: (42) 3421-3086
Universidade Estadual do Norte do Paraná (UENP) – Campus de Jacarezinho
Coordenador: Fernando de Brito Alves
Endereço: Av. Manoel Ribas, n° 711. Bairro Centro
E-mail: [email protected]
Telefone: (43) 99648-7511
Universidade Estadual do Paraná (Unespar) – Campus de Paranavaí
Coordenadora: Keila Pinna
Endereço: Av. Gabriel Esperidião, s/no, sala 17
E-mail: [email protected]
Telefone: (44) 99882-9739
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministério Público denuncia vereadora de Curitiba por prática de discriminação por procedência nacional ao dizer que colega deveria “voltar para o Ceará”
O Ministério Público do Paraná, por meio da Promotoria de Justiça de Proteção aos Direitos Humanos de Curitiba, ofereceu denúncia criminal contra uma vereadora da capital pela suposta prática de discriminação ou preconceito em razão da procedência nacional. O crime está previsto no artigo 20 da Lei 7.716/1989.
Conforme a denúncia, durante sessão da Câmara Municipal de Curitiba, realizada em 5 de agosto de 2026, a parlamentar teria dirigido à outra vereadora expressões relacionadas à sua origem no Estado do Ceará, incluindo as frases: “Por que a senhora não volta pro Ceará? Por que a senhora veio pra cá? A senhora nasceu lá mas vem encher o saco aqui”.
Segundo o Ministério Público, as manifestações teriam sido proferidas com a intenção de ofender e humilhar a vítima, além de menosprezar e discriminar, de forma mais ampla, pessoas de origem cearense, configurando, em tese, discriminação por procedência nacional.
Responsabilização criminal e indenização – Na denúncia, o MPPR requer, além da responsabilização criminal, a fixação de valor mínimo de indenização à vítima pelos danos causados, inclusive morais, no montante correspondente a 20 salários mínimos, atualmente equivalente a R$ 32.420,00, a ser atualizado pelos índices oficiais.
Também foi requerido o arbitramento de indenização por dano moral coletivo no valor correspondente a 40 salários mínimos, no momento equivalente a R$ 64.840,00, em razão de ofensa a valores fundamentais relacionados à igualdade, à dignidade da pessoa humana e ao combate à discriminação. O MPPR solicita que, se deferido, o valor seja destinado ao Fundo Estadual de Políticas de Promoção da Igualdade Racial e utilizado para financiamento de políticas públicas voltadas à promoção da igualdade racial no Paraná.
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4226
Fonte: Ministério Público PR
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