Agro
Programação de embarques de açúcar supera 3,2 milhões de toneladas nos portos brasileiros
A movimentação de açúcar nos portos brasileiros continua em ritmo intenso. Segundo levantamento da agência marítima Williams Brasil, 85 navios aguardavam embarque de açúcar até 17 de setembro, frente a 83 registrados na semana anterior, em 10 de setembro.
No total, foram programados carregamentos de 3,282 milhões de toneladas, acima das 3,183 milhões de toneladas previstas na semana passada.
Porto de Santos lidera exportações de açúcar
O Porto de Santos (SP) concentra a maior parte do volume, com 2,263 milhões de toneladas agendadas para embarque. Na sequência aparecem:
- Paranaguá (PR): 670,4 mil toneladas
- São Sebastião (SP): 216,3 mil toneladas
- Imbituba (SC): 43,7 mil toneladas
- Itajaí (SC): 25 mil toneladas
- Recife (PE): 63,6 mil toneladas
O relatório da Williams Brasil considera tanto embarcações já atracadas, como navios fundeados à espera e aqueles com chegada prevista até 21 de novembro.
Tipos de açúcar destinados à exportação
Entre os embarques programados, o destaque é para o açúcar VHP, com 2,998 milhões de toneladas. Também estão previstos:
- Cristal B150: 58,5 mil toneladas
- Refinado A-45: 91,1 mil toneladas
- TBC: 93,6 mil toneladas
Exportações de setembro passam de 1,5 milhão de toneladas
De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o Brasil exportou 1,531 milhão de toneladas de açúcar nos dez primeiros dias úteis de setembro, com receita de US$ 615,86 milhões.
O preço médio praticado foi de US$ 402,10 por tonelada, enquanto a receita média diária atingiu US$ 61,58 milhões. Já o volume médio embarcado por dia ficou em 153,1 mil toneladas.
Comparação com setembro de 2024 mostra queda
Na comparação com o mesmo período do ano passado, as exportações registraram retração:
- Receita média diária: queda de 27,5% (US$ 84,93 milhões em 2024 para US$ 61,58 milhões em 2025)
- Volume médio diário: recuo de 17,1% (de 184,7 mil toneladas em 2024 para 153,1 mil toneladas em 2025)
- Preço médio por tonelada: baixa de 12,5% (de US$ 459,70 em 2024 para US$ 402,10 em 2025)
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Colheita do café 2026/27 avança lentamente no Brasil e comercialização segue travada
A colheita da safra brasileira de café 2026/27 segue em ritmo lento, especialmente no segmento de café conilon (robusta). Além do avanço moderado nos trabalhos de campo, a comercialização da nova safra também permanece travada, refletindo a cautela dos produtores diante da volatilidade do mercado e das diferenças de preços entre o café disponível e os contratos futuros.
Levantamento semanal da Safras & Mercado aponta que, até 13 de maio, apenas 6% da safra 2026/27 havia sido colhida no Brasil. O percentual fica ligeiramente abaixo dos 7% registrados no mesmo período do ano passado e distante da média dos últimos cinco anos, de 9%.
Colheita do café conilon registra atraso
O maior atraso é observado no café canéfora, grupo que engloba o conilon e o robusta. Segundo o levantamento, apenas 8% da produção havia sido colhida até meados de maio, contra 11% no mesmo período do ciclo anterior e média histórica de 15%.
O desempenho abaixo do esperado indica um início mais lento da safra, o que mantém o mercado atento à evolução dos trabalhos nas principais regiões produtoras.
No café arábica, a colheita alcançou 4% da produção, em linha com o registrado no ano passado. Ainda assim, o percentual segue abaixo da média dos últimos cinco anos, que é de 6% para esta época do calendário agrícola.
Comercialização da safra 2026/27 segue lenta
Além da colheita mais lenta, o ritmo de comercialização da safra 2026/27 também permanece abaixo da média histórica.
De acordo com levantamento mensal da Safras & Mercado, até 13 de maio, apenas 16% do potencial produtivo da safra de conilon/robusta havia sido negociado antecipadamente. O avanço mensal foi de apenas dois pontos percentuais.
Apesar de o percentual estar próximo ao observado no mesmo período do ano passado, ele segue bem abaixo da média dos últimos cinco anos, próxima de 25%.
Segundo o consultor Gil Barabach, os produtores continuam priorizando as vendas do café disponível, reduzindo o interesse por negociações antecipadas da nova safra.
“As vendas da safra 2026/27 de café no Brasil continuam em ritmo lento, com os produtores priorizando a negociação do café disponível”, destacou o consultor.
Vendas de arábica e conilon ficam abaixo da média histórica
No caso do conilon, as vendas antecipadas atingem apenas 10% da produção esperada. Embora o número supere os 8% registrados no mesmo período do ano passado, ele permanece distante da média histórica de 18%.
Já no café arábica, a estimativa preliminar indica comercialização de cerca de 20% da safra potencial, abaixo dos 22% observados em igual período de 2025 e bem inferior à média de 29% registrada nos últimos cinco anos.
Segundo Barabach, a diferença entre os preços praticados no mercado físico e as indicações para fixação da safra nova tem limitado os negócios antecipados do arábica.
Safra 2025/26 também apresenta vendas mais lentas
O ritmo mais cauteloso também aparece na comercialização da safra 2025/26, colhida no ano passado.
Até 13 de maio, cerca de 86% da produção havia sido comercializada pelos produtores brasileiros. No mesmo período do ano anterior, as vendas já alcançavam 96%, enquanto a média dos últimos cinco anos era de aproximadamente 94%.
De acordo com Gil Barabach, apesar de o interesse de venda ter apresentado melhora recente, o fluxo comercial ainda segue limitado pela instabilidade financeira e pela volatilidade das bolsas internacionais.
“A incerteza financeira, refletida na volatilidade das bolsas, resultou em uma postura ainda cautelosa dos vendedores, explicando o ritmo mais cadenciado das negociações”, avaliou o analista.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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