Agro
Programa nacional conecta universidades e agronegócio para estimular jovens cientistas
Um novo programa nacional busca aproximar estudantes, pesquisadores e o setor produtivo, incentivando projetos científicos com foco em inovação, sustentabilidade e eficiência no agronegócio. A iniciativa, criada pela Fortgreen e pela F1rst Agbiotech, premiará os melhores trabalhos em quatro áreas estratégicas: nutrição vegetal, fisiologia, adjuvantes e biológicos.
O programa é aberto a alunos de graduação e pós-graduação de Ciências Agrárias, além de pesquisadores de órgãos públicos e privados, promovendo o protagonismo de jovens cientistas e estreitando a conexão entre universidade e mercado.
Como funciona a participação
Cada participante deve apresentar um projeto de pesquisa original acompanhado de relatório técnico, com orientação de um professor (para estudantes) ou de forma independente (para pesquisadores).
Os projetos serão avaliados por um comitê técnico, considerando critérios como rigor metodológico, clareza na apresentação dos resultados e qualidade das análises. Os trabalhos mais destacados serão premiados com R$ 10 mil para o aluno e R$ 5 mil para o orientador, valorizando o mérito acadêmico e o impacto científico.
Inscrições gratuitas e cronograma
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas pelo formulário online até 20 de fevereiro de 2026. Após a inscrição, um representante entrará em contato em até 15 dias para uma reunião técnica sobre os produtos e esclarecimento de dúvidas.
Os participantes deverão, então, elaborar o projeto de pesquisa e enviar todos os documentos à comissão avaliadora até fevereiro de 2026. Os vencedores serão anunciados em agosto de 2026, durante evento que reunirá pesquisadores e profissionais do agronegócio de todo o país.
Fortalecendo a ligação entre universidades e mercado
Para João Vidotto, gerente de Produtos da Fortgreen e idealizador do programa, a iniciativa oferece uma oportunidade única de troca de experiências entre estudantes, professores e profissionais do setor. “Queremos incentivar a inovação e criar oportunidades reais para novas ideias que possam transformar o campo”, afirma.
Com mais de 20 anos de atuação e presença em sete países, a Fortgreen se destaca pelo desenvolvimento de soluções de alta performance em nutrição vegetal e pela contribuição científica ao agronegócio. O programa reforça o compromisso da empresa com formação de talentos, avanço da pesquisa e inovação tecnológica no campo.
Impacto científico e sustentável
Além de premiar projetos, a iniciativa visa construir uma base robusta de trabalhos técnicos e protocolos experimentais, ampliando o acesso a dados e resultados científicos que possam gerar soluções mais eficientes e sustentáveis para o setor agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Genética bovina pode aumentar produção de leite em até 9,2% e reduzir emissões de metano, aponta estudo
No Dia Mundial do Leite, celebrado em 1º de junho, pesquisas reforçam o papel estratégico da genética no desenvolvimento de uma pecuária leiteira mais eficiente, rentável e sustentável. Estudos recentes indicam que a seleção genética pode elevar a produção de leite em até 9,2%, além de reduzir em 12,7% a intensidade das emissões de metano, contribuindo para a mitigação dos impactos ambientais da atividade.
O avanço da genética ocorre em um momento importante para o setor. Em 2025, o Brasil registrou a maior captação de leite de sua história, com 27,5 bilhões de litros adquiridos por laticínios sob inspeção sanitária. O cenário reforça a necessidade de adoção de tecnologias capazes de aumentar a produtividade sem ampliar proporcionalmente o uso de recursos naturais.
Rebanhos mais eficientes impulsionam produtividade
Estudos conduzidos pela Zoetis demonstram que animais geneticamente superiores apresentam maior capacidade produtiva mesmo em condições de estresse térmico, além de melhor eficiência alimentar e menor intensidade de emissão de gases de efeito estufa ao longo da vida produtiva.
Os resultados apontaram benefícios expressivos para os sistemas de produção leiteira:
- Aumento médio de 9,2% na produção de leite;
- Redução de 18,1% na taxa de reposição dos rebanhos;
- Diminuição de até 12,7% na intensidade das emissões de metano;
- Redução média de 9,5% na intensidade de nitrogênio associada à produção.
Segundo Henrique Hooper, coordenador de Serviços Técnicos de Ruminantes da Zoetis Brasil, a genética tem ampliado a capacidade dos produtores de tomar decisões mais precisas dentro das propriedades.
“A utilização de informações genéticas permite identificar animais com maior potencial produtivo, melhor eficiência alimentar e maior capacidade de adaptação aos desafios climáticos. Isso acelera o melhoramento genético e contribui para a formação de rebanhos mais eficientes e sustentáveis”, destaca.
Sustentabilidade passa a integrar a seleção genética
Os indicadores ambientais utilizados nas pesquisas foram desenvolvidos a partir do modelo científico RuFaS (Ruminant Farm System), reconhecido internacionalmente para avaliação da sustentabilidade na pecuária.
A metodologia foi incorporada à atualização do Clarifide Dairy Plus, solução genética da Zoetis que utiliza o índice econômico DWP$ (Dairy Wellness Profit Index). A ferramenta considera características ligadas à produção e qualidade do leite, fertilidade, nutrição de precisão, bem-estar animal e uso racional de antibióticos para avaliar o potencial de rentabilidade dos animais.
Com a atualização mais recente, passaram a ser incorporadas também avaliações relacionadas à eficiência alimentar e à resiliência ao calor, ampliando a capacidade de seleção de animais mais adaptados às condições futuras de produção.
Resiliência ao calor ganha importância na pecuária leiteira
O aumento das temperaturas e a maior frequência de eventos climáticos extremos têm colocado a adaptação dos rebanhos entre as prioridades da cadeia produtiva do leite.
Nesse contexto, a genética surge como uma ferramenta importante para identificar animais capazes de manter produtividade, fertilidade e saúde mesmo sob condições de estresse térmico.
Os estudos desenvolvidos pela companhia permitem diferenciar indivíduos mais adaptados dentro do mesmo rebanho, utilizando indicadores relacionados à temperatura, umidade e impacto climático sobre a produção.
Eficiência alimentar reduz custos e impactos ambientais
Outro fator cada vez mais valorizado na pecuária leiteira é a eficiência alimentar. Animais geneticamente mais eficientes conseguem converter melhor os nutrientes consumidos em produção de leite, reduzindo desperdícios e melhorando o aproveitamento dos recursos nutricionais.
Além da redução dos custos de produção, essa característica contribui para diminuir a pegada ambiental da atividade, reduzindo a emissão de gases por litro de leite produzido.
Tecnologia genética apoia decisões mais precisas no campo
Para transformar dados em decisões práticas, ferramentas genômicas vêm sendo utilizadas para identificar animais mais produtivos, saudáveis e adaptados às condições de cada sistema produtivo.
Entre as soluções disponíveis está o Clarifide Dairy Plus, plataforma que realiza avaliações genômicas de bovinos das raças Holandesa e Jersey, permitindo identificar fatores de risco genético associados a doenças de importância econômica, além de características relacionadas à produtividade, bem-estar animal, eficiência alimentar e adaptação climática.
Com a integração entre genética, ciência e tecnologia, a tendência é que a pecuária leiteira brasileira avance na construção de sistemas mais competitivos, sustentáveis e preparados para atender às exigências dos mercados e dos consumidores nos próximos anos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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