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Agro

Ministro Fávaro reforça compromisso com agricultura sustentável, inovação e segurança alimentar na 39ª Conferência Regional da FAO

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Nesta quarta-feira (4), o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, participou junto ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, da abertura da 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe (LARC39).

A Conferência, que coincide com as celebrações dos 80 anos da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, reúne ministros, autoridades e representantes dos países da América Latina e do Caribe. O encontro ocorre no Palácio Itamaraty, em Brasília, entre os dias 2 e 6 de março.

Em seu discurso, além de abordar o enfrentamento da fome no país, o presidente Lula ressaltou a importância de associar produção de alimentos à geração de renda e inclusão produtiva. “Ninguém quer produzir só para comer. É preciso ensinar as pessoas que elas podem produzir e ganhar dinheiro produzindo. É possível produzir em quantidade e com qualidade”, afirmou.

Copresidente da Conferência Regional, o ministro Carlos Fávaro ressaltou que, diante de um cenário de desafios crescentes, fortalecer a resiliência dos sistemas alimentares exige cooperação internacional, diálogo permanente e compromisso com a ciência. “O Brasil, sob a liderança do presidente Lula, tem procurado contribuir com ações concretas e resultados expressivos. Destaco o papel da ciência e da tecnologia desenvolvidas pela Embrapa, que permitem aumentar a produtividade sem expandir a área de produção. É também uma honra compartilhar os avanços do Brasil na agenda de bioinsumos, ciência e inovação. Somente em 2025, registramos 139 novos insumos biológicos – um recorde que demonstra o dinamismo desse setor”, afirmou.

Fávaro apresentou ainda quatro prioridades estratégicas defendidas pelo Brasil no âmbito da FAO e da região: fortalecer a ciência e a inovação agrícola; ampliar a cooperação técnica em bioinsumos, gestão climática e defesa sanitária; colocar a abertura de mercados baseada em ciência no centro da agenda internacional; e reforçar a atuação coordenada em fóruns multilaterais, aprofundando a parceria histórica entre o Brasil e a FAO, iniciada em 1949.

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O diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, destacou a importância do apoio aos agricultores familiares e da transformação dos sistemas agroalimentares para torná-los mais eficientes, inclusivos, resilientes e sustentáveis. Segundo ele, o momento exige acelerar soluções e converter desafios estruturais em oportunidades para promover melhor produção, melhor nutrição, melhor ambiente e melhor qualidade de vida para todos.

PONTOS DESTACADOS PELO MAPA NA LARC 39

Ao longo da Conferência, os representantes do Mapa reforçaram que produtividade e responsabilidade ambiental integram uma mesma arquitetura institucional. A política agrícola brasileira combina defesa agropecuária robusta, regulação clara de insumos e atuação comercial ativa, tendo a ciência como base para a formulação de políticas e a expansão do comércio.

Em 2025, o Brasil registrou 139 novos insumos biológicos. Atualmente, mais de 80% dos produtores de soja utilizam fixação biológica de nitrogênio, tecnologia que reduz custos, diminui a dependência de fertilizantes importados e contribui para a mitigação de emissões. Esses avanços se apoiam em três pilares: marco regulatório estável, defesa agropecuária baseada em ciência e articulação entre pesquisa pública (como a Embrapa), setor privado e assistência técnica.

Foram destacados também os avanços do Programa ABC+, voltado à adoção de práticas sustentáveis como recuperação de pastagens degradadas, plantio direto e integração lavoura-pecuária-floresta, além do Programa Caminho Verde Brasil, que é uma iniciativa estratégica do Mapa voltada na restauração de áreas degradadas para transformá-las em terras produtivas de alto rendimento, sem precisar desmatar novas áreas de vegetação nativa. A meta principal é recuperar até 40 milhões de hectares ao longo dos próximos 10 anos.

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Na safra 2024/2025, o Brasil alcançou produção recorde estimada em 346 milhões de toneladas de grãos, sendo que o volume total da produção agropecuária brasileira no mesmo período ultrapassou 1,2 bilhão de toneladas ao somar todos os principais itens: cerca de 350 milhões de toneladas de grãos, aproximadamente 650 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, 70 milhões de toneladas de proteínas animais, 70 milhões de toneladas de frutas, além de celulose e outros produtos agrícolas.

O país integra clima, adaptação e mitigação à estratégia de intensificação sustentável, mantendo aproximadamente dois terços do território com cobertura de vegetação nativa, sob um Código Florestal robusto, ao mesmo tempo em que se consolida como um dos maiores exportadores de alimentos do mundo.

Em 2025, as exportações agropecuárias brasileiras alcançaram o recorde de aproximadamente US$ 170 bilhões. Desde o início da atual gestão, foram abertos 541 novos mercados em 83 países, resultado de credibilidade sanitária, capacidade técnica e intenso trabalho de negociação internacional.

O Mapa reafirma, na LARC39, seu compromisso com uma agricultura sustentável, inovadora e competitiva, capaz de promover inclusão produtiva, prosperidade e segurança alimentar na América Latina e no Caribe, contribuindo de forma decisiva para o abastecimento global.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Agro

Negociação entre os dois países vai discutir sobretaxas de até 37,5%

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Açúcar, pescados e produtos de madeira estão entre os segmentos do agronegócio que poderão se beneficiar de um eventual acordo comercial entre Brasil e Estados Unidos. Os dois países decidiram criar um grupo de trabalho para discutir as barreiras ao comércio bilateral, abrindo uma nova etapa de negociação sobre cobranças adicionais que, para determinados produtos, chegam a 37,5%. Ainda não houve anúncio de redução das tarifas.

O peso dessas medidas é desigual dentro do setor. Enquanto o açúcar enfrenta sobretaxa de 25% e os pescados estão sujeitos à cobrança adicional de 12,5%, vários tipos de madeira, gorduras e óleos podem ser alcançados pela soma das duas alíquotas. Para esses exportadores, a negociação representa a possibilidade de recuperar competitividade no mercado americano.

Outras cadeias importantes do agro foram preservadas das medidas. Segundo levantamento divulgado em julho pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), café, carnes, suco de laranja, frutas e a maior parte das exportações de celulose estão entre as mercadorias excluídas dessas sobretaxas. A distinção é relevante porque as restrições não atingem todos os produtos brasileiros da mesma forma.

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A criação do grupo foi acertada na quarta-feira (30), em Milwaukee, no estado americano de Wisconsin. Participaram da reunião os ministros Mauro Vieira, das Relações Exteriores, e Márcio Elias Rosa, do Mdic, além do representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer. O encontro ocorreu durante a reunião de ministros do Comércio do G20.

O próximo movimento cabe a Washington, que deverá apresentar nas próximas semanas um documento com os temas propostos para a negociação. Além das tarifas, o trabalho deverá abranger outros entraves às trocas comerciais. O comunicado brasileiro não detalhou quais produtos serão discutidos nem estabeleceu uma data para a conclusão de um acordo.

As sobretaxas anunciadas em julho resultam de duas investigações conduzidas pelos Estados Unidos. Uma delas trata de práticas comerciais brasileiras contestadas pelo governo americano, incluindo as condições de acesso ao mercado de etanol. A outra envolve exigências americanas para impedir a importação de mercadorias produzidas com trabalho forç

Fonte: Pensar Agro

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