Paraná
Programa de inovação aberta Copel Volt avança na implantação de cinco grandes projetos
A Companhia Paranaense de Energia abre cada vez mais espaço para a inovação desenvolvida em parceria com novos agentes do mercado. O programa de inovação aberta Copel Volt entrou na fase de prova de conceito dos projetos selecionados. Isso significa que as cinco startups finalistas estão testando na prática os projetos propostos no início da jornada, após receberem mentoria, suporte e subsídio financeiro.
Ao todo, R$ 1,8 milhão foram disponibilizados para a realização dos trabalhos, que agora tomam corpo e serão avaliados em setembro quanto a sua viabilidade de implantação em larga escala.
O presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero, destaca o aprendizado obtido e a maturidade que vem sendo alcançada ao longo do tempo. “Este é um processo de inovação da Copel como um todo, com o envolvimento de todas as subsidiárias. Entre as duas jornadas do Copel Volt, é inigualável o estágio em que estamos no momento”, ressalta.
Os projetos se concentram em cinco grandes frentes relacionadas ao futuro do setor elétrico, com foco na transição energética e nos compromissos com a governança e a responsabilidade socioambiental, bases da gestão ESG.
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Os desafios que atraíram mais de 200 startups interessadas no processo seletivo da nova jornada foram: hidrogênio verde, armazenamento de energia e demais energias limpas; eletromobilidade e smart cities; relacionamento com clientes e soluções em serviços; gestão de ativos e instalações; e digitalização e melhorias em gestão de processos.
Nesta edição, as propostas estão ainda mais dirigidas às necessidades da Copel. “Ao abrir suas portas para a comunidade de inovadores, a Copel está aproveitando o potencial criativo e o conhecimento especializado desses parceiros para impulsionar a indústria energética rumo a um futuro sustentável”, afirma o superintendente de Inovação da Copel, Carlos Diego Pedroso.
Conheça os projetos das startups selecionadas para os desafios da nova jornada Copel Volt:
Inteligência artificial para otimizar manutenção de turbinas
A inteligência artificial pode ajudar a reduzir as paradas de máquinas para manutenção e aumentar a disponibilidade das usinas hidrelétricas. A aplicação está em testes pela Copel Geração em uma das maiores usinas da empresa, Governador Ney Braga. A parceria é com a startup alemã LexaTexer, que elaborou um modelo de previsão de períodos precisos em que será recomendada a parada de inspeção das turbinas, no lugar das programações periódicas realizadas hoje em dia.
Aumento da eficiência no controle da vegetação
Na área de transmissão, especialistas da Copel trabalham em parceria com a startup holandesa Overstory para combinar imagens de satélite de alta resolução, criando informações em tempo real sobre a vegetação em áreas próximas a linhas de alta tensão. Essas imagens possibilitam o monitoramento do crescimento da vegetação em faixas de linhas de alta tensão, prevenindo desligamentos e reduzindo o custo das inspeções.
Além disso, a solução pode contribuir para a preservação das áreas verdes ao redor das linhas, promovendo a sustentabilidade e o cuidado com o meio ambiente.
Automatização no recebimento de pagamentos digitais
Em algumas localidades, clientes da Copel Distribuição já podem optar por pagar as contas em atraso por meio eletrônico para evitar o corte da luz. A solução para pagamentos digitais via pix é desenvolvida pela brasileira Shipay, cujo funcionamento e receptividade estão em testes em Curitiba, Londrina e Campo Mourão.
A ideia é oferecer ao cliente que está prestes a ter sua energia suspensa por falta de pagamento a possibilidade de quitar sua dívida instantaneamente por meio de contato via WhatsApp. Isso oferece mais qualidade de serviço e, consequentemente, mais agilidade para o cliente.
De olho no potencial do hidrogênio renovável
A obtenção do hidrogênio de forma sustentável é a proposta da colombiana Solenium, que está instalando um laboratório para testes com geração de energia solar na sede da Copel. A empresa irá trabalhar com eletrólise, usando como fonte de energia a solar fotovoltaica, com o diferencial de um sistema próprio de monitoramento que visa à maximização da eficiência energética, tanto na geração solar, quanto na produção do hidrogênio.
Gestão de sustentabilidade ao alcance de pequenas empresas
Pequenas e microempresas poderão receber suporte técnico para uma gestão sustentável e de baixo carbono, com o impulso oferecido pela Copel, em parceria com a startup brasileira Repenso. A solução está sendo ofertada a uma amostra de clientes da Copel Mercado Livre, e inclui inventário de emissões de gases do efeito estufa, compensação, perfil público da ação climática da empresa, selo oficial de participante, conteúdo especializado exclusivo e posts para mídias sociais.
A plataforma tem como objetivo gerar uma rede de engajamento na ação global contra as mudanças do clima.
COPEL VOLT – Todo o relacionamento da Copel com as startups do programa está sendo viabilizado por meio da consultoria de inovação Beta-i Brasil. O Copel Volt 2022/2023, em sua edição New Journey, resultou em um total de 284 startups inscritas, sendo 222 válidas, que foram analisadas por uma equipe de 51 avaliadores e avaliadoras da Copel. Com exceção da Oceania e da Antártida, houve inscrições de todos os continentes.
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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