Paraná
Academia Alfredo Andersen abre dia 9 inscrições para ateliê gratuito de Arteterapia
A Academia Alfredo Andersen abrirá em 09 de abril, às 9h, as inscrições para uma oficina inédita, o ateliê de Arteterapia. Serão ofertadas 15 vagas para uma turma que se reunirá semanalmente às terças-feiras, das 14h às 17h. A oficina será gratuita, como as demais oferecidas pela Academia, e focada em encontros presenciais que abordarão, de forma introdutória, os temas de arte, autoconhecimento e reflexão simbólica por meio da pintura, desenho, colagem e outras linguagens artísticas.
As inscrições podem ser feitas unicamente por meio de formulário online AQUI. O período letivo ocorrerá 14 de abril a 30 de junho.
A oficina não se trata de uma especialização na área – será uma introdução ao tema e com trocas entre alunos e uma profissional de arteterapia que ministrará as aulas. A proposta deste ateliê parte da compreensão da arte como experiência viva e transformadora, na qual o fazer artístico não se reduz à produção de objetos estéticos, mas se configura como um processo de exploração da percepção e da imaginação.
De acordo com a psicóloga e arteterapeuta Ivana Lúcia Hilgenberg Guimarães Vieira, que conduzirá a oficina, as bases para o aprendizado da arteterapia se dão a partir da imagem, cor e processo criativo.
“O processo criativo tem sido reconhecido, ao longo da história da arte e da psicologia, como uma via privilegiada de acesso à imaginação, à sensibilidade estética e à expressão simbólica. No campo da arteterapia, a experiência artística constitui um espaço de investigação sensível no qual imagem, cor e gesto criativo possibilitam a emergência de conteúdos psíquicos muitas vezes não verbalizados”.
REFERÊNCIAS – A proposta do ateliê é criar um espaço de experimentação artística no qual a cor, a imagem e a imaginação possam ser vivenciadas como caminhos de investigação estética e simbólica. Para isso, utilizará as obras de Johann Wolfgang von Goethe, Rudolf Steiner e Carl Gustav Jung como referências bibliográficas.
A reflexão sobre a cor encontra importantes contribuições na obra de Johann Wolfgang von Goethe, cuja fenomenologia da cor propõe uma abordagem sensível e experiencial do fenômeno cromático, valorizando a relação entre percepção, luz e sombra. Essa perspectiva abre caminho para uma compreensão da cor como experiência dinâmica e subjetiva.
Na obra de Rudolf Steiner, as cores são compreendidas como portadoras de qualidades anímicas e espirituais, sendo exploradas em práticas artísticas que enfatizam o movimento, o ritmo e a vivência contemplativa da pintura.
Já na psicologia analítica de Carl Gustav Jung, a imagem simbólica ocupa lugar central na compreensão da psique. A produção espontânea de imagens, seja por meio do desenho, da pintura ou de outras formas expressivas, é entendida como manifestação do inconsciente e possibilidade de diálogo com conteúdos arquetípicos.
DOCÊNCIA – Ivana Lúcia Hilgenberg Guimarães Vieira é psicóloga com mestrado em Psicologia Clínica (ênfase em Psicologia Analítica) e múltiplas especializações em Psico-oncologia Antroposófica, Arteterapia e Museologia.
Atua como professora docente em pós-graduação, participa no grupo de pesquisa Nutrans pelo Departamento de Artes da Unicamp/SP como pesquisadora; como psicóloga colaboradora no Laboratório Chronos e no Laboratório de Saúde Mental e Multimétodos – Labsam, ambos na Universidade de São Paulo (USP). Tem ainda experiência na integração de arte, saúde mental e processos terapêuticos, com diferencial em abordagens humanizadas, criatividade aplicada e interface entre psicologia, arte e cultura.
Serviço:
Inscrições em curso de Arteterapia na Academia Alfredo Andersen
Data: a partir de 09/04, às 9h
Inscrições AQUI
Local do curso: Museu Casa Alfredo Andersen – Rua Mateus Leme 336 – Centro- Curitiba
Fonte: Governo PR
Paraná
MPPR cumpre mandados de prisão contra dez pessoas denunciadas por crimes ligados a loteamentos clandestinos rurais em Campo Magro e Almirante Tamandaré
O Ministério Público do Paraná cumpriu nesta semana dez mandados de prisão contra pessoas denunciadas na Operação Fundo Falso, investigação conduzida pela 5ª Promotoria de Justiça de Almirante Tamandaré, em conjunto com o Núcleo de Curitiba do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que apura atuação de organização criminosa na prática de diversos crimes relacionados à comercialização de loteamentos irregulares em imóveis rurais.
Entre os denunciados e alvo de um dos mandados de prisão, está um vereador do município de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, apontado como um dos líderes do grupo criminoso. As ordens judiciais foram cumpridas nesta quarta-feira, 16 de setembro, com o apoio do Núcleo de Curitiba do Gaeco. Dos dez alvos, três ainda não foram localizados e são considerados foragidos. O pedido para a decretação das prisões preventivas foi feito pelo Ministério Público na ocasião do oferecimento da denúncia, no dia 25 de agosto último.
De acordo com as apurações sobre os fatos, o grupo atuava de forma organizada para as práticas ilícitas, que consistiam na permanente busca ativa por imóveis rurais, predominantemente nos municípios de Campo Magro e Almirante Tamandaré, em especial imóveis sem incidência de atos ostensivos de exercício de posse pelos seus proprietários, ou imóveis de propriedade de pessoas idosas ou em processo de inventário. Em seguida, os investigados atuavam para obter informações e cópias de documentos de suas matrículas e registros e de eventuais certidões de óbito dos proprietários. Eram feitas simulações de vendas desses imóveis para intermediários, com a falsificação de documentos, e, a partir destes, a comercialização dos loteamentos irregulares.
Para a manutenção das condutas criminosas, que, segundo as apurações, estão em curso desde 2021, os envolvidos praticavam ameaças e outros atos intimidatórios frente aos reais proprietários ou a pessoas que descobriam o esquema criminoso.
Outro aspecto identificado a partir das apurações foi o de que o grupo se valia da posição ocupada pelo vereador em Campo Magro para viabilizar a realização de obras públicas nos referidos locais onde fracionavam ilegalmente os imóveis rurais, além da obtenção de informações privilegiadas e antecipadas sobre as fiscalizações a serem realizadas pela municipalidade ou de interferência para impedir fiscalizações. As condutas denunciadas foram identificadas a partir de extensa análise de provas colhidas em fases anteriores da operação, incluindo trocas de mensagens de texto e áudios que comprovam as práticas apuradas.
Foram identificados, pelo menos, quatro loteamentos clandestinos nos municípios de Almirante Tamandaré e Campo Magro. Além dos dez integrantes da organização criminosa, houve oferecimento de denúncia em face de outras duas pessoas investigadas por participações no esquema ilícito, as quais tiveram determinadas judicialmente a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão. Também foram requeridas medidas cautelares pelo Ministério Público para o fim de bloquear os bens dos denunciados, o que igualmente foi deferido pelo Juízo.
Processo 0007837-42.2025.8.16.0024
Informações para a imprensa:
Assessoria de Comunicação
[email protected]
(41) 3250-4264
Fonte: Ministério Público PR
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