Paraná
Programa Copel Agro é apresentado a lideranças e produtores de Campo Mourão
A Copel participou do encontro de núcleos do Sistema Ocepar, nesta quinta-feira (12), em Campo Mourão, no Centro-Oeste do Estado, e reforçou as iniciativas da companhia de aproximação com os produtores rurais com vistas à distribuição de energia estável e de qualidade ao setor produtivo no campo.
Ao falar aos representantes das cooperativas, o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antonio Villela de Abreu, ressaltou os investimentos da Copel e o lançamento do programa Copel Agro dedicado a produtores rurais da cadeia de proteína animal e setores com alto grau de eletrodependência.
“Sabemos que ainda existem muitos desafios nas áreas rurais, que abrangem uma grande extensão territorial do Paraná. Também tivemos aumento na intensidade e na frequência de eventos climáticos severos, num momento em que os clientes, especialmente os produtores rurais, estão cada vez mais dependentes da energia. Por isso, lançamos nesta semana o Copel Agro, que vai dar mais agilidade ao atendimento aos produtores do Estado”, afirmou.
O programa, lançado nesta semana pelo presidente da Copel, Daniel Slaviero, durante o encontro do Sistema Ocepar na Cooperativa Lar, em Medianeira, terá um canal direto com os produtores, a partir de uma nova linha exclusiva de atendimento por teleatendentes: 0800 6434 222.
Às lideranças cooperativistas, o diretor-geral da Copel Distribuição afirmou ainda que a companhia vive um dos momentos mais robustos de expansão da infraestrutura elétrica, acompanhando o ritmo de crescimento do agronegócio e das atividades produtivas no Paraná. Só nos últimos dois anos, a empresa investiu cerca de R$ 5 bilhões em obras de modernização e expansão da rede elétrica.
PARTICIPAÇÃO DA COPEL – O evento, na sede da cooperativa Coamo Agroindustrial, marcou o encerramento da rodada de encontros de núcleos da Ocepar com a participação da Copel, feitos ao longo desta semana na cooperativa Witmarsum, em Palmeira, para a região Centro-Sul; na Associação dos Municípios do Sudoeste do Paraná (AMSOP), em Francisco Beltrão, com as cooperativas região Sudoeste e na Cooperativa Lar, em Medianeira, no Oeste do Estado.
Anfitrião do evento em Campo Mourão, o presidente executivo da Coamo, Airton Galinari, destacou que a participação da Copel nas reuniões de núcleos da Ocepar é fundamental para apresentar às cooperativas um panorama sobre o trabalho desenvolvido pela companhia. “Tivemos mais uma reunião muito importante, em que a Copel apresentou a evolução de seus trabalhos, os desafios enfrentados e também os benefícios que vêm sendo levados ao Estado. Foi uma oportunidade muito positiva, com uma exposição transparente sobre os investimentos realizados”, afirmou.
Para Galinari, as cooperativas também desempenham papel relevante nessa relação, já que figuram entre os grandes consumidores de energia do Paraná. “Sabemos que existem desafios no atendimento, especialmente nas áreas rurais, mas também reconhecemos o esforço da companhia para aprimorar cada vez mais os serviços prestados. A presença da Copel nesses encontros ajuda a ampliar o entendimento sobre a realidade do setor elétrico e fortalece a construção de soluções conjuntas. O crescimento do cooperativismo também depende de uma infraestrutura energética cada vez mais eficiente”, disse.
DIÁLOGO PERMANENTE – Na reunião, representantes das cooperativas reforçaram a importância de manter um diálogo permanente com a Copel. A proposta é ampliar a participação da companhia nas rodadas de pré-assembleias da Ocepar ao longo do ano, criando um canal direto para apresentação de demandas e construção de soluções conjuntas que garantam segurança e qualidade no fornecimento de energia às agroindústrias do setor.
“Vamos ajudar a Copel a nos ajudar. Esse diálogo e essa aproximação são fundamentais para avançarmos no crescimento e no desenvolvimento do setor produtivo, que gera renda e trabalho para milhares de pessoas”, destacou o presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken.
Ele ressaltou que a energia elétrica tem papel central na competitividade do cooperativismo paranaense. Atualmente, apenas 20 cooperativas do Estado consomem cerca de 2,3 terawatts-hora de energia por ano, o equivalente a aproximadamente 6% de todo o consumo de eletricidade do Paraná.
“As projeções indicam um crescimento de cerca de 33% na demanda energética das cooperativas até 2032. Por isso, o alinhamento entre cooperativismo e concessionária é estratégico para garantir que a infraestrutura acompanhe a expansão do agronegócio e sustente o desenvolvimento econômico do Paraná”, afirmou. Nos quatro encontros da Ocepar, a participação total foi de 427 cooperados de 97 cooperativas dos sete ramos de atuação (agropecuário, crédito, saúde, infraestrutura, trabalho, transporte e consumo).
COPEL AGRO – Com início da operação previsto para abril, o Copel Agro contará com equipes técnicas e comerciais especializadas, além do canal exclusivo de atendimento 24 horas, suporte via WhatsApp e ferramentas digitais para agilizar as respostas às demandas do campo.
Entre as medidas estratégicas para melhorar o atendimento nas áreas rurais, está a ampliação do quadro de eletricistas, retomando a contratação de profissionais próprios e equipando as equipes de campo com tecnologia de comunicação via satélite, o que deve acelerar o restabelecimento do serviço em regiões mais distantes.
Também está no cronograma de ações do Copel Agro um levantamento e ações orientativas de parte da companhia relacionadas ao crescimento da geração distribuída no Estado. Atualmente, o Paraná conta com cerca de 400 mil consumidores com sistemas próprios de geração, principalmente com painéis solares.
Outra prioridade do Copel Agro é o incentivo à conexão ao sistema trifásico da Copel que tem mais de 25 mil quilômetros de nova rede implantada com investimentos de R$ 3,3 bilhões. A rede trifásica amplia a qualidade e a capacidade energética no meio rural, beneficiando 347 municípios e contribuindo para reduzir significativamente o tempo médio das interrupções no fornecimento de energia. Em parceria com o Governo do Estado foi lançado o programa Se Liga Aí, Paraná, de suporte a produtores rurais e agroindústrias para a conexão à rede trifásica.
A Copel custeia parte do investimento, na forma de desconto no orçamento a ser emitido para o cliente, e o governo equaliza as taxas de juros do financiamento para as obras de instalação da rede até a propriedade e as adequações do sistema elétrico da porteira para dentro. O programa prevê a subvenção de taxas de juros, pelo governo, de financiamentos – até o limite de R$ 200 mil.
Quem tiver interesse pode acessar o site da Copel ou procurar um escritório do Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná) no seu município.
Fonte: Governo PR
Paraná
Ministro André Mendonça faz palestra magna na abertura do Encontro Nacional do Cira 2026
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça foi o responsável pela palestra magna na abertura do Encontro Nacional CIRA 2026 – Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, nesta sexta-feira, 14 de agosto, no Ministério Público de São Paulo. Autor do prefácio do livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, lançado durante o evento, Mendonça tratou dos critérios para quantificar o dano, o enriquecimento ilícito e o produto de atividades criminosas.
Em uma exposição de caráter técnico, o ministro discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedido de ressarcimento ou perdimento. Citou, entre outros exemplos, a Operação Sanguessuga e situações envolvendo gestores públicos em casos de fraude, para mostrar que a identificação do dano nem sempre pode ser reduzida a uma simples correspondência entre o valor contratado e o prejuízo causado.
A palestra dialoga diretamente com o prefácio assinado pelo ministro André Mendonça, sendo um dos temas centrais da coletânea os desafios jurídicos e práticos para investigar a criminalidade econômica, responsabilizar seus autores e recuperar valores decorrentes de atividades ilícitas.
André Mendonça discutiu os parâmetros que devem orientar a definição dos valores objeto de pedidos de ressarcimento ou perdimento. Ao citar exemplos como a Operação Sanguessuga e casos envolvendo gestores públicos, destacou que a identificação do dano não pode ser reduzida, em todos os casos, à diferença entre o valor contratado e o prejuízo causado.
O ministro chamou atenção para a necessidade de distinguir produto da atividade ilícita, dano e enriquecimento ilícito. Segundo a abordagem apresentada, essa diferenciação é necessária para definir os valores que podem ser objeto de recuperação de ativos em casos de corrupção e improbidade administrativa.
Mendonça também apresentou referências do direito comparado, citando a legislação dos Estados Unidos, como o Civil Asset Forfeiture Reform Act (CAFRA), de 2000, e o Fraud Enforcement and Recovery Act (FERA), de 2009. Na experiência italiana, abordou o Decreto Legislativo nº 231/2001 e decisões da Corte de Cassação relacionadas à definição do produto obtido com a prática ilícita.
No ordenamento brasileiro, a análise passou pelo Código Penal, pela Lei de Lavagem de Dinheiro, pela Lei de Improbidade Administrativa e pela Convenção de Mérida.
Ao final, o ministro destacou a necessidade de critérios técnicos para a definição dos valores e do apoio das áreas da administração pública responsáveis pela receita. A adoção de uma metodologia mais precisa, segundo Mendonça, pode contribuir para dar maior segurança às investigações, às apurações e às decisões judiciais.
Livro sobre crimes contra a ordem econômica e tributária é lançado durante Encontro Nacional do Cira 2026
Na sequência da programação, foi lançado o livro “Crimes contra a ordem econômica e tributária: desafios atuais e perspectivas”, coordenado pelo Procurador-Geral de Justiça, Francisco Zanicotti, e pelo promotor de Justiça Diego Gomes Castilho, ambos do Ministério Público do Paraná. Publicada em 2026 pela Editora Tirant Lo Blanch, a obra reúne estudos de especialistas sobre diferentes aspectos do direito penal econômico.
A publicação tem 340 páginas e reúne artigos sobre investigação e responsabilização por crimes econômicos e tributários. Entre os temas estão a análise probatória em delitos financeiros complexos, fraudes estruturadas, empresas de fachada, recuperação de ativos e sonegação fiscal.
A coletânea também aborda a aplicação da Lei Anticorrupção, a individualização e a dosimetria da pena em crimes tributários e os limites da responsabilização penal de empresários e administradores.
Fonte: Ministério Público PR
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