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Agro

Produtores do Paraná trabalham dia e noite na colheita de milho

Publicado em

Globo Rural

Mesmo depois que o sol se põe, o trabalho de colheita de milho nas fazendas no Oeste do Paraná continua. Tudo isso para poder tirar o grão das lavouras e fazer o escoamento.

Em Toledo, caminhoneiros viram a noite em filas, esperando para carregar os veículos com milho. Nesta safra, o Paraná deve colher 13 milhões de toneladas.

E no pico, os motoristas aproveitam para faturar com os fretes. Antenor Sampaio afirma que, mesmo depois de entregar o carregamento, voltará para buscar mais milho.

Nas cooperativas, há diversas táticas para receber a safra. Em um dos moinhos, às 5 da tarde os caminhões interrompem as entregas. Isso para aproveitar a noite e a madrugada para limpar e secar os grãos, que chegam com umidade maior do que aquela ideal para exportação.

“Se tiver que ficar na fila, tudo bem. Tá bom demais, porque a produção foi boa, espero que seja boa para todo mundo”, diz o agricultor Luiz Artur Kitzmann.

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Agro

Indústria gaúcha de máquinas agrícolas encerra 2025 em recuperação e aposta em crédito para crescer em 2026

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A indústria de máquinas e implementos agrícolas do Rio Grande do Sul fecha o ano de 2025 em um movimento de recuperação parcial, após dois anos de retração no setor. Apesar do avanço, o ritmo ainda não foi suficiente para recompor as perdas acumuladas entre 2023 e 2024.

De acordo com o Sindicato das Indústrias de Máquinas e Implementos Agrícolas no Rio Grande do Sul (SIMERS), as projeções para 2026 são de crescimento moderado, condicionado principalmente à oferta de crédito rural, ao nível das taxas de juros e à renda do produtor.

Juros e crédito serão determinantes para novos investimentos

A vice-presidente do SIMERS, Carolina Rossato, destaca que a retomada mais sólida do setor depende diretamente de um ambiente financeiro mais favorável.

“A indústria demonstrou capacidade de reação em 2025, mas o avanço em 2026 dependerá do acesso ao crédito e do custo do financiamento. Juros elevados limitam as decisões de compra e adiam investimentos em modernização”, explica.

A executiva também ressalta que, mesmo com boas perspectivas para a próxima safra, os produtores seguem cautelosos nas decisões de investimento.

“Se as projeções de safra se confirmarem e as condições de crédito melhorarem, o setor poderá crescer de forma mais consistente. Caso contrário, a recuperação continuará lenta e pontual”, avalia Rossato.

Produção e faturamento melhoram, mas perdas ainda não foram compensadas

Para o gerente de Estudos Econômicos da FIERGS, Giovane Baggio, os resultados de 2025 indicam uma melhora em relação aos anos anteriores.

“Os indicadores de produção e faturamento foram positivos neste ano quando comparados a 2023 e 2024, embora ainda não compensem totalmente as perdas acumuladas no período”, afirma.

O desempenho favorável está ligado ao ajuste produtivo das indústrias e à melhora gradual na demanda interna, impulsionada pelo otimismo com a safra e por iniciativas de modernização tecnológica no campo.

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Exportações ajudam a sustentar a recuperação do setor

As exportações de máquinas agrícolas, especialmente para a Argentina, continuam sendo um dos pilares de sustentação da indústria gaúcha. O comércio exterior tem ajudado a equilibrar os resultados e compensar parte da retração no mercado interno.

Segundo o SIMERS, a combinação entre mercado externo ativo, safra favorável e condições financeiras mais acessíveis será essencial para transformar a recuperação atual em um crescimento sólido em 2026.

Perspectiva: confiança moderada e foco em competitividade

Com o cenário global ainda incerto e o custo do financiamento em níveis elevados, a indústria de máquinas agrícolas do Rio Grande do Sul aposta em planejamento, inovação e eficiência produtiva como caminhos para fortalecer sua competitividade.

A expectativa é que, mantida a tendência de melhora nas exportações e com uma política de crédito mais favorável ao produtor rural, o setor consiga retomar o crescimento sustentável a partir de 2026, consolidando o papel da indústria gaúcha como referência nacional em tecnologia e equipamentos agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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