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Produtores de alho alertam para crise no Brasil e pedem medidas contra importações

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Produtores brasileiros enfrentam perda de competitividade

Os produtores de alho no Brasil acendem um alerta para uma crise no setor, impulsionada pelo aumento dos custos de produção, crescimento das importações e suspeitas de práticas desleais de comércio internacional.

De acordo com a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa), o alho importado da China chega ao mercado brasileiro com preço cerca de 15% inferior ao custo de produção nacional. Além disso, a Argentina também ampliou sua presença no país, levantando preocupações sobre possível dumping.

Santa Catarina pode perder até 60% da safra

A situação é considerada crítica em Santa Catarina, um dos principais estados produtores. Segundo o deputado Ismael dos Santos (PL-SC), integrante da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), até 60% da safra local pode ser inviabilizada.

O parlamentar destacou a diferença de preços como um dos principais fatores de pressão sobre os produtores. Enquanto o alho argentino estaria sendo comercializado no Brasil a cerca de R$ 6 por quilo, o produto nacional é vendido a aproximadamente R$ 11, refletindo os custos mais elevados de produção.

O cenário coloca em risco cerca de 60 mil empregos no estado, diretamente ligados à cadeia produtiva do alho.

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Setor leva demanda ao governo federal

As preocupações foram apresentadas à bancada da FPA e ao ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, durante reunião realizada na última terça-feira (14).

Na ocasião, a Anapa entregou um documento com dados detalhados sobre os custos de produção no Brasil e o aumento das importações vindas da China e da Argentina, solicitando medidas urgentes para proteger o setor.

Pedido de investigação antidumping contra a Argentina

Entre as principais demandas está a abertura de uma investigação antidumping sobre o alho argentino. A entidade argumenta que há indícios de entrada do produto no Brasil fora dos padrões e classificações exigidos.

Segundo a associação, a apuração técnica é necessária para avaliar as condições de concorrência e, se comprovadas irregularidades, permitir a aplicação de medidas de defesa comercial.

Revisão de regras para importação de alho chinês

Outro ponto central do pleito é a revisão do mecanismo de compromisso de preço aplicado às importações de alho chinês.

Atualmente, o governo brasileiro estabelece um valor mínimo para a entrada do produto no país. No ano passado, esse valor foi fixado em US$ 16,90 por caixa de 10 quilos, sendo posteriormente ajustado para US$ 15,80. Há preocupação de que, na próxima revisão, o preço possa cair para US$ 15.

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Custos de produção no Brasil seguem elevados

De acordo com o presidente da Anapa, Rafael Corsino, o custo de produção do alho brasileiro já supera os valores praticados no mercado internacional.

Segundo ele, fatores como o cenário global e o aumento dos insumos elevaram o custo da produção nacional de cerca de US$ 23 para US$ 24 por caixa.

Diante disso, o setor defende mudanças no modelo adotado pelo Brasil para o controle das importações, visando restabelecer a competitividade e garantir a sustentabilidade da produção nacional.

Risco para o setor e para o emprego no campo

Com a combinação de custos elevados e concorrência externa crescente, produtores alertam para o risco de retração da atividade, com impactos diretos na geração de empregos e na economia de regiões produtoras.

A adoção de medidas de defesa comercial é vista como essencial para equilibrar o mercado e evitar perdas ainda maiores para a cadeia produtiva do alho no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra 2026 de uvas em Monte Belo do Sul registra produção histórica e qualidade excepcional, diz vinícola

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A safra de uvas de 2026 em Monte Belo do Sul, na Serra Gaúcha, deve ser lembrada como uma das mais expressivas da história da vitivinicultura local. Segundo avaliação da vinícola Casa Marques Pereira, o ciclo combinou condições climáticas ideais, aumento significativo de produção e um nível de qualidade considerado excepcional.

Produção de uvas cresce 30% na safra 2026 em Monte Belo do Sul

De acordo com o sócio-proprietário da vinícola, Felipe Marques Pereira, a colheita de 2026 registrou um aumento de 30% em relação ao ano anterior. O desempenho foi observado especialmente nos vinhedos da “Quinta da Orada”, área da família onde estão concentradas as principais parcelas produtivas.

Além do volume, a safra também se destacou pelo alto grau de maturação das uvas, reforçando o potencial produtivo da região.

Uvas atingem padrão de vinho nobre e alta graduação alcoólica

O ciclo de 2026 também chamou atenção pela qualidade técnica das uvas colhidas. Segundo a vinícola, seis variedades atingiram o chamado padrão de “vinho nobre”, caracterizado pela maturação polifenólica completa e níveis de açúcar suficientes para vinhos com mais de 14,1% de álcool, conforme a legislação brasileira.

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Entre os destaques, a uva Merlot alcançou 15,7% de graduação alcoólica, resultado considerado raro para a região.

“Fomos deixando na videira e virou praticamente um amarone. Nunca tínhamos visto algo parecido”, afirmou Felipe Marques Pereira.

Pinot Noir surpreende com desempenho acima da média

Outro destaque da safra foi o desempenho da Pinot Noir, variedade que tradicionalmente apresenta graduação alcoólica mais baixa no Brasil. Neste ciclo, a uva atingiu 14,3%, índice considerado incomum para a cultivar no país.

O resultado surpreendeu produtores e reforçou o caráter excepcional da safra de 2026.

Condições climáticas favoreceram qualidade das uvas

O desempenho positivo da safra está diretamente ligado às condições climáticas ao longo do ciclo produtivo. O inverno mais rigoroso, com maior número de dias frios, favoreceu a dormência adequada das videiras.

Já o regime de chuvas antes da frutificação contribuiu para o desenvolvimento uniforme das plantas. Durante o período de maturação, a baixa incidência de chuvas foi determinante para garantir concentração de açúcares, sanidade das uvas e alta qualidade final.

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Monte Belo do Sul reforça protagonismo na vitivinicultura brasileira

Para a Casa Marques Pereira, os resultados da safra 2026 reforçam o potencial de Monte Belo do Sul como uma das principais regiões produtoras de uvas do Brasil, combinando alto volume e excelência qualitativa em um mesmo ciclo — uma combinação considerada rara na vitivinicultura nacional.

Um levantamento recente aponta que o município possui mais de dois mil hectares destinados à produção de uvas e se destaca como a maior produtora per capita de toda a América Latina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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