Connect with us


Agro

Produtividade da cana-de-açúcar cresce em novembro no Centro-Sul, mas safra ainda registra queda acumulada

Publicado em

Desempenho positivo em novembro

A produtividade média da cana-de-açúcar na região Centro-Sul registrou avanço em novembro, alcançando 63,3 toneladas por hectare, o que representa um aumento de 0,7% em relação ao mesmo mês da safra anterior, quando o rendimento foi de 62,8 t/ha.

Os dados constam no Boletim De Olho na Safra, elaborado pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) com base nas informações da Plataforma de Benchmarking.

Qualidade da cana também melhora no mês

Além do aumento na produtividade, o ATR (Açúcar Total Recuperável), indicador que mede a qualidade da cana, apresentou elevação de 8,6% em novembro. O índice passou de 123,6 kg/t para 134,3 kg/t, refletindo melhores condições de maturação e eficiência na produção de açúcares.

Desempenho acumulado da safra segue em queda

Apesar do resultado positivo no último mês, o desempenho acumulado da safra 2025/26 (de abril a novembro) ainda mostra retração. Segundo o CTC, a média da produtividade no período é de 74,7 toneladas por hectare, o que representa uma queda de 4,9% frente às 78,5 t/ha registradas na temporada anterior.

Leia mais:  Semi-hidroponia impulsiona produção de tomate com mais produtividade, qualidade e sustentabilidade
ATR acumulado tem leve redução

O boletim também apontou leve redução na qualidade acumulada da cana. O ATR médio da safra 2025/26 está em 136,1 kg/t, frente aos 137,3 kg/t observados no ciclo anterior — uma variação negativa de 0,9%.

Mesmo com a melhora recente, o resultado acumulado indica que as condições climáticas e operacionais ainda impactam o rendimento total da produção canavieira na principal região produtora do país.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook

Agro

Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

Published

on

As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

Leia mais:  Importação de Insumos Agrícolas Bate US$ 14,3 Bilhões em 2025 e Exportações Atingem Recorde de US$ 1 Bilhão
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

Leia mais:  Rio Verde triplica PIB e consolida protagonismo no agro com força da TecnoShow COMIGO

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continuar lendo

Mais Lidas da Semana

Copyright © 2019 - Agência InfocoWeb - 66 9.99774262