Agro
Produção de morango na Serra Gaúcha segue limitada e mantém preços em alta
A produção de morango na Rio Grande do Sul, especialmente na região de Caxias do Sul, mantém-se limitada neste início de temporada, refletindo condições climáticas desfavoráveis e o processo de renovação dos cultivos. O cenário contribui para a manutenção da tendência de alta nos preços, segundo relatório do Emater/RS-Ascar.
Produção limitada por clima e renovação de lavouras
O informativo aponta que a produção segue estável, mas reduzida devido ao baixo volume de chuvas e às temperaturas elevadas registradas recentemente. Além disso, foi observada a presença da mosca-da-asa-manchada nas lavouras, fator que exige atenção dos produtores.
O relatório destaca que “as plantas de 2 e 3 anos, que ainda produziam pequenos volumes, são eliminadas para dar lugar a mudas novas”. Por isso, o volume colhido permanece baixo, semelhante ao registrado na semana anterior.
Comercialização com preços em alta
As condições de comercialização permanecem estáveis, com leve tendência de aumento nos preços. Nas vendas para Ceasas, intermediários e mercados, os produtores receberam entre R$ 15,00 e R$ 25,00 por quilo. Já na venda direta ao consumidor, os valores variaram entre R$ 20,00 e R$ 35,00 por quilo.
Na Ceasa/Serra, a menor oferta impulsionou os preços da bandeja de 250 gramas, que passaram de R$ 4,46 para R$ 5,06.
Situação em Soledade também indica baixa produção
Na regional de Soledade, o levantamento da Emater/RS-Ascar também aponta produção limitada. Os produtores já encomendaram mudas e aguardam o momento adequado para iniciar o plantio. Os preços praticados na região variam entre R$ 25,00 e R$ 35,00 por quilo, refletindo a escassez de oferta.
Perspectivas para a safra
O cenário atual indica que a produção seguirá restrita até a renovação completa das lavouras, mantendo os preços firmes no mercado local. Fatores como clima e manejo das mudas continuarão determinando o ritmo da oferta e a valorização do morango nas próximas semanas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
Agro
Mapa apresenta impactos do Sisbi-POA no fortalecimento de agroindústrias na Feira Brasil na Mesa
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) apresentou, neste sábado (25), os impactos do Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA) no fortalecimento de pequenas agroindústrias durante a Feira Brasil na Mesa, realizada pela Embrapa.
O Sisbi-POA, que integra o Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária (Suasa), padroniza e harmoniza os procedimentos de inspeção de produtos de origem animal, garantindo segurança alimentar e permitindo que serviços estaduais, municipais e consórcios públicos atuem com equivalência ao serviço federal.
Durante a apresentação, a diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária, Judi Nóbrega, destacou que o sistema tem papel estratégico na inclusão produtiva e no desenvolvimento econômico local.
“O Sisbi-POA deixa de ser apenas uma sigla e passa a ser resultado. Quando uma agroindústria ingressa no sistema, ela não recebe só autorização para vender fora do município. Ela ganha condição de crescer, investir, contratar e fortalecer a economia local, sempre com segurança sanitária”, afirmou.
A diretora explicou que o modelo é baseado em responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. Enquanto o Mapa define regras, harmoniza procedimentos e supervisiona a equivalência, os serviços locais executam a inspeção e acompanham de perto os estabelecimentos.
Segundo Judi, esse arranjo permite levar a política pública para mais perto de quem produz, ampliando o alcance da inspeção sem comprometer a qualidade.
“Estamos falando de interiorização do serviço, de alcançar milhares de produtores e agroindústrias que antes não estavam no radar. O sistema permite qualificar esses estabelecimentos e dar acesso a novos mercados, com garantia de segurança sanitária”, ressaltou.
Também participou da palestra o analista da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Osni Morinish, que destacou a importância da atuação dos municípios na consolidação da política.
Segundo ele, a estruturação dos serviços de inspeção municipal e a atuação por meio de consórcios têm sido fundamentais para viabilizar a adesão ao sistema, especialmente entre pequenos produtores.
“O nosso papel é mostrar ao gestor municipal que a inspeção sanitária não é custo, é investimento. É uma política que gera renda, fortalece a economia local e permite que o produtor saia da informalidade e acesse novos mercados”, afirmou.
O analista também destacou que a regularização dos produtos amplia oportunidades de comercialização, inclusive em mercados institucionais.
CASE DE SUCESSO
Um dos exemplos concretos apresentados durante a palestra evidencia os resultados do Sisbi-POA na prática. O “Queijo Reserva do Vale”, da empresa Queijos Possamai, produzido em Pouso Redondo (SC) e aderido ao sistema, foi eleito o melhor queijo do mundo no 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, realizado em São Paulo.
A competição reuniu concorrentes de 30 países, e o produto catarinense, além do título máximo, conquistou outras nove medalhas, consolidando o alto padrão de excelência da produção.
O caso demonstra como a adesão ao Sisbi-POA permite que agroindústrias de menor porte alcancem mercados mais amplos sem abrir mão de sua identidade produtiva. A integração ao sistema garante padronização de processos, segurança sanitária e maior confiabilidade, elevando a competitividade dos produtos no cenário nacional e internacional.
A conquista reforça a efetividade das políticas do Mapa na valorização da agroindústria, ao promover qualidade, segurança alimentar e acesso a novos mercados, transformando a regularização sanitária em oportunidade concreta de crescimento para produtores brasileiros.
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